A mulher de 30 anos não era nascida no 25 de Abril de 74; não ouviu radionovelas e não vibrou com o Festival da Canção. A mulher de 30 anos tropeçou em dois séculos e está aqui! Também opina, ainda não é anciã e agora é mãe

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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Com um brilhozinho nos olhos

Sem saia rodada, mas com um sorrisinho, mesmo que pequeno e pouco rasgado, será pedir demais?

 
É de mim ou as pessoas andam muito rezingonas? Mais, eu até me atreveria a dizer que as pessoas andam deveras zangadas.
 
Não, não vou analisar A “crise”, deixo essa tarefa entregue aos manipuladores de psicologia de massas que entram pelo televisor de cada teimoso que o continua a deixar acesso em horários mais ou menos nobres.
 
Há “crise” e há “crise”, tal como no poema em que “há mar e mar”.
 
Não vou fazer a historiografia da aplicação global da noção de liberalização da economia e deixo a outros o esmiuçar de conceitos tais como o de “finanças” e “globalização”, “mercados” e “capital”.
 
Com trinta anos e a crer no que os opinion makers nos levam a acreditar, eu já passei por três grandes “crises”: primeiro foi a “crise da indústria” no princípio da década de 1980, tinha eu uns cinco anos ou seis anos, que afectando na minha região a indústria da reparação naval da Península de Setúbal deixou no desemprego tantas centenas de pessoas que cada um dos habitantes havia de ter um familiar, amigo ou conhecido desempregado e, antes disso, sem receber salários há vários meses: na escola, a meias com o entoar repetitivo da canção da “Abelha Maia” e do “Rui, o pequeno Cid”, lá se levava de casa um papo seco com queijo a mais para os meninos com o pai sem trabalho e a cantina foi transformada em refeitório que servia almoços com sopa de coentros alentejana. A dependência anterior a uma indústria mãe foi aqui substituída por outra e esperamos todos que a produção automóvel continue por largos e bons anos senão volta a acontecer o mesmo: comércio afectado, oficinas e subempreiteiros atingidos, poder de compra prejudicado, lojas a fechar, casas devolutas e desemprego a aumentar numa espiral de desgraça individual que não há unidade doméstica ou rede familiar que se aguente.
 
Depois foi durante o cavaquismo. Enquanto se faziam catrefadas de novas estradas, o muro caía, iniciavam-se cursos de formação de tudo e mais alguma coisa e remunerados, privatizava-se este mundo e o outro e caía o nosso poder de compra outra vez. Implantaram-se umas medidas avulsas, génese da base deste nosso tão falado modelo económico ocidental que hoje é estrela e faz manchetes. Aquilo foram tempos esquisitos e pouco fiáveis, mas eu, nessa altura, era muito despojada, estava mais interessada em gravar de vinil para cassete e algumas coisas passavam-me ao lado.
 
E agora é esta “crise”. Mas vamos lá a ver uma coisa. Quando se fala da “crise” estamos a falar de quê?
 
Da fragilidade do nosso “mercado” no sector das exportações mundiais? Da nossa dependência gordinha e bem nutrida por longos anos a importações tão ridículas como materiais para reparação de transportes públicos (havia a Sorefame, não havia)? Do resto dos 20% de indústria nacional que mal se aguentavam há largos anos e que agora morrem de vez todos os dias? Dos 15% de indústrias manufactureiras fragmentadas por países com “mão-de-obra barata e baixos salários” como apregoou o ministro-gaffe deste governo que é o nosso porque foi posto lá (e disso não se podem escusar à vox populi do cliché “Puseram-nos lá” que com a doença não se brinca e a democracia está com uma daquelas prolongadas), agora em alegre debandada para terras mais áridas? Do novo Código de Trabalho e da rescisão de todos os contratados à pressa e à balda de tudo quanto é sector terciário e quaternário, quantos mais houvessem? Do incipiente e moribundo sector primário que qualquer dia só serve para postal turístico? Da desertificação do interior do país? Do novo fenómeno da deslocalização da procura de emprego e da sazonalidade de trabalho com que os combativos autóctones do interior português pelejam a ausência de tudo, apanhando por um mês peras no País Basco, por dois uma empreitada na Galiza ou por três semanas uns morangos na Andaluzia? Da fuga, para a frente e para fora daqui, ao desemprego nos recursos humanos qualificados deste país? Ou das crises nervosas que provoca um telejornal em qualquer canal (com hipótese de epilepsia se for da tvi e de convulsão grave seguida de perda de consciência se for o da 6ª feira)?
 
