A mulher de 30 anos não era nascida no 25 de Abril de 74; não ouviu radionovelas e não vibrou com o Festival da Canção. A mulher de 30 anos tropeçou em dois séculos e está aqui! Também opina, ainda não é anciã e agora é mãe

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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2013

7 coisas sobre mim

que me perguntaram, caso contrário não dizia!


1. a minha árvore genealógica recua até 4 gerações anteriores nascidas no mesmo concelho, uma seca...
2. gosto de ler, especialmente deitada de lado, o que é a coisa menos cómoda de sempre.
3. tive um tio avô sem abrigo que nunca quis tecto.
4. detesto o acto de manipular porque subestima sempre a inteligência alheia
5. a vitimização vem logo a seguir na lista de coisas horrorosas que, às vezes, se nos assomam
6. não gosto de fruta, pela textura principalmente
7. gosto de fazer os outros rir.

That's all folks. Espero monologando http://monologando.blogs.sapo.pt/ que não tenha defraudado as expectativas!
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publicado por amulherdetrintaanos às 22:09
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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

A bem dizer eu não precisava de mais, mas mais um...

Pois. Eu a bem dizer não precisava de mais desafios porque a minha quota-parte já ficou preenchida esta semana depois de 5 dias certinhos sem automóvel (que jaz sozinho na oficina-hospital- e é bem feita para não ser um traidor sem timming), ficando dependente dos transportes públicos aqui da zona. Acrescemos a isso a chuva e temos um belo desafio!

 

Mas vou responder a mais dois. Um que já tem barbas e do qual a fátima já  deve ter desistido de ver se eu o agarro e outro da inês (que depois do repto lançado ainda me faz sentir responsável pela boa gestão do mesmo).

 

O primeiro  consiste em escrever, em relação a cada questão das seguintes, a palavra que melhor corresponde.

 

Eu gosto muito de palavras, sempre gostei; mas não sou daquelas pessoas boazinhas e fofinhas que gostam de dar abracinhos e distribuem sorrisos à sua volta; já me acusaram de frieza devido à minha aversão a lamechices e reverências de etiqueta sem sentido e, por isso, vou responder de forma muito directa e sem muitos psicologismos, intenções morais meritórias ou afirmações ideológicas subjacentes.

 

Só com base nas palavras, na relação afectuosa e conflituosa que com elas mantenho, com livre associação e alguma justificação, respondo da seguinte maneira:

 

1. Qual é a mais bela palavra que conhece?  

-  Significado

(viram?! Devia ser “mãezinha”, “vozinha”; “florinha” ou “amor”, mas não é. Escolho “significado” -primeiro porque a minha mãe não se deve importar que tem mais coisas em que pensar e depois porque o Saussure e a sua lógica da Linguística nunca me hão-de abandonar na vida- para o bem e para a tormenta. “Significado” pressupõe correspondência e dá-nos imagens mentais para percebermos o mundo; porque sem “significado” nada teria sentido e seríamos estrangeiros em todos os lugares, tempos e relações; porque sem conseguirmos atribuir “significado” não saberíamos reconhecer a beleza, mesmo que levássemos com ela na tola e ao lermos o José Cardoso Pires e a sua “Valsa Lenta” isso se percebe muito bem).

 

2. Qual é a palavra que melhor comunica doçura e gentileza?

- Mimo

(ou de forma muito piegas, “miminho”- não confundir com esse boneco- também ele já trintão- munido de uma chucha, com um corte à tigela e franjinha, que fazia bolhinhas se lhe espetássemos com o biberão pela abertura bocal adentro, ofertado a tudo o que era rapariguinha entre o final da década de 1970 e o início da seguinte. Toda a gente precisa de mimo, desinteressado, atencioso, mais metafórico ou mais directo. Eu pessoalmente só gosto daquele que tem bom gosto; o que inclui “falar à bebé” causa-me calafrios e irritação).

