A mulher de 30 anos não era nascida no 25 de Abril de 74; não ouviu radionovelas e não vibrou com o Festival da Canção. A mulher de 30 anos tropeçou em dois séculos e está aqui! Também opina, ainda não é anciã e agora é mãe

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Boa noite,Como a entendo.Uma coisa é fazer o "que ...
É tão giro encontrarmos desenhos antigos, retratam...
Compreendo perfeitamente! É tão difícil deixá-los ...
Quarta-feira, 9 de Julho de 2014

O que é a amizade depois dos 30 anos?

Isto pode parecer uma pergunta fofinha, retórica, mas desenganem-se.

Isto é uma pergunta mesmo profunda.

Isto resulta da minha experiência e, em particular, de uma reacção ou não-reacção, de alguém que eu tomava (ou tomo, já não sei) como amiga desinteressada. Uma reacção-não-reacção explicitamente alimentada a inveja (eu sei, eu conheço-a).

Mas há amigos desinteressados? Adultos com responsabilidades conseguem ser amigos desinteressados? Ou só ficam felizes quando aquilo que os outros conseguem (afectiva, emocional, académica, profissional ou monetariamente) está sempre aquém daquilo que eles padronizam para si?

Eu consigo ficar feliz com a felicidade dos outros, apesar de quando tentava engravidar e não conseguia, me sentir invejosa, confesso e nunca escondi, mas também nunca andei a estragar a felicidade alheia.

Mas há outros que parecem achar que, sinónimo de uma amizade, é a infelicidade partilhada. E isto é estúpido porque depois dos 30 anos vá lá, e já estou a dar de barato que os vinte é só para a desbunda, uma pessoa tem aquilo que foi construindo. O que alcance ou se disponha a alcançar (afectiva, emocional, académica, profissional ou monetariamente) advém do modo como traçou ou traça os seus objectivos; como, com alguma maturidade que entretanto se adquire, faz e projecta escolhas e pensa sobre o que quer e o que não quer da vida. Os amigos não são responsáveis pela desdita ou felicidade de ninguém. Estão lá. Para apoiar, partilhar, ouvir e, aquilo que aparentemente nunca se quer dos amigos (apesar de se dizer à boca cheia que isso é pré-requisito), para serem honestos.

Ficamos uns verdadeiros cínicos depois dos trinta? Ficamos mais exigentes e já não estamos para levar com feitios muito diferentes dos nossos? Agora já não basta gostarmos das mesmas canções, dos mesmos livros e dos mesmos filmes? Com a idade ficamos cada vez mais individualistas?
publicado por amulherdetrintaanos às 16:15
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Terça-feira, 8 de Julho de 2014

o quarto da bebé, a decoração, confusão e tentativa de arrumação #2

image002.jpgA questão da decoração do quarto do bébé aos 30 meses é quase uma falácia: por mais que se tente manter um bucólico e arrumadinho décor, eis que entra de rompante uma baby-furacão e o clean mode é rapidamente subvertido. A verdade é que acho isso bastante saudável e também não me chateia nada andar invariavelmente a colocar a bonecada e seus adereços no lugar.

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Na parte da arrumação no resto da casa tento ser relativamente rigorosa e apologista da máxima "desarruma-se, ´bora lá arrumar, yupi!". Claro que isto nem sempre é cumprido e também não faz mal. Apesar de cada vez mais brincar sozinha, vem sempre munida de brinquedos para perto de nós, casa de banho incluída. Mesmo assim acabei por transformar a parte do seu quarto que anteriormente estava ocupada pela cama-estúdio numa pequenina zona de brincadeira, com o seu tapete de actividades que dá um colorido ao quarto que eu aprecio bastante e onde estão o comboio da Lego, os Megablocks e os "meninos" carecas-bebés, invariavelmente espalhados pelo chão.