Qual crise?! A da educação? A da Saúde? A da Segurança Social? A da “insegurança”? Esta da insegurança é a “crise” mais parva de todas: antes de ser já era. Só há insegurança se antes houvesse havido “segurança” e nenhuma sociedade humana foi alguma vez segura: a culpa é da improbabilidade de medir exactamente a reacção humana, por isso vão lá vender a “insegurança” para outro lado.
 
A “crise” de não haver massa crítica neste país e todos os comentadores se resumirem a clones uns dos outros, enfileirados num tacho de remunerações por comentário insignificante e alinhadinho? Bem, haver massa crítica até há, mas está tão terceiro mundistamente arredada de qualquer foco de visibilidade pública, por isso, é a mesma coisa de não haver.
 
E no meio disto tudo existem as pessoas que independentemente de terem mais ou menos dinheiro, mais ou menos créditos, mais ou menos filhos andam esmorecidas, rabugentas, impertinentes, arrogantes, mal dispostinhas, amuadas. Não há sítio onde uma pessoa vá em que seja bem recebida. Eu já não digo que a caixa do supermercado me dê um grande abraço depois de me passar as compras pelo código de barras, mas daí a nem sequer me dizer nada e ficar a olhar para mim inquisitoriamente à espera que eu olhe para o visor com o total das compras e lhe dê automaticamente o dinheiro…
 
Da caixa do supermercado, aos outros condutores que até apitam porque uma pessoa entra na rotunda primeiro e fazem sinais de luzes quais códigos morse porque uma pessoa pára num stop, à senhora do café que quase me bate se lhe dou uma nota de 5 euros para pagar o café, à da bomba de gasolina que amua se lhe peço o recibo, anda tudo a remoer não sei no quê.
 
Talvez andem a reflectir naquela notícia que relacionava a crise com a depressão e aventava, sub-repticiamente, a hipótese do número de suicídios subir este ano.
 
Mas vejam lá, não se ponham com ideias que crises há muitas e se dantes se morria por amor com o corpo a dar ao manifesto e a definhar, a definhar até sucumbir ao sofrimento maior da alma e do coração, hoje em dia isso já não se usa e entre morrer de amores ou morrer pela “crise”, não vale a pena, nem um, nem outro. Morre-se quando se morre e sem falsos moralismos, filosofias mais ou menos teológicas à parte, não vale a pena sucumbir a tanta crise pegada.
 
Com a natalidade a baixar assim, se a taxa de suicídios aumenta, lá se vai a réstia de produtividade esperançada e a batata quente chamada “crise” fica a aboborar mais tempo do que o previsto e quem fica cá lixa-se sozinho. E lixar sozinho é que não. Ou nos lixamos todos ou não se lixa ninguém.
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publicado por amulherdetrintaanos às 19:50
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11 comentários:
De Sofia a 20 de Janeiro de 2009 às 21:08
Aqui entre nós... a culpa é do frio... e em alguns casos mais graves é mesmo falta de sexo :)

Obrigado pela visita aos "meus desabafos". Adorei o teu espaço "very pink"

Kiss kiss
De amulherdetrintaanos a 21 de Janeiro de 2009 às 20:38
Olha, vê lá! Nem me lembrei dessa... mas depois de ler o teu post é bem pensado: também devemos estar a passar por uma "crise de sexo" :) O elogio blogueiro é recíproco!!!
De Fátima Bento a 20 de Janeiro de 2009 às 23:26
Ah, querida, que post magnifico! Como diria o Pierce Brosnan no Mamma Mia, "My thoughts exactly.

