A mulher de 30 anos não era nascida no 25 de Abril de 74; não ouviu radionovelas e não vibrou com o Festival da Canção. A mulher de 30 anos tropeçou em dois séculos e está aqui! Também opina, ainda não é anciã e agora é mãe

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É tão giro encontrarmos desenhos antigos, retratam...
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Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

Defeitos, Presentes e Desafios, entalada entre feriado e sábado feira

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Antes do fim de semana, não prolongado, mas interrompido pelo dia laboral de hoje, bora lá actualizar as coisas por aqui que, depois de lerem os meus defeitos, vão perceber o porquê de tanta ânsia de actualização. Boa altura esta para actualizar os desafios que me lançaram e que, mercê de uns posts que me escaparam, nem deles soube. Isso de se estar entalada num dia útil, depois do feriado e antes de sábado é mesmo bom para actualizações.
 Não vão por ordem de “lançamento”, mas por ordem da minha memória recente.
 
O primeiro pertence à Clara cujo blogue é uma pérola de bom gosto e classe, uma ode às artes com links fantásticos! Cinco defeitos para eu apontar á minha pessoa… 
 
Ora bem, eu sou uma grande preguiçosa. Apenas porque a coisa mais difícil da minha vida é acordar de manhã ao som do despertador. É anti-natural e faz mal. Eu acordaria fresca e viçosa que nem um legume acabadinho de ser colhido se acordasse naturalmente quando me apetecesse. E eu nem acordo cedíssimo. Isto faz de mim preguiçosa porque todo o resto do mundo se rege pela inflexibilidade de horários, já para não falar que eu própria tenho um horário a cumprir. Eu sou aquela que dorme à pendura na mota ou agarrada ao varão do autocarro e em pé. E isso faz de mim uma grande apologista da sesta para as almas que se levantam do leito antes das 10 horas. É defeito porque irrita e me ausenta de humor matinal. Eu sou a pessoa mais irascível do mundo até 2 horas depois de estar a pé!
 
Geneticamente chegou até mim um defeito que se vem aperfeiçoando há décadas mercê da antiga vida de bairro de minhas antepassadas. Sou uma cusca, uma cusca controlada, mas mesmo assim, não deixo de ser uma cusca. Este defeito estende-se apenas à rede amigos, colegas e conhecidos, familiares, vizinhos e deixa de fora todas as pessoas que eu não conheço, tipo Lili Caneças ou Elsa Raposo. A minha cusquice só permite a entrada de conhecidos, senão não dá pica. E é um defeito moderado pois não sou uma leva e traz, fico satisfeita só por saber uma boa estória e me rir dela com quem me contou. É no fundo inofensivo. Como a fama já me precede, de cada vez que há alguma novidade suculenta, à porta do meu gabinete emergem outros cuscos… “Nem vais acreditar…”
 
Mais a sério sou um bocado impaciente. Não tenho paciência para a repetição, para meias frases, meias palavras, meias acções. Não tenho paciência para a ignorância proveniente da preguiça mental, para difamações, intrigas, amuos ou chiliques nervosos provenientes do excesso de mimo num adulto. Não tenho paciência para individualismos gratuitos, críticas destrutivas, incumprimento de deveres ou mentiras. Quando a impaciência me chega ao nariz fico arrogante e a tolerância desce até níveis rasos e fico mesmo mazinha. Dura pouco, contudo.
 
Last but not the least sou uma orgulhosa nata. Pedir desculpa custa-me como tudo. Reconhecer que errei ainda pior. Dificilmente peço ajuda. Arrasta, contudo, coisas boas. Não sou muito de lamúrias, nem de contar a minha vida aos sete ventos, mas, lá está, não é muito saudável, pois perde-se tempo a achar que temos sempre razão e exige um grande trabalho interior a objectivar este tipo de situações. Sou também hiper perfeccionista. Eu faço, mas tem de ser mesmo bem feito. É um pouco desgastante, pois torna-me muito exigente comigo e com os outros e deixa-me também pouco imune à crítica. O elevado grau de exigência leva-me a uma auto-crítica arrazadora, o que vistas bem as coisas, não é lá muito saudável.
 
Outro desafio a que eu não virarei costas, apesar de já quase ter passado de prazo, mas só agora é que vi. Este é da responsabilidade da deliciosa sopa de letras. As 5 coisas materiais que já não tenho e me deixaram saudades… hum… eu não sou lá muito nostálgica… hum…
 
1   
 
o meu boneco de borracha feito à semelhança desse desenho animado, mítico para
mim, que era o Jacky, o urso de Tallac, irmão da Nuca e amigo do pequeno índio. Foi
roído pelo meu cão e alguém o deitou fora… sniff
 
2-     o meu primeiro walkman. Tinha 6 anos. Foi algures entre 1981 e 82. Era um volumoso rectângulo maciço e pesado dentro de uma capa de cabedal preta com uma alça para o levar a tiracolo. Metiam-se as cassetes e era um deslumbramento. Tinha uns auscultadores daqueles que nos tapam todo o ouvido, bons para o frio. Pereceu uns bons 10 anos depois e não o guardei. Hoje concorria a peça museológica. Tenho pena.
 
O meu vinil de um álbum dos anos 70 (do século passado) da Nina Hagen, comprado
na Feira da Ladra e aí trocado por uns óculos de sol cor-de-rosa que também já não
tenho.
 