image008.jpg

Aí coloquei também uma mesa do Ikea que, antes estava na nossa sala, e é óptima para desenhar, fazer plasticina, pintar com aguarelas, tem muito espaço e foi barata, daí servir livremente para a criatividade infantil sem grandes mágoas. Os muitos livros, oferecidos, escolhidos e comprados ou aqueles trazidos da biblioteca ocupam grande parte do seu armário principal do quarto (que havia pintado de cor de rosa em Setembro passado) e estão colocados ao nível das suas mãozinhas para que possa escolher o que lhe apetece folhear. Há outra mesa de apoio (também pintada em rosa) que serve para instrumentos musicais ou para outros brinquedos. Depois existem dois caixotes de arrumação: um deles, branco com uma grande girafa pintada, com dezenas de peluches, bolas e bolinhas e gadgets de plástico. O outro tem tudo isso e mais uma pequena colecção de bonecos de borracha (para a qual contribuí com o meu urso Micha e que à conta da minha filha já tem uma orelha roída).

 

Agora, isto é uma avalanche de acumulação, claro. Está sempre a crescer e uma pessoa não pode estar sempre a colocar caixotes de arrumação no quarto da criança senão qualquer dia parece uma despensa. A minha pergunta é a seguinte: - Faz-se um rastreio de peluches e doam-se alguns? Será que ela vai ter saudades?

 

Outra pergunta ainda: - Quando é que é tempo de arrumar coisas com as quais ela não brinca ou brinca pouco (há duas cozinhas neste quarto, livro-me de uma sem traumas?)

 

Ainda permaneço com o berço, pelo menos até aos 3 anos de idade, daí e dada a sua localização, não poder usar as duas ripas-prateleira do Ikea para outro fim senão para mais peluches, pois ela facilmente consegue alcançá-las. E é isto. Creio que este Verão farei uma primeira ronda de destralhamento a alguns brinquedos. Para começar, a beringela-cavalo já foi dada a um novo bebé:)

publicado por amulherdetrintaanos às 12:11
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Segunda-feira, 7 de Julho de 2014

Entre a decoração e a confusão, a minha tentativa de arrumação #1

A propósito de um post da Marta do blog life inc.,  senti-me acompanhada na minha demanda por mais arrumação, sem acumulação de tralha e com bom ar para os espaços onde a minha pequena sereia deambula e assenta arraiais para as suas brincadeiras. Ela pedia conselhos, mas infelizmente, eu só tenho experimentações para partilhar. Assim, lembrei-me de o fazer aqui, pode ser que surjam mais ideias:)

 

A decoração do quarto da minha filha começou de forma intelectualizada, foi sendo pensada e adquiridas algumas coisas lentamente, mas após um parto prematuro inesperado ficou inacabada. Havia a ideia de colocar algum papel de parede ou pintar listas com cor numa parede, mas as circunstâncias fizeram a ideia esmorecer. A primeira grande intervenção no quarto da bebé fi-la no fim do verão passado e mesmo assim mantive as paredes imaculadamente brancas, pinceladas, contudo, por uma profusão considerável de borboletas de tecido a imitar uma barra na parede.

 

Havia a minha cama single que veio da casa da minha mãe, outrora integrada num estúdio, a qual usámos como cama de apoio até há cerca de 2 meses. Servia de muda fraldas, espaço de brincadeiras e de vestir. Ela foi retirada porque as exigências de espaço para brincadeiras já eram superiores e, com o início do desfralde, deixávamos de precisar de muda-fraldas. O espaço para as brincadeiras tornou-se uma necessidade não só pela crescente mobilidade de um bebé cada vez mais mexido, mas também porque, a partir dos 12 meses, os brinquedos se avolumam a olhos vistos, ocupando muitooo espaço. O último Natal que coincidiu com a comemoração dos seus 2 anos revelou-se numa inédita (até então) catadupa de prendas e na falta de espaço para tantos brinquedos, brincadeira e sua arrumação.

 

Foto instagramica cheia de orgulho pink após conversão da decoração em Setembro (ainda com a cama single munida do muda fraldas)!

 

Continua...

                       

publicado por amulherdetrintaanos às 17:24
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Sexta-feira, 4 de Julho de 2014

Banda sonora com poesia *Johnny Cash*

As sure as night is dark and day is light
I keep you on my mind both day and night
And happiness I´ve known proves that it´s right
Because you´re mine, I walk the line.
publicado por amulherdetrintaanos às 14:13
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Quinta-feira, 3 de Julho de 2014

Almost summertime (and living is not to easy)

image001.jpgO último do Helder Macedo. Quem não conhece, não sabe o que perde!

