A mulher de 30 anos não era nascida no 25 de Abril de 74; não ouviu radionovelas e não vibrou com o Festival da Canção. A mulher de 30 anos tropeçou em dois séculos e está aqui! Também opina, ainda não é anciã e agora é mãe

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Sábado, 31 de Janeiro de 2009

Malandro!!!

daqui
O meu carro vai ser deserdado; já prometi a mim mesma que quando regressasse das férias, que resolveu tirar sem permissão, passarei a tratá-lo tão mal, tão mal, em formato vingança chinesa, só para ver se aprende a não morder a mão que, literalmente, o alimenta.
 
Passa uma pessoa a vida a ter cuidados extra com aquele monte de lata para, quando menos se espera, nos deixar à chuva, numa bomba de gasolina, à mercê do empurrão alheio, ali, a olhar para ele, à espera de um reboque que demora uma eternidade a chegar.
 
-“Ai, credo! Tem pintinha de ferrugem na pintura!”. Vai o produto anti-ferrugem, mais a tintinha da cor original para disfarçar.
 
-“Ai, o vidro não sobe, só desce e desce até deixar de ser visto”: “Ò sr. mecânico, veja lá o vidro. Ah é o elevador? Tem de se comprar a peça completa. Pronto, ´tá bem”.
 
-“Ó sr. mecânico ele hoje não travou, fez uma rotação quando travei que ainda agora me dói o pescoço… Ah, precisa de calços…? Pronto, ´tá bem, venham de lá esses calços. Ah e depois tem de mudar o óleo dos travões…? ´Tá bem, ponha lá isso a funcionar.”
 
“Ó sr. Mecânico, para pôr a marcha-atrás, o carro guincha por todos os lados, veja lá isso que fica tudo a olhar para mim, até parece que fui contra alguma coisa!” –“Ah, pode ser o selector de mudanças… Ah, afinal não é, é a caixa. Ah, e é muito caro…? Quanto?! Pronto, ´tá bem, mude lá isso… (que eu vou tirar o resto do dinheiro das poupanças domésticas que nunca chegam a crescer nada por causa da lata velha).
 
Quinhentas mil coisinhas depois, o estúpido resolve deixar de andar!
 
Se eu andasse para aí a partir muros e a arrancar sinais de trânsito com ele, tudo bem, compreendia-se. Agora eu, tão ciosa das minhas coisas, que o acudo sempre que precisa, que faço uma revisão anual, fora as vezes que são precisas, tão cheia de cuidados para que nunca me aconteça uma coisa destas à traição e pumba. Vai-me parar logo numa bomba de gasolina, entre o carro da frente e a outra meia dúzia que estavam atrás, num dia de chuva e à noite, quando eu não tenho o telemóvel carregado, quando (imagine-se!!! que isto de dizerem que um azar nunca vem só é mesmo verdade) o multibanco da bomba tem metade das teclas sem funcionar!!! E mais, quando eu tinha uma sessão de cinema combinada e estava em cima da hora.
 
Agora está na oficina e continua parvo. Aparentemente depois do problema da ignição resolvido, vai-se a ver tinha duas velas avariadas e depois disso já se descobriu que o óleo cai nas velas e agora são as escovas e as juntas do motor de arranque. Já me conformei. Só vou ter carro para a semana. Isto se não aparecer mais nada que como diz o mecânico (que até parece que não, mas é de extrema confiança) “não se descobrir mais nada”, pois que a lata velha aparentemente é cardíaca e também “tem o motor cansado”.
 
 
[o carro tem 12 anos, pá. Não está a cair de podre. Para idade de carro ainda é novo, ou não? E eu não sou louca, a antropomorfização da viatura é só uma forma de descarregar a ira sem chatear mais ninguém.]
 
 
 
publicado por amulherdetrintaanos às 17:42
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Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

Hoje constatei que é dia de coisa nenhuma.

