A mulher de 30 anos não era nascida no 25 de Abril de 74; não ouviu radionovelas e não vibrou com o Festival da Canção. A mulher de 30 anos tropeçou em dois séculos e está aqui! Também opina, ainda não é anciã e agora é mãe

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Sábado, 7 de Fevereiro de 2009

O que eu gosto de estagiários

 (só num sentido assexuado que engloba os dois géneros, nessa massa indefinida que são as pessoas ainda piquenas e com pouca experiência, mas que se riem muito)!

 
E atenção que eu até há bem pouco tempo, mercê das agruras de códigos laborais menos propícios, também era estagiária. Só que eu já não entrava na categoria de fofinha: foram muitos anos anteriores de desmoralização e o sistema acabou por me subverter e tirar-me a fofura toda.
 
O estagi@rio perfeito não tem mais de 21 anos; literal e notoriamente é imberbe (sem buço, para elas); exige-se ausência total de experiência laboral anterior e com isso alguma dose de modéstia; vem munido com caderninho (não moleskine pois ainda não atingiu tal grau de sofisticação) e uma caneta tipo bic cristal que morde nervosamente sempre que falamos com ele. O look não interessa, mas quão mais personalizado for, mais eu acho piada. Conheci uma estagiária que deve ter levado uma grande esfrega parental e então andava com um piercing no nariz, uma t-shirt aberta nas costas e uma saia a atirar para o travadinha-versão-eigthies: a saia estava ali a mais e tinha “mão de mãe”, mas são estas inconsistências que dão personalidade própria aos estagiários.
 
Gosto deles porque para além de fofinhos são também muito frescos: ainda não foram pervertidos pelo cruel mundo laboral, nem outro, e até a coisa mais chata deste mundo eles recebem com um esplendoroso sorriso. E depois estão sempre muito receptivos e fazem muitas perguntas. Estagiário que é estagiário deve fazer perguntas parvas. Se não as fizer não é um bom estagiário: nunca em mais nenhuma altura da sua vida lhe desculparão tanta parvoíce e deverá então aproveitar ao máximo, rentabilizando desvantagens em seu favor. Ai o que eu gosto das perguntas dos estagiários: “Porque é que o sol é amarelo?”; “porque é que esta vitrina não está antes ali?”; “Têm trituradora de papel?” (ah, ah, ah!!! Pensas que estás onde? numa série americana?!) e… esta é boa “porque é que a tua sala tem três mesas?” – “Sei lá pequeno infante! Foram-nas pondo aqui e eu deixei. Há coisas sem explicação, não vale a pena perguntar, aprende!”.
 
Daí outra característica quiducha: até as perguntas mais estrambólicas eles fazem sem pejo ou medo de os rotularmos depreciativamente (a inconsciência é uma arma e eles ainda a usam sem saber). Os estagiários são seres ainda sem consciência plena da complexidade das relações humanas de trabalho em locais fechados big brotherianos. Para eles o chefe é supremo e tem sempre razão e em alegre hierarquia toda a gente vai mandando e eles resignam-se à base da coisa, aceitando, talvez pela última vez na vida, uma catadupa de directrizes sem questionar, fazendo um esforço enorme, visível sempre que se enchem de coragem e verbalizam uma ideia. É bonito, vê-se após tal verbalização que a confiança cresceu mais um bocadinho, é quase imperceptível, mas está lá.
 
Ora eu gosto muito de estagiários principalmente porque me ouvem com uma atenção plena e desmesurada (coisa que entre os nossos pares escasseia, pois às vezes a conversa toma uma escalada sonora que termina com um “não tenho paciência”). Eles não: a gente fala, fala, fala e eles com os olhinhos muito abertos, aguentando estoicamente o contacto ocular, ruborescendo se este demora, mordendo a pontinha da caneta, respirando baixinho. É fofinho!
 
Eu sei que existem estagiários que são parvos; pessoas piquenas acometidas de um grande ego e pouca humildade, que não perguntam e fazem, que não se interessam e não fazem; que não fazem e se recusam a fazer alegando “exploração do seu trabalho ainda infantil”. Por um acaso nunca me passaram desses por aqui. Também não teria paciência. Para estes tenho, ´tadinhos (estou a ficar tão mole! será da idade?), tão esforçadinhos, tão fascinados, tão interessados… tão chatos!
 
E pronto, ontem passei a tarde a explicar umas coisas (com ar sério e muito profissional)  a um estagiário destes piquenos e bem dispostos até ele me perguntar se podíamos fazer uma “pausa” para ir lanchar! (por momentos até pensei: “Ai, não me digam que o rapaz me vai perguntar se pode ir à casa de banho!”- tamanha a timidez estagiária, mas não só queria comer). Tão fofinho! Lá fizemos a pausa. Quando passei pelo corredor lá estava ele sentadinho à sua mesa, muito direitinho e discreto, a comer a sua sandocha (que decerto a mãezinha lhe havia preparado). Despertou-me o instinto maternal, pá! Vocês nem calculam o esforço que eu tive de fazer, o que eu me controlei para não lhe perguntar se queria que lhe comprasse um leite com chocalate para acompanhar!
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publicado por amulherdetrintaanos às 14:53
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