A mulher de 30 anos não era nascida no 25 de Abril de 74; não ouviu radionovelas e não vibrou com o Festival da Canção. A mulher de 30 anos tropeçou em dois séculos e está aqui! Também opina, ainda não é anciã e agora é mãe

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Boa noite,Como a entendo.Uma coisa é fazer o "que ...
É tão giro encontrarmos desenhos antigos, retratam...
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Sábado, 12 de Julho de 2014

Saiu o novo livro da minha sueca preferida

O meu avô há-de ter outras que vivendo numa zona balnear sempre o ouvi cobiçar as suecas. Até estou em crer que qualquer estrangeira será para ele sueca,, mulher de perna longa, muito loira e sorridente com mais de 1m e 80 cm, o exótico das suas fantasias de juventude a que se agarra histrionicamente, fugindo sempre.

 

Eu, contudo, refiro somente a Camilla Lackberg, outra vez, sueca sem requisitos, baixa e morena, mas que me vai acompanhar nas férias:)

 

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publicado por amulherdetrintaanos às 21:43
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Segunda-feira, 9 de Junho de 2014

A minha singela lista para a Feira do Livro de Lisboa

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publicado por amulherdetrintaanos às 12:41
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Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2014

E um grande viva às bibliotecas municipais



Pela diversidade e entretenimento semanal!
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publicado por amulherdetrintaanos às 18:43
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Domingo, 2 de Setembro de 2012

Leitura de fim de semana

Com muita entoação. O segredo está na entoação:)

 

 

 

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publicado por amulherdetrintaanos às 14:02
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Quinta-feira, 8 de Setembro de 2011

livro da semana

Com narrativa nos anos de 1960 nos E.U.A. trata de uma família separada pela ideologia política- avó de elite e filha hippie extremista. Sobra o neto da primeira criado por ela enquanto a mãe anda pela clandestinidade a fabricar bombas até ao dia em que "alegadamente" a progenitora rapta o infante de oito anos e embarcam numa fuga que vai parar à Austrália. O interesse do livro é a sua arrumação alternada entre a história pelos olhos da criança (a quem ninguém conta nada) e à sua intuição que o leva a "uma" interpretação dos acontecimentos e a história pelos olhos do narrador que deixa perceber uma outra intuição, a dos adultos, e de como as escolhas destes são tão ou mais insólitas e ilógicas do que as da criança. Muito bom para nos relembrarmos de como pensávamos quando não tínhamos a experiência de hoje, o vocabulário de hoje, o cérebro formatado de hoje. A empatia com a lógica do miúdo é o mais fascinante de quem lê. Muito bom mesmo.

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Domingo, 6 de Dezembro de 2009

Fui à buchholz pela última vez

 

e vim carregadinha de livros. Não consegui deixar de me sentir uma mercenária da mudança. Nem vou dissertar sobre como o capitalismo avassala negócios de vizinhança e formata a sociedade num clone perfeito deslocalizado. Porque é assim. Se a livraria fechou. Fechou. Estava em falência. A culpa não é da abstração do capitalismo, é das pessoas. Preferem um centro comercial? Então, realmente não faz sentido. Era um nicho cultural, a buchholz? Agora já não é. É uma livraria com prateleiras vazias e uma profusão de livros tortos a preços de feira da ladra. Foi um oásis de resistência, uma lufada de livros proibidos à mão de semear, às escondidas? Também a colectividade da minha rua e há trinta e tal anos que deixou de ser, preteriu o trabalho gracioso em prol da democratização da cultura aos copos de macieira emborcados no intervalo da sueca. E depois? Depois, inventem-se novos se os velhos lugares deixaram de fazer sentido. O que faz falta não é a livraria, o que faz falta é a ideia da livraria.

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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

A adolescente dentro de mim

fica fascinada com estas pérolas...

Details
 
Ghostgirl by Tonya Hurley  (ou em português, "A Rapariga Invisível" para não chocar as nossas pequeninas leitoras com um título que sugerisse qualquer coisa a fazer lembrar coisas chocantes e horríveis que não acontecem a pessoas felizes, tais como "fantasma"). Pois, a ideia é muito ineteressante, mas a estética burtoniana ainda mais: a moçoila morre, ao que parece engasgada com uma goma e morre (desculpem, vai para o céu)- vai-se a ver e aquilo é uma espécie de escola de Hoggart misturado com a quinta dimensão, agora que o limbo foi banido pelo Papa em vigor. A rapariga depara-se com as mesmas questões fiolosóficas de quando estava viva com a agravante que tem de frequentar uma escola de modo a passar de ano até chegar ao Além...
 