Ó sensação de dia vazio de sentido! Encalhado entre um Dia Internacional Dos Monumentos (há 2 dias) e um Dia Mundial Da Voz (só na próxima 4ª) vivemos dias em verdadeiro limbo de efemérides. A meu ver ou seriam todos os dias, dias de alguma coisa, ou então não vale a pena calendarizar dias aleatórios.

 

Olhando para a minha completa agenda pessoal (a que somente se pode apontar a ausência dos dias atribuídos aos santos) não posso deixar de constatar que a comemoração dos dias é proporcional ao ritmo produtivo do país. A ver, Julho e Agosto são meses de completa penúria em termos de actividade comemorativa. Daí surgir o dia dos avós a meio de Julho. Portanto, a sily season também se reflecte no nosso calendário de dias-a-lembrar-sabe-se-lá-porquê.

 

Tenho um carinho especial pelo Dia do Relógio de Sol (marcador do dia do solstício de verão). É bonito, pronto. Dá um cheirinho a ócio e a coisa pagã ao mesmo tempo. É infantil, mas não infantilóide. Faz-nos recuar à origem das coisas.

 

Por outro lado, tenho um reparo a fazer ao Dia Escolar Da Não Violência e Da Paz (ali para o 30 de Janeiro) e que creio marca o dia em que, há duas décadas atrás, na minha escola preparatória, o meu colega de turma atirou a bola de andebol à cara do professor de educação física a meio da aula depois de advertido para parar de puxar as calças de ginástica das colegas para baixo (!), fracturando-lhe o nariz e, mesmo a espirrar sangue, qual elm street, ainda conseguiu, o pobre prof, ripostar, aplicando um senhor estaladão ao aluno prevaricador. Isto só para lembrar que a autoridade e o respeito entre duas forças que não deveriam ser iguais já há muito que anda pelas ruas da amargura e com o assentimento silencioso de vários governos desde o cavaquista, inclusive. Mas voltando ao Dia Escolar Da Não Violência E Da Paz considero que, não sendo, internacional deveria ser movido para o dia em que a, hoje famosa youtubiana, discípula desabrida foi possuída pelo espírito da regressão cognitiva até àquela fase ontogenética em que não se distingue o outro e só nos vemos a nós próprios, vulgo temos a mania que o mundo gira à nossa volta porque na nossa cabeça os outros existem para nos dar prazer. Isto é queridinho e fofinho aos dois anos de idade e é coisa para um tareão com uma vara de marmelo aos quinze. Os pais também marchavam e, segundo o meu avó, que é reaccionário, mas é engraçado (porque tal como os bebés, aos 85 anos, ser reaccionário é fofinho) fazia-lhes o mesmo que aos incendiários das florestas e que nem vou mencionar aqui do que se trata porque faria o meu avô parecer um sádico de primeira, coisa que no fundo não é, tem apenas um sentido de justiça muito próprio e perto da mãe-natureza.

 

Outro dia sem sentido, pelo menos para nós, portugueses, é o Dia Internacional Da Língua Materna. É sempre bom haver um dia que nos reafirme que temos uma; ainda para mais no dia 21 que é aquele dia em que quase toda a gente deve achar que não tem nada porque está-se a meio do mês e, não havendo dinheiro, uma pessoa sente-se logo melhor e mais protegida porque tem uma língua materna. Na escolha do dia para este dia reside um resquício do Salazar que temos dentro de nós (tipo, minha mãe é pobrezinha/ não tem nada para me dar/ dá-me beijos/coitadinha/ e depois põe-se a chorar).

 

Ainda há aqueles dias que guerreiam pelo protagonismo, pois, vá-se lá perceber, foram acumulados num apertado “dois em um”. É o caso do Dia Mundial Da Comunicação Social, ex aequo com o Dia Mundial Para O Desenvolvimento Cultural; ambos a 21 de Maio. Porquê? Uma coisa tem a ver com a outra? Como? Senhores do calendário, expliquem-me lá… Epá e já agora, o que é isso de desenvolvimento cultural? Apeteceu-lhes foi? Desenvolver uma cultura nova? Tentar mexer num sistema cultural já existente? Desenvolvimento Cultural como se se tratasse de fundo cultural que é pobre e vamos tornar mais culto e profundo…? O que é isso?

