A mulher de 30 anos não era nascida no 25 de Abril de 74; não ouviu radionovelas e não vibrou com o Festival da Canção. A mulher de 30 anos tropeçou em dois séculos e está aqui! Também opina, ainda não é anciã e agora é mãe

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Terça-feira, 18 de Março de 2008

Discurso directo I e II (para poupar outros posts e porque finalmente consegui alinhavar um textito)

Como anunciei solenemente um post dedicado às mulheres e às motas para auto celebração do meu dia da mulher e como esse dia já passou, penintencio-me com o post prometido, esmerado no trato semântico, mas muito subjectivo na mesma porque eu não tenho paciência para uma investigação profunda sobre engenharia mecânica e design de motociclos. Por isso aqui vai e tenho dito. Se ocorrer pelo meio alguma imprecisão vocês avisem que eu sou muito tolerante à crítica. Se, como eu, não conduzem uma mota, mas já têm horas de assento equivalentes às exigidas para tirar o livrete de piloto aviador, podem sempre ler e opinar.
Primeiro ponto: a mota
 
Raparigas, se sois daquelas para quem um homem numa mota é a loucura ou então a mota já veio como acessório do vosso jeitoso ou, ainda, se vocês ou os vossos mininos decidiram agora adquirir uma... ATENÇÂO. Andar de mota não tem o encanto poético que se pensa tout court e, por vezes, principalmente em períodos de calor e muitos insectos, nem a aura mística e libertária que lhe atribuem porque, por exemplo, nos Diários de Che Guevara eles nunca engoliram um mosquito. 
 
Se ainda vão a tempo de opinar sobre a compra da dita, no caso de ser só um projecto, participem na decisão, vão ao stand e sentem-se em cima dela. Integrem o test drive se caso for: há motas desconfortáveis como o raio e o pior é que, se são desconfortáveis para o condutor, o pendura é sempre, mas sempre, o mais sacrificado.
 
Nas de pista, torçam logo o nariz (gritem, amuem, simulem um desmaio ou amuem se for preciso, pois a longo prazo é uma questão de sofrimento) face a um banco que remete o pendura para o topo da mota e cujos únicos apoios são umas pezeiras que vos fazem ir quase com os joelhos no queixo ou se a inclinação do banco é tal que sejam literalmente empurradas para cima do vosso motard. Ok, até pode ser estiloso, mas dói como tudo após 50 quilómetros em estrada e ficam com uma dor muscular de ir tanto tempo, literalmente, esborrachadas contra as costas do mocinho, com os braços esticados e as mãos, cai não cai, no depósito da gasolina. O mesmo para as shoppers (do tipo Harley Davidson) sofrem do mesmo, pois geralmente o banco traseiro é tão minimalista que vos deixa a circulação sanguínea bloqueada e uma sensação de dormência em tempo reduzido; contudo, têm a vantagem de ter umas pezeiras à altura mais ou menos ideal, proporcionando uma boa estabilidade da coluna.
 
As motas de turismo  são aqui eleitas como as melhores para o pendura porque, em grande parte dos modelos, o banco é mais direito, o assento das pezeiras mais ergonómico, o que significa uma optimização proporcional entre conforto e comodidade mais permanentes e resistentes à trepidação do veículo.
 
As motas mais utilitárias (que não são feitas só para estrada, mas sobretudo para percursos urbanos onde há buracos, curvas acentuadas e empedrados) têm geralmente um assento pouco generoso para o pendura, mas, em contrário, têm uma maior proporcionalidade entre a distância das pezeiras e o assento, o que faz com que as pernas não estejam demasiado esticadas, nem por demais encolhidas e o banco seja mais estável e não vos empurre para cima do condutor.
 
O ideal é uma mota onde vocês se sentem e consigam agarrar-se de lado (bancos sem aros para pendura agarrar é suficiente para vocês opinarem “next!”), onde o vosso tronco permaneça direito (em ângulo de 45 graus com as perninhas) e consigam agarrar a barriguinha do motard. Caso a mota eleita não tenha encosto existe sempre a possibilidade de colocação de uma mala traseira que, na maioria dos modelos disponíveis, traz um encosto estofadinho para os penduras. Grande atenção também à posição do escape no veículo: nunca adquiram uma onde as vossas pernas distem apenas uns centímetros do escape! Quanto mais perto estiver do corpo, mais probabilidades há de, com um descuido, irem lá tocar e se queimarem na perna.
 
Se estão a ponderar comprar uma ou se ainda vão a tempo de participar na aquisição de mota alheia, estes factores são determinantes para o vosso bem-estar futuro.
Eu discorro sobre isto, mas ando sentada numa FZ6N da Yamaha que só me dá tranquilidade às costas se for a percorrer uma auto-estrada. Numa estrada nacional é mais um contributo significativo para a minha escoliose... E tanto parlapié sobre o vestuário e nesta foto nem tenho o meu casaco Nirvana com gore-tex, nem as minhas botas da tropa para dar o exemplo... Para a próxima mostro os ditos...
 