Acho que não consigo esperar até ao Natal...
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Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Títulos e preconceitos

 

Interessante o facto do Comité do Prémio Nobel acabar a premiar premiados para quem o dito prémio parecia longe como tudo.

 

 

Não me posso pronunciar, pois não li nada da senhora e muito por culpa de um preconceito quase inato. Sou pessoa para estigmatizar premiados. Colocá-los num buraco negro de esquecimento porque me irrita a massificação das suas leituras. Irrita-me principalmente o facto de toda a gente desatar a comprar livros quase de atacado e, de permeio, os depositar numa estante sem nunca lhes pegar. Aconteceu isso com o Saramago. O homem valorizou e negligenciaram-se os seus livros. Do senhor da mercearia à senhora advogada, da senhora doméstica ao senhor de fraque toda a gente ensandeceu numa correria louca para ter um "saramago" e depois ninguém os lia. Eram "chatos" mas tinham um nobel por detrás. Pedantismo pop. E no topo? No topo o mega vendedor de ideias repetidas, o senhor rabbit. E depois de um Nobel? Depois de um Nobel todos se transformam em coelhos. E às vezes é pena. Só agora, uma quantidade de anos passados sobre o nobel da Toni Morrison, é que eu li as coisas dela. E da Doris, o mesmo.

E agora que estava tão contente, mas tão contente, por mais uma mulher (e o nome herta é giro, pá) ser reconhecida num comité tão masculino, lá vou ter de resolver este meu preconceito comigo própria. As nossa editoras são sempre uma ajuda para pessoas como eu: com o tempo que levam a colocar no mercado escritor@s romenos terei tempo de me distanciar do prémio ganho.

 

E mais esta para vocês, portugueses parolos (que não me devem ler...), que classificam os grupos sociais a partir de tipologias individuais, estão ou não desconcertados pelo facto da herta não ter saia rodada, lenço no cabelo e andar a pedir esmola ou a vender pensos?! Pois, caramelos, como eu estou farta de dizer: os romenos não são todos as minorias nómadas que nos chegam até aqui- fiquem mais descansados- pelos vistos são como nós e também sabem escrever. Dah!

 

E informo solenemente: a mulher de trinta anos- euzinha- já tem mais três em cima da sua bonita e resplandescente pele. Estou a ponderar mudar o título para a mulher de trinta e três... Parabéns a mim que desde dia 2 estou a mergulhar ferozmente numa trintonice pegada.

 

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publicado por amulherdetrintaanos às 14:39
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Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

Só para dizer

que estou a terminar este livro e confirma-se a minha fantasia alter-eguiana (isto não existe, creio) de me tornar uma fantástica inspectora-detective. Será que a PJ me aceita?

 

A palavra best seller ali escarrapachada faz-me um bocado urticária, mas como o Dickens e o Connan Doyle pegaram na mesma história e fizeram dela um mote para histórias onde se versava sobre o método do investigador preterindo as motivações do criminoso eu estava muito curiosa para ver o que saía daqui. Sai um tratado teórico sobre a ciência dedutiva e uma tentativa de historiografar a investigação policial da modernidade a partir de uma história verídica.

 

(O livro que o Moita Flores devia gostar de escrever... mas não escreveu).

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publicado por amulherdetrintaanos às 16:37
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Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

Ando sem tempo

para nada.

 

Uma catrefada de coisas para fazer no trabalho; situações que se prolongam para além do horário de trabalho; quinhentos mil acontecimentos que apelam à minha, já estafada, polivalência; as coisas pendentes a arrastarem-se, mais telefonemas, mais mails, mais reuniões, mais colegas parvas como uma porta, mais, mais, mais...

 

Então fico cansada. E apetece-me ter 15 anos outra vez, mas com casa própria e o meu ordenado de hoje e uma turma divertida, não ter contas para pagar e essas coisas todas muito utópicas e ilógicas em que toda a gente pensa de quando em vez.

