A mulher de 30 anos não era nascida no 25 de Abril de 74; não ouviu radionovelas e não vibrou com o Festival da Canção. A mulher de 30 anos tropeçou em dois séculos e está aqui! Também opina, ainda não é anciã e agora é mãe

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Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

Só hoje percebi!!!

Eu, às vezes, sou rapariga para demorar um bocado a perceber certas coisas. Ando a assimilar por osmose as coisas, a ser bombardeada com elas, metaforicamente falando, e até parece que me atravessam, mas não retenho nada.

 

Então, não é que eu pensava que a adorável ideia (no mínimo, pois tenho vontade e audácia para adjectivá-la de desnecessária) de que toda a gente era um potencial sócio da selecção só era passível de ser adquirida com aquele kit maravilha do supermercado a que se associou a rtp. Pensava eu que, uma pessoa ia comprar umas laranjas e um sabonete e via o kit, comprava e lá dentro devia vir um cartão de sócio, acompanhado de um formulário e instruções que congratulavam o feliz comprador, desde então, intitulado de sócio. Qual quê?! Eu fui hoje esclarecida por um iluminado que kit era kit e só trazia cachecol + bandeirinha com cores certas! Ser sócio era outra coisa. Era gratuito e para qualquer mortal.

 

"Mas sócio, sócio como...?" dizia eu ao meu colega, "sócio" pode ser sinónimo de compincha; amigo; camarada; companheiro; bacano"...

 

E agora perguntam-se vocês "mas esta moçoila passou-se de vez ou não tem mais nada para escrever?"; ao que eu respondo que não, não me passei e sim, não me lembrei de mais nada. Mas a história não termina porque esse meu colega gastou o meu intervalo cafezeiro a dissertar sobre essa intenção maravilhosa que era permitir que o universo "associativo" da selecção nacional futebolística pudesse crescer até mais não. Para quê? Essa parte não percebi. Ele é sócio da selecção. Aí juntaram-se mais colegas. Houve uma que, não saindo da linha patriótica de algibeira, até tentou desviar a atenção para outro feito, o da cantante que foi ao estrangeiro e ficou bem classificada; outro ainda, puxou à conversa a atleta do triatlo, mas nada, nada podia parar aquela conversa ciclónica, tão intrinsecamente vazia, do cartão de sócio da selecção. Outro perguntou se, ao menos, nos davam em troca qualquer coisa, mas ninguém soube responder... "Não basta ser português para se saber de antemão que se apoia tranquilamente a selecção?"- eu outra vez, "Claro que não!", responde o colega já a sentir o sabor amargo de ser uma minoria... Ninguém o torturou por tal, até porque diz que é muito nervoso e toma muita medicação, deu-se-lhe o desconto...

 

Ora bem, se ao efectuar esse acto tão simbólico, uma pessoa tivesse acesso a privilégios de foro patriótico, tipo ir a Belgrado ver o Festival da Canção e ficar a conhecer a cidade; ir a Bruxelas visitar a sede da UE e visitar o Museu do TimTim; ganhar um passe gratuito ao género do inter-rail para experimentar o TGV na Europa e depois opinar sobre o dinheiro que vai sair do bolso dos sócios da selecção para o pagar, ainda vá que não vá. Eu até acredito que, mesmo se só fosse oferecida uma viagem excursionista até Alcobaça com paragem nas Caldas para comprar loiça brecheira e umas cavacas, o número de associados seria bem grande, mas assim, sem dar nada em troca... hum...

 

Estas coisas irritam-me e não lhes dou importância. Daí a negação e a confusão depois feita sobre questões de interesse altamente nacional. Mas, por outro lado, também me despertam uma análise deveras irritada e muito subjectiva.

