A mulher de 30 anos não era nascida no 25 de Abril de 74; não ouviu radionovelas e não vibrou com o Festival da Canção. A mulher de 30 anos tropeçou em dois séculos e está aqui! Também opina, ainda não é anciã e agora é mãe

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Boa noite,Como a entendo.Uma coisa é fazer o "que ...
É tão giro encontrarmos desenhos antigos, retratam...
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Terça-feira, 25 de Março de 2008

Televisão desligada/ burrice arrumada

Acabei de inventar um novo provérbio em proporção à estupidificação lenta a que a RTP me sacrificou nos últimos dois dias!

 

 

Uma pessoa ainda pensa que, face à contundente parvoíce da programação pós jantar da sic e da tvi, podia ter uma alternativa interessante televisiva para o seu fim do jantar em família e ir-se tentando a adivinhar respostas correctas a perguntas difíceis.

Isto seria bem pensado, especialmente no meu caso que tenho um televisor de estilo clássico ou se preferirem bastante antigo, do tempo em que eu era teenager e em que nele visionava esse mítico programa que se chamava pop off. Ora se o meu televisor pelo estado avançado da idade e do uso já desenvolveu algumas manhas, do estilo de só captar bem 3 canais e não conseguir sinal para a rtp2 (!) e, mesmo assim, ter de levar umas belinhas de vez em quando, já para não referir que, a bem dizer, apenas funciona com toda a excelência se ninguém, na cozinha, se mover... Pois, seria assim uma alternativa fiável não fosse o estado de acéfala ignorância daqueles marmanjos e marmanjas que concorrem!

Ontem levei com uma concorrente que, logo na 2ª pergunta, afirma: "Bem... esta é difícil..." (respiração funda para dar legitimidade à ignorância em estado puro de que é portadora evidente) "Sinceramente... nunca ouvi falar...".

A pergunta era que género é o "western spaguetti"! Literário, musical, cinematográfico e outro. Pediu uma ajuda... e entretanto os telespectadores foram massacrados com piadas do género "os cowboys se calhar gostam de esparguete" e "será nome de prato..."

A seguir segue-se a pérola... "Maria Helena Vieira da Silva era uma pintora, pianista, escritora e outra"... Nova crise existencial.

O pior é que esta gente ainda sai dali a comentar para quem a quiser ouvir alguma alarvidade parecida com "Fogas-se, pá, tive azar, só me calharam perguntas difíceis!"... E a família ainda a apoiar quando o que ela merecia era ser fechada num quarto com uma estante de livros e sem jantar, depois de escrever 5 000 vezes num caderninho a máxima socrática do "ignorante é aquele que não sabe e não quer saber".

Segue-se outro nesta voltinha deprimente do carrocel televisivo com o Jorge Gabriel a aguentar aquilo e a ficar incontinente de cada vez que a pergunta é de desporto...

Pergunta: "Corolário" é sinónimo de origem, resultado, consequência e outro. Grande esforço intelectual do concorrente... vê-se no rosto a materialização da ansiedade... a pergunta é ífícil, afinal é para 100 euros... suspiros... não pede a ajuda, mas atira que não tendo a certeza vai arriscar porque "o giro é arriscar"...

Eu confesso que me irrito. Este programa dá-me conta do sistema nervoso.

Hoje... desisti. Então a criatura tem como alternativas para a pergunta, quem é o autor dos albúns "Alma Mater" e "Passion", o Fausto, o Rodrigo Leão e outros dois que já bloqueei devido ao choque e pergunta ao apresentador: "O Rodrigo Leão é brasileiro, não é?"

O que é isto?! Eu até sei que na essência da questão colocada estava o facto de que a caramela confundiu o Rodrigo Leão (outrora rapaz dos Sétima Legião") pelo filho do epiléctico- dinâmico-de-sotaque-intercontinental que tem quase um dialecto próprio e que canta ferosmente o seu último albúm em mirandês É para rir!!! Como é que estes produtores escolhem os concorrentes? Vão a uma gruta no meio da serra encontrar este pessoal?!

Isto não é a ser mesquinha ou desdenhosa ou mazinha só por ser. Não há nada mais triste do que arrastarmos a nossa ignorância em público, mesmo que para isso se argumente ganhar dinheiro ou nem que para isso... O pior é que estas pessoas nem devem ter consciência do quão triste, deprimente e chocante é o seu tipo de ignorância que somente existe porque a alimentação do espiríto há muito que sofre de anorexia, e eles nem sabem. Se existem autómatos cerebrais, o programa "Quem quer ser milionário" dá a oportunidade de exibirem para os outros a vossa falta de tudo e então os parâmetros vão descendo, descendo, descendo até aquilo perder o pouco potencial que tinha.

