A mulher de 30 anos não era nascida no 25 de Abril de 74; não ouviu radionovelas e não vibrou com o Festival da Canção. A mulher de 30 anos tropeçou em dois séculos e está aqui! Também opina, ainda não é anciã e agora é mãe

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Sexta-feira, 4 de Abril de 2014

Nesta vida esbarramos constantemente com lobos, é o que é...



Os desenhos animados, após a entrada na creche, são uma coisa incontornável por muito que se tente afastar seres pequenos de um ecrã.

Pequena rebento (antes do jantar): mãeee... Noddy... tuvisão... (com olhinhos semicerrados a fazer lembrar o gato do Shrek)

Mãe/eu: Ah, queres ver o Noddy pela enésima vez, são sempre os mesmos episódios... (caramba, já não consigo ouvir a voz do boneco, tão farta que estou daquilo. Até já apelidámos o dito de Nódoa cá em casa)

Pequena rebento (impassível): mãeee... Noddy... tuvisão...

Mãe: Não queres antes ver o Ruca ou a Minnie? (Sim, ao que uma pessoa desce...)

Pequena rebento (eufórica, como se estivesse a responder em coro): Chim!!! Chim!!! Minie, chim!!!

Mãe: Vai de Minie. Olha a Minie, que gira, vai levar um lanche ao Pateta que está doentinho...

[E a Minie caminha, pulando, com o farnel na mão, por uma estrada, cantando com aquela voz esganiçada de Minie. Eis que surge o Bafo de Bode. Aquele bisonte, muito bruto. A mãe contextualiza.]

Mãe: Olha, este é malandro, quer ficar com o lanche do Pateta. É muito guloso.

Pequena rebento (franzindo a testa): mãeee... num gôta. Num quéu mais.

Mãe: Oi, então porquê?

Pequena rebento (desesperada, tapando os olhos): é mau, é mau, é mau...

Mãe: Pronto, está bem. Olha vamos ver aqui no computador uns clássicos da Disney, curtinhos. Olha este dos três porquinhos. Tão lindos. Estão a construir casinhas.

[E os porcos cantam e constroem e cantam e constroem.]

Pequena rebento (fascinada): É o pôco, ronc-ronc!!!

Mãe: Ah, pois é, são três. Olha agora o malandro do lobo a espreitar! Quer destruir a casinha.

Pequena rebento (aterrada): mãeee... não... ôbo mau... num gôta... num qué!

Mãe: Mas o lobo é só malandro, não vai fazer mal...

Pequena rebento (gritando): é mau, é mau, é mau...

Mãe (penalizada): olha, vemos outro. Olha este tão bonito. São umas ovelhinhas e os seus filhinhos. Olha aquela não tem filhinho. Ah, ficou triste. Espera a cegonha já lhe trouxe um leão. Olha que giro, é quase igual ao patinho feio. Estás a gostar?

Pequena rebento (como se estivesse acompanhada pelo coro de Santo Amaro de Oeiras): Chim!!!

Pai (muito pedagógico): Olha, ninguém brinca com ele porque ele é diferente, é um leão. Olha ele tão triste...

Pequena rebento (coisa mais boa): num chora ião... num chora...

Pai (explicativo demais): Olha, já cresceu. Que grande juba! Que grandes patas! O leão agora protege os mé-més todos. É forte. Olha lá vem o lobo... Ele bate no lobo...

Pequena rebento (em pânico): Nãoooo!!! Num qué!!!

[Desata num berreiro. Mãe e pai, em simultâneo a tentar desligar youtube. Bebé continua a gritar]

Mãe: Pronto, pronto, não há mais. Desculpa, não sabíamos que este também tinha lobo... Vamos jantar!

Pequena rebento que pára de chorar repentinamente (com olhinhos semicerrados a fazer lembrar o gato do Shrek): mãeee... paiiii... Noddy... tuvisão...

E pela centésima terceira vez viu-se, nesta casa, "Noddy e a grande troca de duendes".

Sem lobo.
publicado por amulherdetrintaanos às 12:36
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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2012

Pais vitaminados para trabalhos redobrados

Constato a minha resiliência física ao modo pós verão/férias e ao facto de chegar a domingo à noite tão cansada como na sexta-feira. Iupi!

Deviam inventar uns suplementos vitamínicos para pais recentes.

O cansaço não deriva tanto do tempo partilhado com a nossa pequena pimpolha ramboieira. Responsabilizo os afazeres de contexto, perda de tempo e extremamente necessários ao mesmo tempo, e que, nem a quatro mãos, lá vão.

Eu não sou pessoa doméstica. Nunca fui, nem nunca quis ser, dificilmente serei. Por outro lado, sou muito organizadinha e limpinha. Sonhava ter uma empregada doméstica que nos libertava do supérfluo, deixando a casa cheirosa logo à sexta-feira, mas constatei também na passada sexta-feira que, como quem manda na minha casa é o governo, enquanto trabalharmos não havemos de ter dinheiro para essa mega contratação. Nem para muito, pensando bem.

Ora, casa que não cheira bem, para mim, está a um passinho de cheirar mal. O homem de trinta anos também é assim, mas mais picuinhas. O longo estágio matrimonial acordou, algumas vezes tacitamente, outras por rotina, outras ainda à base do grito, que, das duas pessoas, aquela que cozinha muito, não limpa muito, aquela que limpa muito, não cozinha muito.

E chegaram as sopas. De peixinho e de carninha, com muito vegetal para bebé crescer saudável, coisa mais linda, que as engole como ninguém!

Ora as sopas são metáfora do desarranjo doméstico, a que se acresce a limpeza de cocós, a lavagem e estendal de adereços liliputinianos, limpeza de quarto de bebé, muito biberão, transporte de carrinho com cadeirinha acoplada: põe no carro, tira do carro, quiçá sobe até ao 4º andar e depois tem de descer, saídas de casa com malões a tiracolo, idas à praia com resultados próximos do esgotamento físico e cerebral, e outras coisas quotidianas muito graciosas, mas cansativas.

De modo que ontem, nessa bela noite de domingo, cálida e estival, por volta da meia-noite eu estava a estender roupa e o homem de trinta anos a arrumar a cozinha. Depois, eu fui acomodar farpelas minúsculas numa gaveta estreita quase às escuras e ele foi fazer biberão, dar biberão, lavar biberão. Cruzámo-nos na parte romântica do arroto. Deitámo-nos ao mesmo tempo e nunca mais o vi. Apaguei.

Como somos muito democráticos devemos ter apagado ao mesmo tempo. Lá para as 4 da manhã houve choradeira, fiz-me de surda e ouvi-o levantar-se.

Como somos muito democráticos, se hoje houver choradeira, já sei que será ele a fazer-se de surdo e eu a levantar-me.

Assim, voltando às vitaminas para pais recentes. Onde é que elas estão?

publicado por amulherdetrintaanos às 17:05
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