 

Vamos lá a ver. Em Portugal há uma crise de cidadania. As sondagens europeias mostram que estamos sempre na cauda de qualquer sondagem sobre participação pública, associativismo, defesa de direitos e por aí. Ou seja, português que é tuga só se interessa por alguma coisa quando de colectiva lhe toca na sua individualidade. De resto, grandes causas, grandes reivindicações, grandes ideais ou solidariedades é para os outros. Ou seja, português que se preze não se mete em confusões, não se chateia com pormenores, não toma grandes partidos; não tem tempo, não tem vocação. Não percebo onde se enraiza este comportamento, mas tentou-se semeá-lo há uns largos trinta anos e até hoje, mercê do clima, não cresceu.

 

Depois aparece uma Federação que é de futebol a fazer sócio quem quiser, indiscriminadamente e vai tudo inscrever-se. É certo que, nos dias que correm, ser gratuito é um grande atractivo e sai mais barato que comprar uma bandeira para pôr à janela. Contudo, qual é o alento de se dizer "sou sócio da selecção de futebol"? É redundante. Qualquer cidadão, já se sabe, num campeoonato europeu ou mundial, revê a afirmação da sua identidade através da equipa do seu país. Ninguém grita pela Rodésia ou pela China se estão a jogar contra Portugal (eu, para chatear até era capaz, mas pronto). Nenhum inglês, amante (salvo seja) de um jogador estrangeiro, tipo o Ronaldo, vai torcer por Portugal contra a Inglaterra certo? Nesta manobra de diversão que serve de argumento para a acção avestruz, o português médio, a empobrecer, endividado, deprimido, cinzento, triste, salariamente magro tem a oportunidade de, contra toda a adversidade, lutar porque é sócio da selecção! Dá alento. Está para agora como o Prozac para os anos 90. E isto é poderoso porque é uma característica inata de todos nós explorada por uns iluminados criativos, mas que é vendido como um dever patriótico de apoiar um bando de caramelos milionários que estão a fazer o que lhes é devido e a auto promover-se internacionalmente para serem comprados a preço de ouro, enquanto os outros sócios, andam a contar os tostões para comprar o cachecol. E quem é que os apoia a eles?

 

 

Ser português, neste país, não vem com cartão de sócio, mas vem com o de contribuinte. Se alguém se atreve a perguntar-me, mais uma vez que seja, se eu sou sócia do raio da selecção, eu digo que sim e espeto-lhe com o cartão de contribuinte à frente e até sou capaz de atirar a matar: "Sou sócia, sou, farto-me de pagar "cotas" e só sou chamada ás "reuniões da direcção" de 4 em 4 anos; é só desembolsar, desembolsar, mas não ganho nada com isso, nem uma consulta médica quando estou doente e não 2 meses depois quando já morri ou me curei naturalmente e nem tenho possibilidade de decretar falência nacional e reembolsar algum, é só perda, não há lucro! Toma, embrulha e manda para a ASAE!"

sinto-me: muito patriótica
publicado por amulherdetrintaanos às 19:33
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3 comentários:
De * * Grilinha * * a 28 de Maio de 2008 às 00:38
O ser sócio da selecção só dá lucro aos patrocinadores.

A TVI, A selecção e principalmente o BES pois aquilo é um cartão de crédito.

Ninguém dá nada, a ninguém.

Eu não sou sócia dessas coisas mas sim de associações de Solidariedade.

Beijinhos
De amulherdetrintaanos a 29 de Maio de 2008 às 23:13
Pois, vê lá que eu só ontem é que percebi que isso vinha com brinde de ser cartão de crédito! Isto está mesmo tudo a entrar em histeria colectiva futebolística. É uma questão de prioridades: + 1 cartão de crédito que os sócios vão acabr por usar numa altura em que já estão cheios de dívidas... Mais vale ser actuante e gastar com coisas realmente importantes! Fazes tu muito bem! Bjinhos!
De Clara a 5 de Junho de 2008 às 14:22
"Ser português, neste país, não vem com cartão de sócio, mas vem com o de contribuinte. "

Eu pertenço à minoria que não vê, não quer ver e não se importa com a Selecção Nacional. Porquê Acho que a explicação foi muito bem apresentada.

Beijinhos.

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