 

E não, eu não concorro a estes programas porque, apesar de ter consciência de que ninguém sabe tudo, também sei que o nível aleatório das perguntas deve ser lixado e o meu terror é calhar-me uma questão da ciência antropológica a que eu não saiba responder correctamente. Por isso e apesar dos 250 mil euros fico em casa. E também não é sinal de cobardia, é sintoma de bom senso.

 

 

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publicado por amulherdetrintaanos às 22:02
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Sexta-feira, 21 de Março de 2008

Experiência

Inscrevi-me num site que pede para postar isto.

 

<a href="http://technorati.com/claim/uqmcwu694d" rel="me">Technorati Profile</a>

 

Já o fiz agora vou aguardar pelos resultados. Desculpem lá isto não sair nada de jeito, mas estou com pressa que vou dançar e meter-me nestas novas tecnologias sem ter tempo é o que dá.

publicado por amulherdetrintaanos às 23:11
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Terça-feira, 18 de Março de 2008

Discurso directo I e II (para poupar outros posts e porque finalmente consegui alinhavar um textito)

Como anunciei solenemente um post dedicado às mulheres e às motas para auto celebração do meu dia da mulher e como esse dia já passou, penintencio-me com o post prometido, esmerado no trato semântico, mas muito subjectivo na mesma porque eu não tenho paciência para uma investigação profunda sobre engenharia mecânica e design de motociclos. Por isso aqui vai e tenho dito. Se ocorrer pelo meio alguma imprecisão vocês avisem que eu sou muito tolerante à crítica. Se, como eu, não conduzem uma mota, mas já têm horas de assento equivalentes às exigidas para tirar o livrete de piloto aviador, podem sempre ler e opinar.
Primeiro ponto: a mota
 
Raparigas, se sois daquelas para quem um homem numa mota é a loucura ou então a mota já veio como acessório do vosso jeitoso ou, ainda, se vocês ou os vossos mininos decidiram agora adquirir uma... ATENÇÂO. Andar de mota não tem o encanto poético que se pensa tout court e, por vezes, principalmente em períodos de calor e muitos insectos, nem a aura mística e libertária que lhe atribuem porque, por exemplo, nos Diários de Che Guevara eles nunca engoliram um mosquito. 
 
Se ainda vão a tempo de opinar sobre a compra da dita, no caso de ser só um projecto, participem na decisão, vão ao stand e sentem-se em cima dela. Integrem o test drive se caso for: há motas desconfortáveis como o raio e o pior é que, se são desconfortáveis para o condutor, o pendura é sempre, mas sempre, o mais sacrificado.
 
Nas de pista, torçam logo o nariz (gritem, amuem, simulem um desmaio ou amuem se for preciso, pois a longo prazo é uma questão de sofrimento) face a um banco que remete o pendura para o topo da mota e cujos únicos apoios são umas pezeiras que vos fazem ir quase com os joelhos no queixo ou se a inclinação do banco é tal que sejam literalmente empurradas para cima do vosso motard. Ok, até pode ser estiloso, mas dói como tudo após 50 quilómetros em estrada e ficam com uma dor muscular de ir tanto tempo, literalmente, esborrachadas contra as costas do mocinho, com os braços esticados e as mãos, cai não cai, no depósito da gasolina. O mesmo para as shoppers (do tipo Harley Davidson) sofrem do mesmo, pois geralmente o banco traseiro é tão minimalista que vos deixa a circulação sanguínea bloqueada e uma sensação de dormência em tempo reduzido; contudo, têm a vantagem de ter umas pezeiras à altura mais ou menos ideal, proporcionando uma boa estabilidade da coluna.
 
As motas de turismo  são aqui eleitas como as melhores para o pendura porque, em grande parte dos modelos, o banco é mais direito, o assento das pezeiras mais ergonómico, o que significa uma optimização proporcional entre conforto e comodidade mais permanentes e resistentes à trepidação do veículo.
 