 

3. Qual é a palavra mais detestável e horrorosa?

- Carepa

(logo, logo a seguir vem a “caridade”; mas a “carepa” ganha porque

é a palavra mais feia que me lembro de existir na língua portuguesa e com uma sonoridade pior ainda; um substantivo para uma coisa inestética; nunca gostei, pronto).

 

4. Qual é a palavra mais terrível e medonha?

- Desoxirribonucleico

(em ex aqueo com outros termos médicos ou de outras áreas técnicas igualmente restritas, longos e entediantes, que estão fora do meu domínio e, por isso, permissivos às mais variadas divagações hipocondríacas. E isso não é bom aqui para a moçoila de trinta anos).

 

5. Qual é a palavra mais azeda e malévola?

-   Ruim

(azeda talvez, malévola, já não sei, a menos que a ruindade seja a génese para o desenvolvimento de uma vingança cruel e terrível ao tom daquelas das telenovelas em que durante 300 episódios o mauzão arquitecta um plano para conduzir à loucura ou à bancarrota o seu arqui-inimigo. Cá para mim, a ruindade não é uma palavra lá muito propícia a devaneios de aspiração da felicidade, leva à acumulação de energias alternativas não muito saudáveis, à exaustão, à mesquinhez, ao bater na mesma tecla, ao cansaço, à pescadinha de rabo na boca, ao círculo vicioso e não dá dinheiro a ninguém. E ainda por cima faz-nos parecer uns canídeos na sua vocalização “rrrrr”. Não gosto).

 

6. Qual a palavra que melhor exprime o sentimento de solidão?

- Melancolia

(que eu até aos 10 anos pensava que era sinónimo de “alegria”… ah, doce ingenuidade! A “melancolia”, a meu ver, é subvalorizada; em doses certas nunca fez mal a ninguém e conduz gentilmente à introspecção que deve ser exercitada regularmente).

 

7. Qual é a palavra que mais lhe suscita cólera e agressividade?

-  Ignorância (grunhice)

(pronto, também não irei tão longe, não me desperta assim muita cólera, nem muita agressividade, talvez mais impaciência. E por “ignorância”, no sentido socrático, do grego, não do português, refiro-me à daquele tipo do “não sei, não quero saber, tenho raiva de quem sabe e não preciso de saber, pois que eu já sei tudo” e é geralmente acompanhada de afirmações fóbicas de cariz social que afectam outros que não os “ignorantes” que as sustentam. Nada tem a ver com frequência escolar, analfabetismo, infoexclusão ou a ausência de conhecimento sobre estes ou outros conteúdos adquiridos pela educação formal. Tem a ver com a postura perante a vida e os outros. A ignorância deste tipo afecta todas as classes e os mais variados e elevadíssimos graus académicos, caracteriza-se por uma ausência de espírito crítico, uma mão cheia de ideias feitas, opiniões vazias e radicais, parvas como tudo e sem sustentação, quase sempre acompanhadas por egos enormes, apanágio de pessoas estúpidas como uma porta).

 

8. Qual a palavra que melhor comunica felicidade?

-  Flanar

(bonitinha, suave; faz parelha com o ócio, mas dá-lhe uma intenção; pressupõe o uso dos sentidos e faz lembrar coisas bonitas de se fazer como “deslizar”, “planar” e tem também um certo encanto. Pequena, mas, quanto a mim, subvalorizada no vocabulário de uso corrente).

 

 Agora o segundo é sobre os 7 pecados mortais. Eram sete, mas a Igreja, no ensejo de renovação que a modernidade lá lhe vai aguçando, actualizou há pouco os pecados mortais que deixam de ser meramente relacionados com a individualidade para ascenderem a critério colectivo. Assim se listaram novas situações que, sem arrependimento ou confissão, condenam a alma humana. Mas pronto, esquecendo que a poluição e a desigualdade são novos pecados ficar-me-ei pelos clássicos.