4
A alcatifa rosa shock que estava no meu primeiro quarto. Era fofinha e, mercê dos
tempos, um pouco kitch, mas tornava mais real a minha fantasia de que o meu quarto
era um castelo… foi arrancada quando, pela opinião pública portuguesa, se começou a espalhar a noção de que os ácaros são perniciosos…
 
5  
A minha colecção de livros do António Torrado perdida numa das mudanças de casa da
minha vida… sniff…
 
 
 Uma vez mais não vou mencionar nomes, mas sintam-se à vontade para pegarem no desafio e fazerem dele vosso. Também não valia muito a pena estar a passá-lo directamente porque já estão muito bem distribuídos e quase toda a gente já respondeu... Faço uma excepção a este award simbólico com que a Cristiana , proprietária de um blogue que é um testemunho quotidiano muito interessante sobre o ritual de passagem que atravessa e se querem saber qual é... cliquem. E a Cristiana presenteou-me com este prémio:
*
 e ainda acrescentou que mo atribui porque penso. Obrigada Cristiana, às vezes até eu duvido disso e por isso é sempre bom alguém nos reafirmar esse facto (e estou a falar a sério). Obrigada
E este vou passá-lo às amigas blogueiras que, não só me fazem pensar, mas também, na individualidade dos seus blogs, me mostram complementaridades e outros pontos de vista e, por isso, integram essa diversidade fascinante e complexa de que é feita o género feminino (saiu bem, hem?). E aquelas que fazem pensar são... charam...
*
piratinha 
pipoca mais doce
sonjita
Clara
tg
fátima
miss m
grilinha
nat
framboesa
estupefacta
*
E termino aqui a esquecer-me, muito possivelmente, de mais mulheres que fazem pensar. Fica para a próxima!
__________________________________**_________________________________
Volte, voltei... só para acrescentar que também a dona do em busca do arco íris, o blogue mais xpto, em termos de design, e não só, da blogosfera inteira, me atribuiu este prémio (iupi!!!! já são duas... estou quase a acreditar...). Obrigada framboesa amiga, não sei se reparaste, mas também to atribui, antes de ir lá espreitar. Fica assim. Obrigada, obrigada, obrigada
E como me apetece teclar, mas estou cansada para pensar muito, vou pegar no outro troféu que a framboesa também me atribuiu e responder às questões porque sim, porque me apetecesse...
E o troféu desconcertante é este .
*
Primeiro pensei tratar-se de um engano e até reli, mas não, sou mesmo eu, era mesmo para mim! Contudo, ouvi dizer que muito blog distinto já tinha sido premiado... fiquei a sentir_me melhor. Se a própria framboesa também o recebeu... E com este vêm umas frases para nós completarmos tipo revista feminina ou destacável do jornal em Agosto... e como sempre que leio essas coisas me ponho a pensar o que responderia se me perguntassem, vou aproveitar a oportunidade. Portanto...
*
Ser brega é... ser pimba ou azeiteiro (como dizem no Norte) mas viver no Brasil
*
Na telinha, ser brega é... primeiro, telinha é televisão e pingolim são matraquilhos, certo? Então destaco como exemplo aquele apresentador histérico, do programa televisivo centrado no exercício alternativo da ménage à trois em que só era permitida a entrada a quem tivesse ausência ou quase ausência de dentes; tizesse uso rudimentar da língua portuguesa; usasse 70% de palavrões em cada frase; fosse perito em retirar, em público, excrecências do nariz ou ouvido; não lavasse o cabelo e gritasse como se o mundo fosse acabar ali.
*
Música brega é... a visão daquele menor de idade, a fazer lembrar o Joselito mas já decadente aos 10 anos, a cantar o seu êxito maior como se o mundo também fosse acabar ali e que fazia a devida ode ao peixe de fundo que vem da Noruega...
*
Roupa brega é... uma calça de licra 34 a asentar num rabo 42 (a imagem da minha vizinha persegue-me)
*
Lugar brega é... uma discoteca ao lado de uma lixeira (ali para os lados do Fogueteiro)
*
Filme brega é... o "Love Story" e o "Titanic", desculpem lá, mas lamechices assim, em vez de me fazerem chorar, fazem-me rir
*
Cantada brega é... não sei porque os intuo antes de abrirem a boca e na altura da cantada já fugi
*
Frase brega é... "o que tu queres sei eu" e outra com a qual fui presenteada um dia e ainda tenho pesadelos "não andes a pé, tenho aqui um elevador que te leva onde quiseres..."
*
Namorado brega é... qualquer fanático da bola daqueles que largam a vida toda para ir para a porta do estádio aos dias de semana dar "apoio" aos jogadores
*
Uma foto muito brega é... aquela que nos tiravam à entrada do Jardim Zoológico com um papagaio ao ombro e ele defecar no preciso momento em que a máquina disparava.
*
*
*E agora, sim, bom fim de semana!*
publicado por amulherdetrintaanos às 18:59
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3 comentários:
De sonjita a 5 de Maio de 2008 às 18:30
Obrigada, obrigada, obrigada.... ah... e obrigada!

BJokas grandes
De framboesa a 7 de Maio de 2008 às 09:03
è no fim do arco iris!qual em busca do arco iris...lol....ja me fizes-te dar uma valente gargalhada...e depois outras tantas c as tuas breguices e defeitos...ou pseudo defeitos...sim q ser preguiçosa, perfeccionista e cusca n é defeito (framboesa assobia pro lado...)

bjokas a parabéns pelos troféus :-)
De Clara a 7 de Maio de 2008 às 13:17
Sofia,

OBRIGADA amiga! Pelas palavras, pelo desafio aceite e pelo prémio.

um beijo do tamanho do universo


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