 

Não me perdi pela Feira do Livro, nem tampouco (adoro esta palavra) por Lisboa. Fiquei sem carro, mas já estou quase a ter outro, melhor e mais novo que nos há-de levar por essas estradas europeias adentro daqui a um mês, leves que nem umas penas e confortáveis como merecemos. Sendo que "há males que vêm por bem", prescindiria dos males de me cruzar, literalmente, na estrada com pessoas desprezíveis, verdadeiramente meliantes, que conduzem sem terem carta e, não sabendo conduzir, colocam os outros (e mais grave, os filhos dos outros) em risco. Passei à frente porque ficar a remoer o que de mau nos acontece não traz bem ao mundo.

image002.jpg  image003.jpg  image004.jpg Sobre o pilu-pilu, é pena que a tradução do espanhol tenha optado por manter o nome ornitológico do pássaro- curado- que eu nunca vi. Podia ser um pardal, não?

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Assim, recomenda-se verniz vermelho para fazer pendant com novo carro, os novos livros adquiridos e os outros trazidos da biblioteca. Depois do arrepiantemente terrorífico (mesmo) último livro da Yrsa -islandesa-com apelido impronunciável fui buscar este à biblioteca. Começa logo a "matar". Um hip-hip-hurra para a Islândia.

image006.jpg

Verniz vermelho para aquecer o verão e mais passeios por Lisboa. Ainda não tinha desfrutado em condições das novas transformações para os lados do Intendente e gostei mesmo muito. Espaços muito agradáveis privilegiando uma identidade intercultural, gente simpática e obras quase acabadas.

image007.jpg

E como apontamento de fim de tarde, não recomendando Gin (será que passou toda a gente a indefectível consumir de Gin?), recomendo a exposição temporária do Museu da Cidade de Lisboa com base no vasto espólio do fotógrafo Artur Pastor doado à Câmara municipal de Lisboa e que aqui apresenta uma pequena parte. E ainda oferecem um conjunto de postais, selecção de fotos que estão dispersas nos vários núcleos da exposição.

image008.jpg   image009.jpg

 Depois, numa destas noites, ainda passei na "Pensão Amor". O conceito é muito giro, o facto de fazerem benfeitorias num prédio que, caso contrário, estaria devoluto, ainda é melhor. Só que as modas pagam-se bem e o muchito de framboesas não é tão espectacular como o preço pode fazer parecer. Ah, e deviam barrar a entrada a ingleses bêbados. Estraga o ambiente e é deveras desagradável.

image010.jpg
Quem dera ser pequenina e estar de férias de verão. Longas e com mimos. Aproveita, minha filha!

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publicado por amulherdetrintaanos às 13:22
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Sexta-feira, 13 de Junho de 2014

Coisas que só são triviais até se ser mãe

image001.jpg

Logo à noite vou à feira do livro (sem correr atrás de uma bebé desalmada numa maratona desenfreada, cima-abaixo, no parque Eduardo VII) e vou aos santos (expressão tão estranha) preocupando-me apenas a dar de comer a mim própria, a pôr-me só a mim a fazer chichi e outras coisas triviais assim. Sem bebé. Eu confesso. Sou uma mãe que sofre de saudades por antecipação, pela hora do apartamento (de apartar) e pela conjectura hipotética da ausência. Sem bebé?! WTF?! OMG!

publicado por amulherdetrintaanos às 15:31
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Quarta-feira, 11 de Junho de 2014

Um poema de um tempo, em parte, desaparecido que eu costumo lengalalengar à noite à minha criança

Para além da Trafaria

 

Minha mãe, haverá mundo
para além da Trafaria?

Não sei, meu filho. Não sei.
Tudo aquilo que sabia
já no meu sangue te dei.

Que serras são estas, mãe,
que não nos deixam ver nada?

São rugas que a Terra tem.
Não maces a tua mãe.
Deixa-me estar descansada.

Ó mãe, que rio é aquele?
Onde nasce e onde morre?
Ó filho, é Deus que o impele.
Entretém-te a olhar para ele.
É um rio. Tem água. Corre.