As motas mais utilitárias (que não são feitas só para estrada, mas sobretudo para percursos urbanos onde há buracos, curvas acentuadas e empedrados) têm geralmente um assento pouco generoso para o pendura, mas, em contrário, têm uma maior proporcionalidade entre a distância das pezeiras e o assento, o que faz com que as pernas não estejam demasiado esticadas, nem por demais encolhidas e o banco seja mais estável e não vos empurre para cima do condutor.
 
O ideal é uma mota onde vocês se sentem e consigam agarrar-se de lado (bancos sem aros para pendura agarrar é suficiente para vocês opinarem “next!”), onde o vosso tronco permaneça direito (em ângulo de 45 graus com as perninhas) e consigam agarrar a barriguinha do motard. Caso a mota eleita não tenha encosto existe sempre a possibilidade de colocação de uma mala traseira que, na maioria dos modelos disponíveis, traz um encosto estofadinho para os penduras. Grande atenção também à posição do escape no veículo: nunca adquiram uma onde as vossas pernas distem apenas uns centímetros do escape! Quanto mais perto estiver do corpo, mais probabilidades há de, com um descuido, irem lá tocar e se queimarem na perna.
 
Se estão a ponderar comprar uma ou se ainda vão a tempo de participar na aquisição de mota alheia, estes factores são determinantes para o vosso bem-estar futuro.
Eu discorro sobre isto, mas ando sentada numa FZ6N da Yamaha que só me dá tranquilidade às costas se for a percorrer uma auto-estrada. Numa estrada nacional é mais um contributo significativo para a minha escoliose... E tanto parlapié sobre o vestuário e nesta foto nem tenho o meu casaco Nirvana com gore-tex, nem as minhas botas da tropa para dar o exemplo... Para a próxima mostro os ditos...
 
Segundo ponto: o vestuário
 
Este é mesmo muito importante e vai, em muito, para além da parte estética.
 
Segue uma lista de coisas perniciosas para quem se for encavalitar numa mota. Estão banidos os seguintes itens:
 
  • as saias ou os vestidos. Pois, eu sei que parece mentira, mas eu já vi e digo-vos que não é bonito. Para além de exigir uma flexibilidade de ginasta russa para conseguirem subir e permanecer em cima do assento, pode acontecer algo mais grave como, por exemplo, prenderem tecido à correia ou à roda (eu estava a pensar em saias compridas, mas já vi uma jeitosa com saia curta). Já nem menciono o estado das pernas se caírem;
 
  • as havaianas, chinelos, sandálias e saltos altos são proibidos. Caso a mota derrape e caia, mesmo que a queda seja “pequena”, são sempre os pés, os primeiros a sofrer! Para além disso, a deslocação do vento traz outras maravilhas consigo, os insectos: quem nunca experimentou levar com uma abelha na cara a grande velocidade que diga que não tenho razão! E nos pés também dói! Conselho: sapatos ou ténis resistentes; mas o preferível é também proteger o tornozelo com umas botas robustas e, se não quiserem gastar dinheiro em equipamento especializado, umas biqueira de aço resolvem bem a questão. Partindo para outra extremidade corporal: nunca, mas nunca esquecer de usar e proteger as mãos com umas luvas protectoras adequadas para a motoqueirise.

  • roupas largas é para esquecer se não quiserem ser levadas pelo vento ou que alguém vos aviste, qual balão semi cheio, em andamento: é desconfortável e irão todo o percurso a fazer um esforço extra para manter o equilíbrio. Dentro desta categoria entram casacos tipo kispo, de penas, polares e tudo o que não seja justo e deixe o ar entrar. Aqui sugiro que invistam num casaco de uma marca especializada em equipamento para motas e o adeqúem à vossa silhueta porque, para além, de virem munidos com forro e com protecções extra para locais anatómicos frágeis (clavícula, cotovelo e costas; fáceis de retirar e colocar) são impermeabilizadas com um material designado de gore-tex, sendo muito quentes, ajudam a conservar a temperatura corporal e, se levarem uma chuvada, resistem muito tempo secas. Atenção, estes casacos são sempre mais volumosos: manda o coding dress que para baixa estatura se opte por um modelo mais cintado e curto e, para estaturas mais altas (o meu caso) um casaco cintado, mas mais comprido (pela anca); caso contrário, as primeiras ficam a parecer uns ursinhos e as segundas habilitam-se a ficar com as costas à mostra. Rondam os 450/550 euros, mas a durabilidade, conforto e segurança compensam;
 