 

 

A bem dizer nós não temos nada a ver com o pecado. De forma agnóstica ou de vivência de bom selvagem o que nós tínhamos eram tabus. E ainda temos. O pessoal humano cá se ia arranjando colocando ordem no social, proibindo, mitificando, vivendo feliz e contente tal qual como no filme do Schmayalan (agora não sei se está bem escrito) que se chamava “A Vila”, mas, no fundo, era um pinhal. A religião não nasce da ideia de Deus, nasce dessa necessidade humana de sacralizar o mundo para lhe dar sentido e conseguir viver nele com os outros sem nos matarmos e comermos mutuamente.


O Mircea Elíade lá me foi explicando, no século passado, que é na construção do sagrado pela sua vivência que o Homem complexifica e interpreta o social. E todos os povos arranjaram um modo cultural de se organizarem.

 

Como diria um avozinho que a Inês também conheceu, a importância de conhecer o fundamento religioso da civilização ocidental é tão grande que devíamos todos já ter lido a Bíblia (auto-flagele-se quem nunca o fez e depressa, depressa ao confessionário). Nunca o fiz, fiquei pelas aulas de catequese da menina Vinda (que era menina, mas já tinha para lá de cinquenta anos naquela franjinha esbranquiçada).

 

Diz-nos o nosso mito fundador ocidental que herdámos o pecado cometido por Adão e Eva e com ele a perda da vida eterna e descansada e todos os azares daí decorridos. Um dos grandes paradigmas será a anulação da vontade individual face à vontade divina. Podemos fazer aquilo que fizermos, pecar os sete pecados um de cada vez ou todos em simultâneo que existe sempre uma esperança de redenção. Desculpabiliza-se assim o Homem pelas suas acções desde que o arrependimento seja sincero. E com isso vem a ideia de que não somos nós que traçamos o nosso destino: o livre arbítrio acaba com a escolha, mas o percurso até ela foi estabelecido por algo sagrado, fora do controlo humano. Daria uma excelente discussão e já deu muitas letras de fado, mas voltando aos meus pecados.


Como eu gosto é de pecados, fazendo apanágio de uma educação que, da tentativa de ser muito católica, apostólica e romana, foi sofrendo, com o tempo, de muito senso comum profano até à mais completa racionalização céptica, eis que agora me pedem isto...


Os meus pecados são também os vossos e quem nunca pecou é porque nunca fez nada interessante na vida. Vidinha chata que deve ser essa...


Gula moderada. Não fosse o colesterol mauzão, herança genética inultrapassável, ascenderia a um pecado de grau elevadíssimo. Poder-se-ia afirmar como gula de um estádio de desenvolvimento ainda muito infantil: doces, rebuçados, gelados que coabita agora com uma vertente gourmet ainda em franco subdesenvolvimento: framboesas, massa folhada de farinheira com ervas aromáticas e rúcula a acompanhar, degustação de queijos acompanhada por excelentes (e caros) vinhos, jantares no lounche bar japonês ali para os lados de S. Pedro de Âlcantara... Mnham, mham

Avareza
Não lhe chamaria avareza é mais outro resquício de um passado colectivo de índole "pobrezinho, mas honradinho" com uns pozinhos de luta de classes em que a mais baixa nunca poderia ser avarenta para continuar baixa e lutadora e por ter mais em que pensar e um provérbio familiar centenário passado de algum tetra avô e que versava: "não sejas como o Marquês de Bronze que ganha dez e gasta onze". Pura poesia cultural!

Inveja
Nada, nadinha. O poucochinho mais parecido é uma veia pequenina a atirar para a cobiçosa: "Que bela malinha, tens tu! Onde compraste? Onde? Onde?" que ascende ao mitológico "Ai, Adão, filho, que bela maçazinha, dá cá a mim, dá lá..."


Ira
Muito irada, sim senhor. Só por este pecado o psicótico do "Seven" matar-me-ia com laivos de malvadez colocando alguém a gritar aos meus ouvidos até estes explodirem. Sim, eu sou uma espécie de Penélope Cruz no actual "Vicky, Christina, Barcelona".