Quando eu for crescido, mãe,
quero saber e entender.

Ó filho, o supremo bem
é cada qual, com o que tem,
resignar-se e agradecer.
Deus faz tudo pelo melhor.
Não se engana nem se esquece.
De todo o mal, o maior,
seria sempre pior
se Deus assim o quisesse.
Ninguém foge ao seu destino.
Está tudo determinado.
Não penses com desatino.
Dorme, dorme, meu menino,
Um soninho descansado.

 

António Gedeão, in Poemas da Gaveta: Poesias Completas- 1956-67

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publicado por amulherdetrintaanos às 14:57
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Cinquenta dias... e não tem nada a ver com o básico livro daquela canadiana

Queria eu dizer, cinquenta dias sem fumar.

O meu update versa apenas no seguinte: a mentalização psicológica é poderosa; quem diz que não faz confusão nenhuma deixar de fumar após anos e anos ou é uma excepção digna de registo nos anais da psiquiatria ou então é presunçoso; a parte social e a do hábito influem muito, mais de 75%, digo eu; é necessário redefinir padrões mentais na socialização que, individualmente, estão alicerçados no acto de acender e fumar um cigarro em estruturas de rotinas e práticas, analogias agora órfãs. Voltando ao início, a mentalização psicológica é poderosa e constatei isso antes de ontem quando saí à noite com uma amiga e, não fumando um cigarro, consegui não gastar mais de 15%, das 3 horas e pouco em que estivemos juntas, a pensar nisso.
publicado por amulherdetrintaanos às 10:44
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Segunda-feira, 9 de Junho de 2014

A minha singela lista para a Feira do Livro de Lisboa

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publicado por amulherdetrintaanos às 12:41
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2014

Um blog não é um diário

Quando se consomem muitas notícias, se fala sobre as notícias, discutem-se notícias, fico sem paciência para dissecar notícias aqui. Este blog não se substitui a uma boa discussão política. Aqui não me apetece fazê-lo. Depois, sem muito tempo útil de lazer, consumo muitos blogs. Gosto de os ler. Verdade. Isso também retira móbil para postar. Nunca tive vocação para os diários na pura acepção etimológica do termo. Nunca escrevi todos os dias neles o que comia, com quem falava, o que via. Fazia-o uma e outra vez, parava, quando voltava havia passado muito tempo. Daí os meus diários infanto-juvenis se parecerem com pequenos ensaios individuais sem intersecção temporal entre eles e nenhuma linearidade cronológica. Restam-me para aqui os desabafos, pensamentos soltos (muito blasés quiçá), uns laivos de registo observante, pouca comida, alguns livros, selfies com filtro... Daí esta intermitência a que tem estado votado este diário que não o é. Começo a considerar o meu blog como o contra-senso do que se apregoa como a principal característica identitária de um blog: uma linha editorial. Um tema. Espero que esta desarrumação conceptual tão grave não afaste ninguém, mas não consigo prometer rubricas e organização. Mesmo assim, a emissão seguirá dentro de momentos...
publicado por amulherdetrintaanos às 16:48
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Sexta-feira, 23 de Maio de 2014

Mensagem do meu eu de 2014 para a minha filha de 2027*

*após uma conversa com um ser de 20 anos com um efeito de generation gap na minha pessoa.

Minha filha adolescente, serve isto só de lembrete para ti:

O facto da tua mãe, aos teus lindos olhos, estar bué lá atrás em termos de tendências musicais não significa que tenha deixado de estar informada (e ler o Blitz?) e de ser uma pessoa deveras interessante e que também sabe bastante sobre músicas e coisas assim cool, ok? Das duas uma: ou tu estás armada em pseudo-intelectual musical e só ouves música para lá de experimental (do mal o menos) ou és pouco selectiva e ouves tudo, com grande preferência para DJ´s (o futuro?) ou então o panorama musical já é tão vasto e global que, enquanto tu apanhas tudo, já eu tenho alguma dificuldade em abranger tanta coisa dispersa e diversa. Sabes, entretanto já tenho umas décadas jeitosas de consumo musical e sou apenas mais selecta do que tu. Só isso. Por isso, respeitinho e nada de andar a rotular a sua mãe com adjectivos como "ultrapassada" e "dinossaura". E claro, havemos de ter esta conversa ao som do Leonard Cohen, após uma introdução mais ligeira pelos Artic Monkeys, só para não perderes referências. Pronto... de nada. É só.
publicado por amulherdetrintaanos às 15:45
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Terça-feira, 20 de Maio de 2014

Ah e tal, porque é que não colocas mais coisas no blog sobre a tua filha e fotografias dela, ah? Porquê?

