A mulher de 30 anos não era nascida no 25 de Abril de 74; não ouviu radionovelas e não vibrou com o Festival da Canção. A mulher de 30 anos tropeçou em dois séculos e está aqui! Também opina, ainda não é anciã e agora é mãe

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Boa noite,Como a entendo.Uma coisa é fazer o "que ...
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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011

Em memória da percentagem do meu subsídio de Natal levada pelo governo

 
Taxman (George Harrison nos Beatles em 1966 no álbum "Revolver") aqui nos anos de 1980 com o Eic Clapton e umas raparigas nos coros com mau penteado
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publicado por amulherdetrintaanos às 20:55
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Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Esta música que agora vos deixo

 

... não é do Festival da Canção!!!
 
É caso para dizer "iupi!!!", não é?
 
Eu sei, eu sei, já não há pachorra. Para qualquer lado, televisivamente falando, que uma pessoa se vire parece lá estar omnipresente a Sílvia Alberto, melga e feliz da vida, a apresentar vezes sem conta as canções festivaleiras desde o século passado, ano por ano, canção por canção, vira o disco e literalmente toca o mesmo.
 
Eu até gosto da "Desfolhada". Tem um poema do Ary dos Santos. Eu acho piada à história da "Tourada" cantada pelo Fernando Tordo quando era giro. Eu até acho piada a esse, hoje elevado a, ícone pop que graça por José Cid e àquela canção que reptia o amor em línguas estrangeiras. E claro, também considero que o "E Depois do Adeus" para além de bonita é muito simbólica e isso tudo. Mas, por favor, parem lá com os concursos para eleger a melhor canção de sempre de um festival que já morreu! A seguir a isso vem o quê? A eleição do melhor episódio do "Dallas"?! E depois? Passamos três anos com a Sílvia Alberto a apresentar cada um deles? E o pessoal em casa a votar?!
 
Bem, isto tudo para dizer que nas minhas andanças laborais por, longos e tortuosos caminhos, andei a dar uma de etnomusicóloga e a descobrir uma a uma... não, não foram as canções do Festival!
 
Andei a redescobrir as "Canções Heróicas".
 
daqui
Para quem não sabe houve um músico, compositor, maestro, professor, musicólogo (pois, a área não é só lobby do maestro amigo da Bárbara Guimarães) que, fascinado e inspirado pelo Béla Bártok, deixou um vasto legado ao panorama musical português. E mais, na língua universal que adoptou, das suas composições resultaram, não só trechos para quem já carregava uma educação/erudição musical, mas sobretudo a composição musical de canções populares (como o "milho verde") passíveis de serem tocadas e cantadas por qualquer orfeão de qualquer colectividade por mais recôndita e amadora que fosse. O seu conjunto inicial designava-se de "Canções Regionais Portuguesas".
 
Fernando Lopes Graça (n. 1906;m.1994) foi fundador do Coro de Amadores de Música de Lisboa e não teve uma vida fácil durante o Estado Novo, o que (a atentar na temporalidade da sua vida) lhe cerceou projectos, profissão e intimidade.
 
Ora as "canções heróicas" nascem da adversidade e emergem como projecto nessa relação estreita que a música e a literatura possuem quando se tenta exprimir ideias, afirmar ideologias, instruir e alargar horizontes. Num período em que a resistência ao regime salazarista se fazia de modo mais directo, mais indirecto, mais na sombra, no exílio ou totalmente na clandestinidade, Lopes Graça fê-lo através da música. E isso também não o livrou da prisão.
 
Como para os regimes autoritários os livros e a música (agora a internet também) costumam ser um alvo prioritário a abater e esta ideia, só por si, é fascinante: os livros e a música terem poder de implodir as ideias que neles estão contidos, estas "canções" que vos falo nunca viram em todo o seu esplendor a luz do dia, através de uma edição maior ou passagem na rádio ou na tv, até 1974. Contudo, tornaram-se um símbolo da mobilização em torno de uma ideia unitária de oposição política; no fundo são canções da resistência.
 
Assim existem, pelo menos, 11 canções incontornáveis (eu comecei a debruçar-me melhor sobre isto há pouco, ainda me faltam ouvir umas quantas e ler mais coisinhas) com excelentes poemas da crème de la crème da nossa literatura na esteira neo-realista do Fernando Namora: desde o José Gomes FerreiraCarlos de Oliveira ou a José João Cochofel, entre outros.
 
Deixo-vos as letras de duas... e se quiserem mais vão ouvir as "Canções" ou lerem os livros...
 
Livre (Carlos de Oliveira)

Não há machado que corte
a raíz ao pensamento
não há morte para o vento
não há morte

Se ao morrer o coração
morresse a luz que lhe é querida
sem razão seria a vida
sem razão

Nada apaga a luz que vive
num amor num pensamento
porque é livre como o vento
porque é livre

 
Acordai (José Gomes Ferreira)
Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz

Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações
 
Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!
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publicado por amulherdetrintaanos às 23:08
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