O povo português já está tão habituado à crise, que já nem dá por ela! a diferença é que ESTA, afectou os Grandes, os que nunca eram afectados.

E depois, com o perigo da deflação, é desta que nós, que estamos no fim desta-diz-que-é-uma-especie-de-cadeia-alimetar, aindavamos ganhar alguma coisa com isto, ou pelo menos não perder tanto.

Risco real é o de perda de emprego. Desde que não exista esse risco, qual crise "quais" quê!

B'jinhos,

Fátima
De amulherdetrintaanos a 21 de Janeiro de 2009 às 20:43
Tens razão. Pior é mesmo ficar sem emprego. Enquanto houver uma fonte de rendimento regular protegidos. Devo dizer que é muito chocante o que se passa na indústria com famílias inteiras a ficar sem trabalho. Essas pessoas, sim, é que estão numa altura muito difícil; quanto às outras deviam era ser menos influenciáveis por tanta telejornalada calamitosa e viverem a sua vidinha contentes! Bj
De Fátima Bento a 20 de Janeiro de 2009 às 23:28
Ah, querida, que post magnifico! Como diria o Pierce Brosnan no Mamma Mia, "My thoughts exactly!".

O povo português já está tão habituado à crise, que já nem dá por ela! A diferença é que ESTA, afectou os Grandes, os que nunca eram afectados.

E depois, com o perigo da deflação, é desta que nós, que estamos no fim desta-diz-que-é-uma-espécie-de-cadeia-alimetar, ainda vamos ganhar alguma coisa com isto, ou pelo menos não perder tanto.

Risco real é o de perda de emprego. Desde que não exista esse risco, qual crise "quais" quê!

B'jinhos,

Fátima
De Miss M a 21 de Janeiro de 2009 às 11:02
Também acho que o portuguesinho que trabalha no supermercado ou na bomba de gasolina não está assim tão preocupado com a crise. Acho que é mesmo a chatice de ter de sair de casa com esta chuva e com este frio, para ir trabalhar... Não andamos todos assim? Vais ver que, chegando o bom tempo e as idas primaveris à praia, já vai andar tudo "com um brilhozinho nos olhos"!
Me included!
De amulherdetrintaanos a 21 de Janeiro de 2009 às 20:44
Tu nem me digas nada (bela expressão!)! A minha crise realmente é a "crise da falta de luz e calor". Isso sim, eu noto. Apetece-me ir trabalhar de pijama só para não ter trabalho. E se pudesse levar a minha manta atrás... :)
De GiO a 21 de Janeiro de 2009 às 12:04
Crise?? Onde?? Essa pegou moda e anda toda a gente aproveitar-se disso para justificar o injustificável...Crises sempre houve e os telejornais adooorammm dramatizar ..Os pobres já estão habituados agora os graúdos que se "agantem"
Levei-te comigo!
Beijoca
De amulherdetrintaanos a 21 de Janeiro de 2009 às 20:48
Levaste? Ainda bem, obrigada! E tens razão: bem feita para os ricos e como apregoava na canção a rapariga da novela florida: não sou rica em ouro (ou acções), mas não me importa, assim a crise financeira não me apanha!
De clara a 21 de Janeiro de 2009 às 18:17
Sofia, é um enorme prazer ler os teus textos. Não acrescento nada, porque acho ja está tudo dito. Infelizmente, os "manipuladores de psicologia de massa" estão a provocar efeitos irreversiveis na mentalidade portuguesa. Mas, pensando bem, acho que também temos uma veia muita fatalista e qualquer coisita é motivo para dramatizar.

Beijinhos
De amulherdetrintaanos a 21 de Janeiro de 2009 às 20:51
Bem, Clara, eu tenho a certeza que vai ser escrito um faduncho nesta conjuntura. Vais ver: agora no festival da canção são só letras de fazer chorar as pedrinhas da calçada! beijinho para ti e obrigada (mais uma vez) pelo elogio.

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