Fashion adviser: fotografia não editável e intragável se forem fashion victims. Chamo-lhe "outfit à la kusturika". Foi ela quem o escolheu: em cima de um belo fato de treino, um pijma de verão da minie. Atenção tudo em torno de pantone roxinho, rosinha e fuschia. Atenção aos ténis hello kitty, só mesmo para ser criativa.

 

Isto é o máximo até onde vou em termos de exposição.

 

Porque, apesar de ser ecologicamente responsável, vários álbuns de fotografias com legendas personalizadas são muito mais engraçados, na minha perspectiva, do que um babyblog. Ao que se acresce o facto de, no fundo, as coisas relacionadas com a minha filha serem dela, não minhas, apesar de eu achar o máximo e não esquecer o dia em que naquele bacio se defecou uma bonita pôia, pela primeira vez fora da fralda. Isso e toda a historiografia do seu crescimento pertencerem a ela e à família e, lamento, desconhecidos, sabem-se lá vindos de onde e para onde, não serem metidos nem achados na sua vida.

 

Segundo porque se eu tivesse nascido e crescido com a internet não ia achar mesmo piada nenhuma a que fotografias da minha pessoa em vários estádios da minha existência pululassem virtualmente por aí para sempre, que me reconhecessem, que os meus amigos partilhassem parte da minha vida, qual Ed tv e que eu pudesse ser reconhecida por responsabilidade de outros que não eu, a mais interessada, mas que fui sendo escarrapachada na internet anos a fio sem me perguntarem nada. Não é a minha atitude parental.

 

Não acho bem nestes tempos de hiper-exposição em que a imagem vale mesmo mais que muitas palavras, em que ela domina e dela emanam juízos de valor, em que a imagem se sobrepõe a princípios, a valores e, sobretudo, em que o livre arbítrio é cerceado pela constante rapidez de imagéticas sobre tantos e tão variados assuntos, onde se cerceiam os tempos naturais da assimilação e formação de cadeias entre signos, significantes e significados, não acho bem, dizia eu, que se atirem seres cognitivamente em desenvolvimento e incontinentes (aka bebés e demais crianças) para um universo paralelo desregrado e acessível onde essa imagem pode servir interesses muito beatíficos, mas outros completamente doentios. Por causa destes últimos, diluídos entre muitas pessoas normais e idóneas, estou certa, é que não há fotografias para ninguém aqui neste blog e, por outro lado, por respeito à privacidade da minha descendente é que não há grandes descrições das suas conquistas naturais de pessoa em desenvolvimento.

 

Espero ter respondido à questão que, regularmente, me fazem, apesar da resposta ser sempre a mesma, mas com a diferença de que, a partir de agora, posso remetê-los para este link.

 

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Segunda-feira, 19 de Maio de 2014

E por onde andaste

Olha, estive quatro semanas em casa. Doente. 

 

Já passou.

 

Hoje foi o primeiro dia de trabalho. Ainda custa mais do que após as férias apenas porque estive, literalmente, sem me mexer durante quase um mês em que não sai de casa sem ser para ir fazer exames e visitar doutor ao Hospital.

 

Estou muito contente. A mima rotina faz-me bem e a liberdade também.

 

Nota: estou há 25 dias sem fumar!

 

Outra nota: bebé vai ao bacio como gente grande. Há oito dias a esta parte, apenas dois deslizes urinários. Valentona! E é, mais ou menos, assim. Com muito entusiasmo à mistura!