 

O Dia Dos Bombeiros vem junto com o da Energia… É piada de mau gosto, não? Bombeiros associados a Energia cheira-me a coisas com perigo de explosão lá escrito; a desastres e catástrofes provocadas por coisas tóxicas e inflamáveis. É de mau gosto juntarem, para memoração colectiva, duas realidades tão antagónicas, já para não falar que é confuso.

 

Agora o que me faz mesmo espécie (como sinónimo de estranheza) é instituírem o Dia Mundial Do Canhoto e deixarem de fora os destros. Só por si, esse esquecimento já é uma forma de discriminação pelos primeiros. Eu revoltar-me-ia, se fosse canhota. Até porque, como muitos sabem pela experiência, há por aí muito falso destro, portador de memórias recalcadas que recuam algures à infância e às atrocidades educativas “especiais” de que foi vítima na tentativa de erradicar esse comportamento desviante que era escrever com a esquerda. Esses, são essas vítimas que deveriam ter o seu dia, essas e mais nenhumas- o Dia dos Falsos Destros como memória futura para que nunca mais se cometam atrocidades do tipo de amarrar a mãozinha esquerda às crianças. Isto até me faz lembrar um episódio da Dharma & Greg quando ele constata com o pai as agruras de uma vida a usar a esquerda e o pai lhe responde que não, que foi preciso muito treino e que até foi muito complicado ele deixar de escrever com a direita, justificando essa atitude educativa paterna pelo exotismo de se ser canhoto e as vantagens que aparentemente isso tem para o protagonismo de alguém que jogue basebol…

 

Agora a efeméride que me deixa mesmo esperançada; aquela que, para mim, tem muito valor; aquela que dava direito a um repenicado beijinho meu na bochecha de quem dela se lembrou é o Dia Mundial Dos Direitos Do Consumidor!!! Ah! Isto sim! Nesse dia posso imprimir todos os e.mails já enviados, reenviados e re-reenviados para o call-center dessa lástima de empresa que é a tv cabo; cortá-los aos bocadinhos e lança-los em confettis da minha janela em forma de comemoração! É que é um dia mesmo útil: pode servir como introdução para uma carta de reclamação; é um argumento poderoso numa daquelas discussões presenciais ou telefónicas quase kafkianas com os serviços dos quais dependemos (pelo menos se não vivem numa comunidade isolada ali para a serra da Louça), só não faz bem à saúde. Até é verdade que atribuir um dia aos consumidores revela pelo menos o reconhecimento de uma evidência pós-moderna sobre o facto de que não existe quase ninguém, hoje em dia, que não o seja, mas isso torna também a coisa redundante; por outro lado, lançar assim um dia para o ar não dá razão nenhuma aos consumidores, só enfatiza a sua condição; depois, nem sequer nesse dia, os “serviços” dão uma borlazinha, o que o torna inútil e, mais, nem sequer nesse dia estaremos imunes à publicidade da Deco/Protest em que nos bombardeiam com um telefone, agenda electrónica, o-raio-que-os-parta de oferta se nos tornarmos assinantes da revista. Por isso e como estamos a caminhar para o consumismo irracional de consumirmos tudo o que há para consumir com o dinheiro que temos e com aquele que os bancos nos fazem pensar que temos, mas no fundo não temos, mas usámos porque o banco nos deu… devíamos era ter um dia internacional ou nacional, tanto faz, do “consumidor em recuperação” ou da doença consumista. Seria muito mais útil e dava também melhores reportagens nos telejornais. Há coisa que suba mais as audiências do que entrevistar alguém em recuperação, de alguma coisa, cuja dependência lhe estragou a vida?

Ah, boa ideia, não?

 

 

 

publicado por amulherdetrintaanos às 13:37
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