 

Quando estou assim leio muito.

 

E como o meu cansadito cérebro não arranca para um post decente, o computador está outra vez preguiçoso e bloqueia de cada vez que tento responder aos comentários, deixarei isso para a próxima e vou dar uma de senhora-seca-membro-de-um-clube-de-leitura que, neste caso, é só composto por mim e partilho as minhas últimas leituras de há 4 semanas para cá.

 

Primeiro acabei de ler o livro do Haruki Murakami que me custou, devo dizer, mais do que o primeiro que li (o "Norwegian Wood").

 

da Casa das Letras

 

O Haruki é um grande maluco. Eu nem sei se é genial se apenas um enfastiado que escreve bem (e é bem traduzido por sinal). Uma pessoa perde-se num universo que, de tanto descambar para o onírico, nos faz continuar a ler sem destrinça do real e do fantástico. Uma espiral de realidades paralelas onde se perde o Okada e onde me perdi eu. Mas é bonito esse universo. Tão bonito que se torna quase irresistível deixar de ler à procura de um fio condutor, uma resposta que fica sempre aquém, mas que retorna em forma de outra metáfora, outra enfabulação. Irritante, mas poético. Chato, mas incrivelmente bem estruturado.

 

Dou-lhe três estrelas e meia porque, no fim daquilo, até gostei (como não?).

 

Depois resolvi comprar, este de uma senhora com ar de avozinha, a Billie Letts.

book cover ofShoot the MoonbyBillie LettsEm tuguês, "O Estranho".

 

Gostei. Muito mesmo. Fiquei desconfiada porque o seu best seller anterior tinha sido recomendado pelo "Clube de Leitura da Oprah" (?!). Não é bom sinal. Geralmente são charopadas. Mas este não, ficou omisso no limbo dos livros traduzidos. Gostei da sinopse. Comprei. Muito bom: um retrato sociológico de uma vila perdida em Oklahoma entre reservas índias e a terra "nova": a multiculturalidade e um sistema social fechado. Uma ruptura na comunidade e a sua recomposição décadas depois.

 

Três estrelas e meia, mais pela análise sociológica do que pela originalidade da história.

 

Depois fui às compras a um hipermercado e verifiquei que os livros são mais baratos do que na Fnac, folhei este e dei uma oportunidade ao Mark Mills ( um argumentista que, com este livro, se estreou).

 

O homem é um erudito da mitologia grega com o "Ovídio" à mistura e o "Inferno" do Dante pelo meio. Uma história fascinante passada na Itália do pós guerra. Um jardim renascentista e uma tese de licenciatura do personagem principal. Uma quinta de família na Toscania e uns personagens cheios de vida. O jardim tem um mistério (que, lá está, só um versado em mitologia grega conseguia perceber). 

 

Dou-lhe 4 estrelas, pois não é para qualquer um conseguir misturar tanta erudição e fazer-nos perceber tudo, mais a história e umas descrições de ambientes muito bem conseguidas.

 

 

Por fim, acabei há meia hora esta pérola e para ele vão as 4 estrelas e meia, não fora o final que me deixou a procurar a última página, mas, pronto, dar-lhe-ei o beneficio da dúvida e o facto de poder existir uma sequela que me mate a dúvida que ficou a pairar após as 494 páginas...

 

em português "Desaparecidos" da Civilização.

 

Moral da história: ler faz melhor que os antidepressivos.

 

 

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publicado por amulherdetrintaanos às 23:55
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Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

Dia não

 

 Eu não fui ao Rock in Rio.

 

Eu não vi os jogos da selecção.

 

Eu não fui ver o Sexo e a Cidade.

 

Eu não tenho a bandeira nacional à janela.

 

Eu ontem não corri alarmada para as bombas gasolineiras da região onde habito.

 

Em contrapartida…

 

Eu tenho o carro na reserva e não encontro hoje estação de serviço sem 500 carros à espera num raio de 30 quilómetros e já se me assoma ao pensamento ir comprar uma bicicleta baratinha para me deslocar para o emprego.

 

Eu já fui à praia, mergulhei e comi caracóis.