Soberba
Também já me acusaram disso. O orgulho é difícil de engolir, mas com o tempo faz úlceras, de modo que peco de soberba moderada.

 

 Luxúria

 

“Como um poente congestionado/De vagalumes irreais/ É o sete-estrelo desenfreado/Rosa de chamas descomunais/Saltam-lhe os pulsos como foguetes/As mãos são Vestas embriagadas/Parando as cenas dos banquetes/Em saturnais carbonizadas(…)E um Desejado de lua nova/Noivo da Pátria vem finalmente/Buscar a noiva para a sua cova/E dá-lhe a Morte como presente” (isto é que é luxúria e não coloquei o poema todo)- Natália Correia

 


Preguiça

"Everybody seems to think I'm lazy/I don't mind/I think they're crazy/Running everywhere at such a speed/Till they find, there's no need" (I´m only sleeping; the beatles)

 

ufff...

(... e perguntarão vocês: que configuração mais estranha tens tu neste template!!! Ao que eu respondo: pois é, pá! Não sei porquê, mas fui acometida de preguiça súbita e não vou tentar descobrir!) 

sinto-me: com o template desidratado
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publicado por amulherdetrintaanos às 22:34
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Quinta-feira, 13 de Março de 2008

O poder latente das insignificâncias

Obrigada piratinha pela passagem de tão dinâmico desafio que aceito concerteza e de bom grado, apesar de não estar com muita energia para postar hoje. Também é verdade que isto é um bocado puxado porque uma pessoa tem de estar a auto centrar-se e eu ando um bocado tipo a Shirley Maclaine no seu período mais kármico... Isto deve ter sido do excesso de debates, tertúlias e encontros da "semana da mulher" a que, por imperativos profissionais uns, outros por interesse, acabei por assistir nas últimas semanas. Foi muito feminismo prec-iano, três marias, sufragistas e afins... estou esgotada!

 

As minhas insignificâncias não são nada insignificantes, lamento. Das mesmo insignificantes acho que nem as consigo enumerar ou relembrar... Factos incontornáveis e idiossincráticos da minha pessoa, é o que é, mas cá vai...

 

A primeira é atulhar a "minha" cadeira do quarto com roupa usada/não suja até ter um molhinho considerável que cai quando o meu gato salta par o seu topo. A segunda é ser hiper organizada e até já me apelidarem de mailing list ambulante: desenvolvi a minha própria tabela de contactos do access a que não escapa ninguém que, profissionalmente, me tenha apenas dito "olá" uma única vez. A terceira é levemente psicossomatizar qualquer desconforto social e sabê-lo. A quarta é lavar roupa de forma furiosa e eficaz de cada vez que estou verdadeiramente feliz; uma espécie de auto-celebração. A quinta é beber café de manhã esteja eu onde estiver e a que horas acordar, caso contrário o meu cérebro auto congela (mas não com os benefícios da criogenia). A sexta é, antes do café, levar sempre um iogurte líquido enquanto desço as escadas do meu prédio e acabar de bebê-lo no carro, coleccionando assim um conjunto impressionante de garrafas de danacol para combate do colesterol, com sabor a morango, em todas as malas e compartimentos do carro. A sétima é acumular todas as malas que já alguma vez tive na vida e estar num ponto em que não tenho mais sítios para as arrumar. A última que me lembro é fazer um som de porco quando gargalho a sério e haver sempre alguém que instantaneamente o comenta em voz alta.

 

*Tenho a sensação que com a história da roupa e dos iogurtes passo por pouco higiénica o que não corresponde, em nada, à verdade, pois sou uma rapariga muito limpinha, cheirosa e arrumadinha... mas também, quem liga? é insignificante também.

sinto-me: quase um livro aberto
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publicado por amulherdetrintaanos às 23:01
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