  • capacetes largos, nunca. O capacete é a peça fundamental da actividade motoqueira e a sua importância é totalmente relacionada com a segurança. O ideal será o modelo clássico fechado (certificado) que protege toda a cabeça, maxilares, orelhas e base do crânio. A ideia de que para a praia ou viagens curtas se podem usar os vulgarmente designados “penicos” ou “capacetes de jockey” não tem nenhum sentido porque os acidentes acontecem e são imprevisíveis, logo, o melhor é protecção sempre, mesmo que para isso se sintam com calor e um pouco de claustrofobia. Como qualquer outro acessório, os capacetes têm medidas adequadas a cada crânio e, por isso, é tudo uma questão de experimentar. O melhor capacete é aquele que vos parecer extra-apertado na primeira vez que o experimentem: as esponjas interiores terão de vos espalmar as bochechas e a viseira deve ficar, literalmente, centrada entre a parte baixa da testa e o meio do septo nasal. O teste final para confirmarem a adequação total à vossa cabeça faz-se com outra pessoa a abanar furiosamente o vosso capacete já colocado, para a direita e para a esquerda. É à vossa medida se ele não abanar e permanecer centrado. Não se preocupem que, com o tempo e o uso, uns dias depois, o capacete já se adequou à vossa tola e torna-se mais confortável. Apesar de existirem muitos modelos e marcas no mercado; os que melhor equilibram a qualidade e o custo são os Arai e os Shoey. A partir de 300euros, mas como só temos uma cabeça, vale sempre a pena.
 
 
 

Cenas dos próximos capítulos (para ler com entoação de novela brasileira):

 questões femininas prementes que “só lembram às mulheres” porque a parte do cérebro masculino que se devia lembrar dessas coisas é a menos desenvolvida (esta foi mazinha) e uma listinha de sites e blogs sobre o tema muito simpáticos.

sinto-me: até ia dar uma volta de mota
publicado por amulherdetrintaanos às 22:17
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Quinta-feira, 13 de Março de 2008

O poder latente das insignificâncias

Obrigada piratinha pela passagem de tão dinâmico desafio que aceito concerteza e de bom grado, apesar de não estar com muita energia para postar hoje. Também é verdade que isto é um bocado puxado porque uma pessoa tem de estar a auto centrar-se e eu ando um bocado tipo a Shirley Maclaine no seu período mais kármico... Isto deve ter sido do excesso de debates, tertúlias e encontros da "semana da mulher" a que, por imperativos profissionais uns, outros por interesse, acabei por assistir nas últimas semanas. Foi muito feminismo prec-iano, três marias, sufragistas e afins... estou esgotada!

 

As minhas insignificâncias não são nada insignificantes, lamento. Das mesmo insignificantes acho que nem as consigo enumerar ou relembrar... Factos incontornáveis e idiossincráticos da minha pessoa, é o que é, mas cá vai...

 

A primeira é atulhar a "minha" cadeira do quarto com roupa usada/não suja até ter um molhinho considerável que cai quando o meu gato salta par o seu topo. A segunda é ser hiper organizada e até já me apelidarem de mailing list ambulante: desenvolvi a minha própria tabela de contactos do access a que não escapa ninguém que, profissionalmente, me tenha apenas dito "olá" uma única vez. A terceira é levemente psicossomatizar qualquer desconforto social e sabê-lo. A quarta é lavar roupa de forma furiosa e eficaz de cada vez que estou verdadeiramente feliz; uma espécie de auto-celebração. A quinta é beber café de manhã esteja eu onde estiver e a que horas acordar, caso contrário o meu cérebro auto congela (mas não com os benefícios da criogenia). A sexta é, antes do café, levar sempre um iogurte líquido enquanto desço as escadas do meu prédio e acabar de bebê-lo no carro, coleccionando assim um conjunto impressionante de garrafas de danacol para combate do colesterol, com sabor a morango, em todas as malas e compartimentos do carro. A sétima é acumular todas as malas que já alguma vez tive na vida e estar num ponto em que não tenho mais sítios para as arrumar. A última que me lembro é fazer um som de porco quando gargalho a sério e haver sempre alguém que instantaneamente o comenta em voz alta.

 

*Tenho a sensação que com a história da roupa e dos iogurtes passo por pouco higiénica o que não corresponde, em nada, à verdade, pois sou uma rapariga muito limpinha, cheirosa e arrumadinha... mas também, quem liga? é insignificante também.

sinto-me: quase um livro aberto
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publicado por amulherdetrintaanos às 23:01
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Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Estou em estado de choque...

