A mulher de 30 anos não era nascida no 25 de Abril de 74; não ouviu radionovelas e não vibrou com o Festival da Canção. A mulher de 30 anos tropeçou em dois séculos e está aqui! Também opina, ainda não é anciã e agora é mãe

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Boa noite,Como a entendo.Uma coisa é fazer o "que ...
É tão giro encontrarmos desenhos antigos, retratam...
Compreendo perfeitamente! É tão difícil deixá-los ...
Domingo, 16 de Setembro de 2012

E ONTEM FOI ASSIM

 

 

Carro, mãos, criança e bandeira: somos nós

 

 

 

 

 

 

Rica filha de seus pais que agarrou a bandeira preta e nunca mais a largou

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por amulherdetrintaanos às 13:33
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Domingo, 9 de Março de 2008

Power to the people!

Eu sei que ainda não postei uma linha de jeito acerca do tema "mulheres e motas", mas este clima de atropelamento dos direitos adquiridos deixa-me...

 

- sem inspiração para certas coisas...

- solidária com qualquer classe profissional que, neste clima, de autismo governamental se queira fazer ouvir;

- com vontade de entrar em greve durante uma semana, pelo menos (mais vale receber pouco no fim do mês do que, qualquer dia, olhar para a carteira e não ver nada...);

- projectar-me daqui a dez anos, com o custo de vida a aumentar, e o ordenadinho igual a quando comecei a trabalhar precariamente num call center e com muito menos segurança, se tal for possível...

 

 

A manifestação de ontem deixa transparecer mais do que um mero protesto e ainda bem. Para a nossa consciência cívica foi um injecção de adrenalina. Por isso e por sermos tão complacentes é que a manifestação/marcha de ontem foi tão significativa e contundente. As pessoas estão a ficar impacientes, angustiadas e fartas! Com orgulho se viu uma mobilização espectacular de um grupo profissional que, sem dúvida, merece mais do governo. Mais respeito, mais abertura ao diálogo, mais dignidade, mais coerência, mais educação... no trato. A educação é, mais do que um valor, um acto que relaciona opinião pública, governo, sindicatos e indivíduos que profissionalmente são responsáveis, no fim, pela qualificação de recursos humanos do país. 

 

Portugal teve tempo para desenvolver um sistema de ensino. O seu sistema de ensino. Mas não, este país tresanda de miscelâneas de modelos de educação importados e mal de realidades diferentes. A educação não é um assunto estanque. A educação reflete e é reflexo de áreas estruturais como a economia, a política e todo o tecido social. Em trinta anos ninguém pensou em projectar o país nas mudanças que o desenvolvimento de novas tecnologias da informação e alterações sócio-políticas mundiais faziam adivinhar... diásporas na Europa, conflitos mundiais, internet, economia!!!

 

Este país (que qualquer dia não é mesmo para velhos) contou com uma adversidade na sua vivência democrática tão recente e, hoje, tão desnorteada e frágil, essa perversa dialéctica entre PS e PSD que, como qualquer casal, se foi habituando à prevalência de um sob o outro e a uma rotatividade governamental previsível e cíclica. Diz o Jorge Palma que "a dependência é uma besta que dá cabo do desejo e a liberdade é uma maluca que sabe quanto vale um beijo". Pois é mesmo isso e a educação reflecte-o, dependentes um do outro para se afirmarem e habituados a "agora és tu, mas depois já sei que sou eu"... Reformas, reformas, reformas sempre e a mil à hora. E atenção, nesta situação de alcançar o santo graal (que seria a educação de excelência, quero eu acreditar), os professores e os alunos são as marionetas.

 

Eles e nós que pagamos impostos e estaremos para sempre, inevitavelmente dependentes do que daí resultar. Nem quanto ao papel do aluno alguma vez o conseguiram definir... trabalha-se por projecto, deixa-se a liberdade criativa aos meninos... não agora não, eles já não precisam de aprender a tabuada a decorar... vá agora vão ensinar aos meninos com desenhos e experiências da vida real... mais autonomia aos alunos... mais criatividade... menos responsabilidade... a culpa de serem irresponsáveis é dos professores... Opá, hoje em dia os professores são culpados de todos os males do mundo pela opinião pública. É excessivo e injusto. E a culpa nem é da "educação", não, a culpa é da falta de abertura ao consenso por parte do governo que, manda no Ministério e cuja ministra obedece a um projecto pré definido. Por isso, não concordo na principal reivindicação que ontem ecoou mesmo alto onde se pedia a demissão da ministra, somente porque ofusca a melhor solução, a meu ver, a revisão do estatuto do docente e o método de avaliação. Isto não se revolve a demitir a ministra para ficar tudo tipo pantâno, parado em stand by (como na Saúde) só para amainar os ânimos (que bonita a palavra amainar, deve ser dos meus genes piscatórios) com outro ministro/a a fazer tempo até às eleições para depois passar a batata quente ao próximo governo do outro partido que, por sua vez, prometerá nas eleições a "mudança" e nunca a concretizará defacto, mas com uns pozinhos e toques diferentes, cumpre o que estava e quem se lixa é a opinião pública que anda distraída e aborrecida com outros decretos que saem mais caladinhos e a que a nossa comunicação social não dá destaque e que colocam, classe profissional atrás de classe profissional, reformados e deficientes, as pessoas que investiram na sua formação, vocês, os vossos filhos, os vossos pais com uma qualidade de vida terceiro mundista, sem emprego ou saída profissional, hiper qualificada (!) para nada...

 

Essa massa humana constituída por todos nós divide-se hoje entre o considerar que os professores e os outros funcionários públicos são uma "elite" e aqueles que, como eu, consideram que deveriam servir de barómetro e argumento usado pelo Estado para padronizar ordenados e regalias sociais ao tecido económico e empresarial do país, elevando qualidade vida, protecção social e garantia das necessidades básicas dos indíviduos que o sustentam : alimentação, educação, integração, apoio social e emprego. Para todos. Todos aqueles que estão neste país, descontam ou trabalham, nascem ou morrem ( e já agora era tempo de redefinir o Estatuto de Exilado e adaptá-lo a 2008, não?!).

 

Um exemplo: enquanto andam os professores a reivindicar, aos outros funcionários públicos reviram as categorias, adaptaram-nas e baixaram as remunerações "reais" drasticamente. Aumentaram categorias a um nível surrealista, de modo a que ninguém consiga lá chegar em tempo útil de vida (em média, 140 anos para chegar ao escalão máximo e isto só durante os anos de trabalho. Para quem entrar é super revigorante, pois deve querer dizer que a média de vida aumentará, pelo menos, até aos 140 anos!). No fim de tudo, as subidas de esclão passam a estar dependentes de um sistema de avaliação muito recente: depende da classificação de serviço que é uma avaliação com cotas. Os excelentes, a nota máxima, estão condicionados a 5% por categoria. Esta notícia saiu pela comunicação social direitinha à opinião pública como se o importante fosse a subida remuneratória dos últimos escalões (a que quase ninguém vai chegar). O perverso é que às categorias mais baixas dos diversos escalões foi-lhes reduzida em cerca de 12% a remuneração. Isto é aumentar a qualidade de vida onde?!

 

Isto está escrito tudo corridinho e tenho a sensação saramaguiana de não ter colocado muitas vírgulas... paciência.

publicado por amulherdetrintaanos às 22:40
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