 

 

daqui

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Sexta-feira, 9 de Maio de 2014

o meu 25 de abril também seria comemorado este sábado

E o que é que se faz quando nâo se tem nada para fazer? Ter, ter, até teria, mas a prescrição médica de não apanhar correntes de ar e descansar mesmo muito não deixa motivação para grandes planos. Estar em casa a aboborar não é, de todo, a coisa mais feliz do mundo. Assim enquanto espero resultado do último exame que me há-de dar libertação caseira tenho dormido em quantidades generosas como não o fazia há mais de dois anos. Mamãe e homem de trinta anos são chefs gourmets. Filhinha dita não vai à rua, mamã doente. 

 Assim, oscilo entre tentativas de leitura

 

Folhear de revistas coloridas

 

 

Planos de bricolage desmotivadores

 

Pentear cabelos com o meu alisador pouco utilizado

 

Comer

 

Comer

 

Nos intervalos, comer

 

Pouca tv

 

Muita net

 

Arrumações pequenas

 

E este sábado culminava um trabalho de 5 meses de intensa pesquisa, trabalho de campo e recolha oral inédita e eu não vou estar lá para ver os olhares das pessoas que viveram aquilo e a quem só passados 50 anos lhes pediram para contar como foi. Pedimos, eles contaram, relembraram, buscaram documentos e fotos e coisas e outros nomes e nomes que já são óbito, mas que para eles estão tão vivos como há meio século atrás. E mesmo que não gostem da forma irão sempre comover-se pelo conteúdo que são eles pelos olhos dos outros, mas são eles. No seu discurso, através das suas memórias, são eles a lembrar outros, sem o desconhecimento e a incerteza de então, sem o medo, mas com a mesma esperança de quem reconhece a liberdade porque nasceu e cresceu privado dela e o arquétipo mais parecido era um ideal. Uma geração inteira de pessoas livres a quem privaram da liberdade anos a fio. E eu vou estar em casa. A recuperar.

publicado por amulherdetrintaanos às 16:25
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Quinta-feira, 24 de Abril de 2014

Isto da felicidade é mesmo fugaz

Eu até andava toda feliz. Com o trabalho, a família, a minha super picolina. Entretanto fiquei doente, depois foi-me diagnosticado um enfisema, a seguir fui a um pneumologista, depois já é só uma bronco-pneumonia, depois a minha filha fica com varicela, a seguir ficamos ambas em casa, eu de máscara e sem lhe puder fazer grande coisa, bébé carenfe e a querer colo de mamã. Valeu-me a minha querida e imparável mamã que, pela persistência, conseguiu antecipar o resultado da tac pulmonar e encontrar médico, e do esposo em assistência à família.

Realmente para ficarmos mal é só preciso estar bem.

publicado por amulherdetrintaanos às 20:24
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Segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Dos 3 feriados quase seguidos

 by Eugen Hartung

 

Um foi para comer amêndoas.

 

Outro será para manifestar e limpar.

 

O terceiro, para passear.

 

A limpeza primaveril não me sai dos planos. Deve ser porque ando acometida de uma espécie de rinite alérgica e mergulhada em expectoração (blhac!) desde há duas semanas, mas a casa anda a pedir uma bela limpeza primaveril, principalmente aos recantos negligenciados por muito tempo. Atenção que a minha casa é muito limpinha. Andava eu em avaliação metodológica da dita limpeza e eis-me navegando por dois blogs muito úteis, sim senhor. Este e este. Há pessoas que levam a limpeza a estádios de perfeição nunca antes explorados, mas que dá ideias, dá.

 

Assim, apresento o meu plano de limpeza para a dupla estação primavera/verão 2014 versão dois dias (que vão ser dias úteis desta semana e mais que dois de modo a rentabilizar descanso e passeio porque, entretanto, já se trabalhou o dia todo fora de casa):

 

1º Dia (2ª e 3ª feira): Sala, escritório e quartos

  1. Varrer teias de aranha nos cantos e ao longo dos tectos; limpar candeeiros de tecto, tomadas e rodapés e limpar paredes munida de um pano de microfibras molhado com vinagre e água (dizem que dá muito resultado);
  2. Limpar o pó a todas as superfícies horizontais e verticais: topo, caixilhos e aduelas das portas, rodapés, contadores,…
  3. Limpar o roupeiro: coisas que se deixou de usar ou gastas para doar ou arrumar para projectos de artesanato ou costura! primazia às roupas de verão e arrumar as de inverno.
  4. Polvilhar o colchão de cama com bicarbonato de sódio; deixar descansar pelo menos uma hora; em seguida, escovar e aspirar.
  5. Lavar cortinas e carpetes (não tenho carpetes, o que dá menos trabalho).
  6. Aspirar, lavar ou polir o chão.