Segundo ponto: o vestuário
 
Este é mesmo muito importante e vai, em muito, para além da parte estética.
 
Segue uma lista de coisas perniciosas para quem se for encavalitar numa mota. Estão banidos os seguintes itens:
 
  • as saias ou os vestidos. Pois, eu sei que parece mentira, mas eu já vi e digo-vos que não é bonito. Para além de exigir uma flexibilidade de ginasta russa para conseguirem subir e permanecer em cima do assento, pode acontecer algo mais grave como, por exemplo, prenderem tecido à correia ou à roda (eu estava a pensar em saias compridas, mas já vi uma jeitosa com saia curta). Já nem menciono o estado das pernas se caírem;
 
  • as havaianas, chinelos, sandálias e saltos altos são proibidos. Caso a mota derrape e caia, mesmo que a queda seja “pequena”, são sempre os pés, os primeiros a sofrer! Para além disso, a deslocação do vento traz outras maravilhas consigo, os insectos: quem nunca experimentou levar com uma abelha na cara a grande velocidade que diga que não tenho razão! E nos pés também dói! Conselho: sapatos ou ténis resistentes; mas o preferível é também proteger o tornozelo com umas botas robustas e, se não quiserem gastar dinheiro em equipamento especializado, umas biqueira de aço resolvem bem a questão. Partindo para outra extremidade corporal: nunca, mas nunca esquecer de usar e proteger as mãos com umas luvas protectoras adequadas para a motoqueirise.

  • roupas largas é para esquecer se não quiserem ser levadas pelo vento ou que alguém vos aviste, qual balão semi cheio, em andamento: é desconfortável e irão todo o percurso a fazer um esforço extra para manter o equilíbrio. Dentro desta categoria entram casacos tipo kispo, de penas, polares e tudo o que não seja justo e deixe o ar entrar. Aqui sugiro que invistam num casaco de uma marca especializada em equipamento para motas e o adeqúem à vossa silhueta porque, para além, de virem munidos com forro e com protecções extra para locais anatómicos frágeis (clavícula, cotovelo e costas; fáceis de retirar e colocar) são impermeabilizadas com um material designado de gore-tex, sendo muito quentes, ajudam a conservar a temperatura corporal e, se levarem uma chuvada, resistem muito tempo secas. Atenção, estes casacos são sempre mais volumosos: manda o coding dress que para baixa estatura se opte por um modelo mais cintado e curto e, para estaturas mais altas (o meu caso) um casaco cintado, mas mais comprido (pela anca); caso contrário, as primeiras ficam a parecer uns ursinhos e as segundas habilitam-se a ficar com as costas à mostra. Rondam os 450/550 euros, mas a durabilidade, conforto e segurança compensam;
 
  • capacetes largos, nunca. O capacete é a peça fundamental da actividade motoqueira e a sua importância é totalmente relacionada com a segurança. O ideal será o modelo clássico fechado (certificado) que protege toda a cabeça, maxilares, orelhas e base do crânio. A ideia de que para a praia ou viagens curtas se podem usar os vulgarmente designados “penicos” ou “capacetes de jockey” não tem nenhum sentido porque os acidentes acontecem e são imprevisíveis, logo, o melhor é protecção sempre, mesmo que para isso se sintam com calor e um pouco de claustrofobia. Como qualquer outro acessório, os capacetes têm medidas adequadas a cada crânio e, por isso, é tudo uma questão de experimentar. O melhor capacete é aquele que vos parecer extra-apertado na primeira vez que o experimentem: as esponjas interiores terão de vos espalmar as bochechas e a viseira deve ficar, literalmente, centrada entre a parte baixa da testa e o meio do septo nasal. O teste final para confirmarem a adequação total à vossa cabeça faz-se com outra pessoa a abanar furiosamente o vosso capacete já colocado, para a direita e para a esquerda. É à vossa medida se ele não abanar e permanecer centrado. Não se preocupem que, com o tempo e o uso, uns dias depois, o capacete já se adequou à vossa tola e torna-se mais confortável. Apesar de existirem muitos modelos e marcas no mercado; os que melhor equilibram a qualidade e o custo são os Arai e os Shoey. A partir de 300euros, mas como só temos uma cabeça, vale sempre a pena.
 