 

Eu finalmente já fui à Feira do Livro. Eu ontem não corri para o super e, muito menos, para o hipermercado aqui da terrinha e fiquei contente, pois comprovei que não sou pessoa alarmista, apenas previdente, pois contei, esgueirada na minha porta da despensa, quantos pacotinhos de arroz cigala-que-se-faz-no-micro-ondas-num-minuto e as empilhadas latas de atum tinha e não pensei mais nisso.

 

E para momentos de alienação desta esquizofrenia bipolar lusitana que tão depressa se lamuria da desdita socio-económica do país, como, de repente, desata a gritar, qual doente com Tourette, "VIVA, VIVA!!! PORTUGALI! PORTUGALI! O EURO È NOSSO!" (era bom era que o euro fosse nosso, era! que chutássemos na inflação e na taxa de juro com um belo dum remate certeiro e duradouro...). Mas, enfim, para os tais momentos de alienação eu não recorro à confraternização colectiva de associada da selecção, mas a uma das minhas aquisições livreiras: uma espectacular nova abordagem ao estilo policial cuja história nos remete constantemente para a memória dos protagonistas, com um detective como eles devem ser, cheio de idiossincrasias e memórias recalcadas, mas estiloso q.b…. Apesar das muitas referências só memoráveis para quem tem, de facto, memória e é norte-americano de berço, a tradução está excelente e dá-nos os esclarecimentos necessários. Não consigo parar de ler, ontem adormeci passava das quatro e hoje mal posso esperar para  acabá-lo… Se não fosse tão certinha e crescida (e com casa para pagar) tinha ficado em casa e já sabia o fim da história!

 

Até vos recomendo, apesar de não ter comissão.

What the Dead Know

 

Só um contra: vê-se mesmo que foi editado numa manobra de marketting aproveitadora do desaparecimento mediático de Lagos, o que é sempre, no minímo irritante e muito pedante da parte do cérebro editorial, mas pronto... não resisto a uma narrativa policial.

 

 

 

Editado pela Gótica e com a tradução portuguesa "Só os Mortos Sabem..." A capa é igual.

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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

Olha os títulos infantis!!! (tipo pregão)

Os livros infantis estão, cada vez mais, no top das minhas coisas preferidas. Confirmam, os entendidos nestes assuntos, o facto de toda a gente possuir uma criança dentro de si (excepto as grávidas, que nessa ordem de ideias, carregam três ou mais). O meu ego infantil revela-se mais nesta apetência por leituras infantis. Pronto.
 
De vez em quando ofereço um a uma criança alheia, mas sou daquelas compradoras de livros infantis para consumo próprio.  
Gosto de uma boa estória no papel mas, ainda mais, se acompanhada dumas ilustrações a condizer. Existem ilustrações fabulosas e outras de fugir. Com colagens, desenho, recortes e fotografias, tudo misturadinho; de um minimalismo irresistível, linhas, traços, formas desconstruídas, com perspectivas e sem perspectivas; com desenhos aguarelados impressionistas, as ilustrações que me deixam a imaginação à soltasão as minhas preferidas. Odeio aqueles desenhos, metidos à força no meio dos textos, previsíveis, monótonos e decalcados da história que não lhe acrescentam nada.
 
Entre o tempo em que eu era piriri até hoje, o mercado editorial infantil sofreu um boom enorme. Ou a culpa era dos meus pais (do resto da família e também dos pais dos meus amiguinhos) ou não havia mesmo muita opção de escolha: “fazes anos? Surprise! Toma lá a Anita está doente!”; “É Natal? Toma lá a Anita mamã! Ainda não tens esse, pois não?”; “Queres um livro? Escolhe lá um da Anita!”. Era tanta a fartura que a minha mãe, mulher pragmática, guardava os livros repetidos para, num acto pioneiro de reciclagem, os voltar a colocar na esfera da troca em aniversários vindouros de coleguinhas da filha. Resultado: mesmo assim e não tendo para troca, sou hoje uma orgulhosa proprietária de uma valente estante cheia de "Anitas" editadas entre 1979 e 84...
Cronologicamente ensaduichados entre a “Anita” e os livros “com mais letras que desenhos” estavam as bandas desenhadas do mainstream da época: o tio patinhas, a Mônica e o Bolinha, tudo em português de outro continente, o que, face a críticas sobre os perigos para a incorrecção linguística infanto-juvenil, tenho a testemunhar o contrário e a engrandecer essas edições pelo enriquecimento intercultural de gerações de criancinhas: uma pessoa aprendia sinónimos muito interessantes, tipo “ônibus” (em vez de autocarro), “caipira” (em vez de saloia), “casquinha” (em vez de gozar), “bala” (em vez de rebuçado); o que, neste ponto, questiona a criatividade de um anúncio televisivo de um treinador de futebol. Do Donald e do Mickey nunca gostei, o primeiro era parvo todos os dias e mais ingénuo que eu, na altura, o segundo era um convencido arrogante. E o Pateta fazia juz ao nome.
 