2º dia (4º, 5ª feira e sábado): Cozinha, casas de banho e despensa

  1. Limpeza profunda na cozinha e casa de banho: esfregar azulejos, limpar móveis (interiores e exteriores).
  2. Verificar as datas de validade dos produtos no frigorífico, despensa e armário de remédios. Deitar fora o que passou de prazo.
  3. Lavar as janelas por dentro e por fora. Uma mistura de água e vinagre com um pano de microfibras (vou experimentar).     
  4. Para aquelas roupas brancas que ficaram amarelecidas: imersão em vinagre.

 

 Wish us luke ;)

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publicado por amulherdetrintaanos às 12:45
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Sábado, 19 de Abril de 2014

Festas felizes

A minha mãe deu- me estas baby amêndoas. Até dá pena comer. E são feitas à mão. Desculpem senhoras artistas confeiteiras e obrigado mãe :)
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publicado por amulherdetrintaanos às 23:15
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Segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Talvez uma barrela primaveril

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Este é um mundo de pormenores no qual nunca pensei. Contudo, após meses de humidade até apetece partir para o disparate completo e fazer uma limpeza primaveril à casa. Ando em prospecção de metodologia para aprimorar o binómio pouco tempo+ alta eficácia. Partilharei as competências adquiridas, mas por agora umas fotografias inspiradoras que, ao invés de estar a trabalhar, apetecia-me era ir fazer ovos da Páscoa para casa.

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  Com muita vontade de dar uma volta à casa. Limpezas, esvaziamento de despensas. E cor. Muita cor!

publicado por amulherdetrintaanos às 12:51
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Sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Kefta ao jantar

  Estão a ver este bonito panelão de barro?

Serve para preparar tangines várias. Literalmente levei com ele nas costas durante mais de mil quilómetros. Vinha encavalitado na mota, logo atrás de mim, na nossa última viagem a Marrocos. Tem tido muito uso desde então. Quase sempre cozinhando kefta. Delicioso!

 

eAditarei receita logo que o homem de trinta anos ma dê.

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publicado por amulherdetrintaanos às 15:43
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Quarta-feira, 9 de Abril de 2014

Soltar, Largar, Libertar, Desprender

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Enfim, desfraldar. Tirar a fralda. Ir ao bacio. Ir à sanita. Deixar de ser incontinente. Eu não tinha pressa. Dizem que até aos 3 anos está-se bem. Já a mais interessada no assunto, a própria, acha que não. É agora. Tem fralda suja? Tira a roupa, despe a fralda, arremete a dita como se fosse enlaçar um touro. Apetece-lhe uma pausa? Redutor na sanita e largos minutos lá sentada. Em vão. Só a descansar. A arejar. Faz isto na creche também. Oscila estes momentos com o bacio. Só para descansar um bocadinho. Momento kitkat. Começa para a semana os "treinos" propõe a educadora. Equipamento aconselhado: - sandálias tipo crocs; - roupa interior motivadora (já tem um modelito hellokitty). E depois a conjugação dos tempos de escatologia entre a creche e o lar. E dizem também, o alargamento de novas fronteiras ao grau de paciência parental. O meu medo é o de não conseguir sair de casa sem um malão de roupa. Estas coisas devem demorar. Anda sem fralda em casa, a mijona? Vai à rua com fralda? Dúvidas, dúvidas, dúvidas... Aceitam-se sugestões, estratagemas e outros truques para minorar cheiros, desconfortos e convencê-la de que um bacio é muito mais do que um sofá e uma sanita detém um potencial funcional que devia ser rápido e eficaz, mas antevejo, isto é coisa para se arrastar nos próximos largos meses, ou não?
publicado por amulherdetrintaanos às 11:30
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