 
 

Cenas dos próximos capítulos (para ler com entoação de novela brasileira):

 questões femininas prementes que “só lembram às mulheres” porque a parte do cérebro masculino que se devia lembrar dessas coisas é a menos desenvolvida (esta foi mazinha) e uma listinha de sites e blogs sobre o tema muito simpáticos.

sinto-me: até ia dar uma volta de mota
publicado por amulherdetrintaanos às 22:17
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6 comentários:
De sonjita a 19 de Março de 2008 às 00:19
Bem, com estas dicas todas de motas deixaste-me a pensar... quando andei de mota pela última vez? Pois é... apesar de gostar (sem exagero na velocidade) é um caso que que raramente acontece na minha vida... não sei bem quando foi a última vez mas já devem ter passado mais de 10 aninhos (Jesus... o tempo passa).... Proximo objectivo, ANDAR DE MOTA
Bjokas
De amulherdetrintaanos a 21 de Março de 2008 às 22:03
Olha... bem lembrado! Esqueci-me de referir a velocidade. Eu não sou mesmo adepta de maluqueiras na estrada e o excesso de velocidade está mesmo riscado das minhas práticas. O meu motoqueiro tem essa excelente qualidade que é a responsabilidade na condução e essa é, concerteza, uma das razões pelas quais, apesar de não ter muita paciência para andar sempre, ainda me faz gostar. Bjs e bom fim de semana!
De framboesa a 19 de Março de 2008 às 14:22
pronto...resolves-te mais um dos meus milhentos dilemas existenciais...andar ou não de mota....Quer dz, em pikena andei mt de mota, numa vespa td catita, mas era mm pq n tinhamos carcanhol para comprar um carrito...não sei se fikei trauatizada, mas as minhas nalgas nc mais assentaram numa mota...e tu ainda vies-te ajudar á festa: ando imensas vezes de saia e vestido, saltinho alto e sandaloca, n gosto de mosquitos, e mm com o teu amplo esforço continuo a não distinguir as motas entre si...por isso minha amiga....tiras-te-me mais um problema dos ombros, o facto de eu n andar de mota!por isso se n te importas vou ali riscar este item da lista dos afazeres adiados...lol


bjokas e boa páscoa
De amulherdetrintaanos a 21 de Março de 2008 às 22:05
he, he, he... de nada, mas olha que devias experimentar um dia. Vai na volta até gostas! E depois de um passado de "clássicos" (pois, que hoje a vespa já é um clássico) bem que podias saborear uns mosquititos em andamento mais veloz! O post não era para desmotivar... Bom fim de semana e... prolongado!!! Bjs
De Clara a 20 de Março de 2008 às 09:56
Adorei o teu post ! Como também sou motard, às vezes vemos "coisas" um bocado...estranhas. Mas nunca tinha visto meninas de saias. Só na concentração de Faro, mas isso era outra coisa :-)

O que mais me impressiona é ver meninas numa mota de pista (sim, é verdade, ficamos em cima dos meninos!) a usarem calças de cinta descida e com um casaquinho curtinho. Ora bem, a visão que fica é metade do rabiosque de fora (quando usam calcinha fio dental) ou um palmo de cueca de avozinha , para além de imaginar o frio que elas devem apanhar!! Ser motard é sexy por natureza, não é preciso usar mais artifícios !!!

Como também já caí de mota, usar umas boas calças e umas boas botas é fundamental. O resultado da minha queda foi "só" uma rotula do joelho deslocada. Se não tivesse umas boas calças, imagino o que seria das minhas lindas pernas rrrrrrr )

Mas o que me tira o sono é a escolha do casaco. A tua dica foi preciosa! Como sou para o baixo, nem todos os casacos assentam bem. Mas agora com a tua dica, já sei o modelo que me assenta melhor.

Outra coisa que me tira o sono é como arrumar (sim, arrumar!) o raio do cabelo. É um dilema que dura anos!! Se o deixo fora do capacete, é um atentado capilar. Só para o conseguir pentear é necessário uma hora e sempre a gemer de dor. Se faço um rabo de cavalo, a coisa dura pouco tempo, porque passado 10 km , já está a voar livremente fora do capacete. Tens alguma dica?

(Aquelas cenas que vemos nos filmes em que a rapariga tira o capacete e o cabelo está como se tivesse ido ao cabeleireiro é uma valente treta!!)

Beijinhos.
De amulherdetrintaanos a 21 de Março de 2008 às 22:10
Ah, ah... o cabelo vem no post seguinte que isso da moçoila a retirar o capacete e com um cabelo pantene a cair soltinho é pura mentira e publicidade enganosa!!! Não podia mesmo deixar de referir tamanho dilema, ah pois não! Não há nada pior do que cair de mota. Só me aconteceu uma vez, mas foi horrível, não que me tivesse magoado foi mais pela humilhação social: íamos em grupo e numa rotunda molhada a mota cai para o lado: eu ia de vestido comprido com uma sainha muito évasé (!), a qual subiu todinha e olha fiquei deitada na rotunda com a dita subida e os joelhos todos arranhados (o que já não me acontecia desde os 9 anos, por aí), daí a minha resistência à concordância "mota+saia" E para o próximo post sai uma foto do meu casaquinho motard com o qual estou muito contente, pois, para além de dar para o verão e para o inverno, faz-me sentir deveras protegida!!! Ainda bem que gostaste do post... Bjs e bom fim de semana!

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