Depois e pela ordem natural das coisas, comecei a ler literatura mais densa (eh, eh,eh). Os livros da Condessa de Ségur e outros autores do século XIX, tipo, Frances Burnett e Francine Fontainet, numa colecção imensa de uma editora que eu penso que já não existe, a Editorial pública, em que alguns dos títulos faziam chorar as pedras da calçada!!! Eu bem lia aquilo e achava o contexto das histórias um bocado moralista demais. Aquela fixação na educação e na bondade também me faziam torcer o nariz desconfiada; ainda mais estranho era o facto de quase todos os personagens viveram em mansões e palácios ou então em casebres infectos e nenhum, nenhunzinho, viver num prédio! Mas quando somos pequeninos o conceito de tempo não tem lá muito sentido e eu ia feliz lendo aquelas histórias a achar que, em França, o número de órfãos e orfanatos era assustador e que ainda toda a gente vivia em palacetes no campo e não havia prédios. Contemporâneos desta colecção foram os livros da Alice Vieira, da Sophia de Melo Breyner e umas histórias do Connan Doyle sobre o Sherlock condensadas nuns livrinhos de capa rija. Os “cinco” vieram depois, mas a epopeia “Uma Aventura” não me convenceu (depois de tanto século XIX, aquilo devia parecer-me actual demais).
Outros houveram, mas agora não me apetece estar a nomeá-los a todos...
 
Hoje uma pessoa vai à Fnac e fica boquiaberta com a quantidade e, no meio de tanta fartura, apaixono-me pelas ilustrações. Aqui há uns dias, depois de andar algum tempo a conter-me, lá comprei estes, portadores de ilustrações tão “quicas”, se bem que muito diferentes um do outro, e umas histórias muito bem contadas. Não são nenhuma novidade editorial poqrque já têm uns dois a quatro anos. Eu não resisti:
Neste não resisti ao rato e aos desenhos e aos pormenores das ilustrações no cabeçalho das histórias, muito barrocas e arte nova. A autora é uma americana que se farta de ganhar prémios e já tem outros livros traduzidos para português (As aventuras de Winnie Dixie é dela, mas não tenho a certeza se o título é este).

 

"A Lenda de Despereaux", Kate DiCamillo. Edições Gailivro.

 

E este, para quem gosta de BD e já conhece o Neil Gaiman  e o Dave Mckean, a história é do primeiro, pois claro, e as ilustrações (espectaculares), do segundo. As crianças devem ficar fascinadas porque é uma aventura muito provável na imaginação de uma criança e, para os pais, é sempre muito pedagógico para ver o que vos acontece se caem na rotina de não terem tempo para as vossas crianças!

 

"O Dia em que Troquei o Meu Pai Por Dois Peixinhos Vermelhos" da Colecção Vitamina, da Devir

Já os li e recomendo!

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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

Leituras ou a falta delas

Ando preguiçosa. Ando mesmo muito preguiçosa. Para além dos livros ténico-científicos que me rodeiam o dia inteiro, não ando a ler nada.

 

Isto é preocupante. Tenho uma série de livros novos para ler e não lhes peguei.

 

Estranho.

 

Isto aconteceu depois de me oferecerem o Código DaVinci. Desmotivou-me, pronto. Tenho uma alergia a best sellers. Por isso também nunca peguei no Harry Potter.

 

Entretanto já me decidi. Agarrei na estante "O vento assobiando nas gruas" da Lídia Jorge.

 

 

Isto de passar muito tempo sem ler por puro prazer faz-me ficar stressada.

Não é para perceber.

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