Estas coisas deixam-me banzada.

 

Então não li que o mocinho dos Marginais do Coppola e deste clássico que aqui vos deixo o clip está às portas da morte?! Literalmente. Segundo o Correio da Manhã (humm...) tem 5 semanas de vida. Cinco!

 

Eu nem sei o que fazia se algum médico se virasse para mim com esta notícia. Nem quero pensar nisso.

 

Mas não consigo deixar de pensar. O homem ainda é novo, pá. E tem uma doença terminal e galopante diagnosticada em Janeiro e a coisa é assim tão rápida?!

 

Eu tenho esta mania de negar evidências, ainda para mais quando mete mortalidade ao barulho, mas fiquei incomodada. Incomodada porque "quem está vivo tem de morrer", mas assim... a contar dias no calendário... e o último a aproximar-se... Que crueldade.

 

Até fiquei com vontade de revisitar o período mais kitch da minha vida até ao momento quando, há uns valentes 16 anos atrás, eu tinha gravado em VHS este filme (um nadinha tangoso) mas que me despertava inúmeras fantasias românticas e o visionava com as minhas amigas igualmente deslumbradas... E concerteza não só a mim porque aos 13/14 anos todos nós fomos um pouquito parvos. E pronto, lá fui eu ao you tube relembrar-me desta cena do Dirty Dancing que eu tentei, sem bons resultados, executar com o meu primo mais novo, nessa altura, pois que se fosse hoje mandava-me internar...

 

 

sinto-me: muito pouco imortal
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Domingo, 9 de Março de 2008

Power to the people!

Eu sei que ainda não postei uma linha de jeito acerca do tema "mulheres e motas", mas este clima de atropelamento dos direitos adquiridos deixa-me...

 

- sem inspiração para certas coisas...

- solidária com qualquer classe profissional que, neste clima, de autismo governamental se queira fazer ouvir;

- com vontade de entrar em greve durante uma semana, pelo menos (mais vale receber pouco no fim do mês do que, qualquer dia, olhar para a carteira e não ver nada...);

- projectar-me daqui a dez anos, com o custo de vida a aumentar, e o ordenadinho igual a quando comecei a trabalhar precariamente num call center e com muito menos segurança, se tal for possível...

 

 

A manifestação de ontem deixa transparecer mais do que um mero protesto e ainda bem. Para a nossa consciência cívica foi um injecção de adrenalina. Por isso e por sermos tão complacentes é que a manifestação/marcha de ontem foi tão significativa e contundente. As pessoas estão a ficar impacientes, angustiadas e fartas! Com orgulho se viu uma mobilização espectacular de um grupo profissional que, sem dúvida, merece mais do governo. Mais respeito, mais abertura ao diálogo, mais dignidade, mais coerência, mais educação... no trato. A educação é, mais do que um valor, um acto que relaciona opinião pública, governo, sindicatos e indivíduos que profissionalmente são responsáveis, no fim, pela qualificação de recursos humanos do país. 

 

Portugal teve tempo para desenvolver um sistema de ensino. O seu sistema de ensino. Mas não, este país tresanda de miscelâneas de modelos de educação importados e mal de realidades diferentes. A educação não é um assunto estanque. A educação reflete e é reflexo de áreas estruturais como a economia, a política e todo o tecido social. Em trinta anos ninguém pensou em projectar o país nas mudanças que o desenvolvimento de novas tecnologias da informação e alterações sócio-políticas mundiais faziam adivinhar... diásporas na Europa, conflitos mundiais, internet, economia!!!

 

Este país (que qualquer dia não é mesmo para velhos) contou com uma adversidade na sua vivência democrática tão recente e, hoje, tão desnorteada e frágil, essa perversa dialéctica entre PS e PSD que, como qualquer casal, se foi habituando à prevalência de um sob o outro e a uma rotatividade governamental previsível e cíclica. Diz o Jorge Palma que "a dependência é uma besta que dá cabo do desejo e a liberdade é uma maluca que sabe quanto vale um beijo". Pois é mesmo isso e a educação reflecte-o, dependentes um do outro para se afirmarem e habituados a "agora és tu, mas depois já sei que sou eu"... Reformas, reformas, reformas sempre e a mil à hora. E atenção, nesta situação de alcançar o santo graal (que seria a educação de excelência, quero eu acreditar), os professores e os alunos são as marionetas.

 

Eles e nós que pagamos impostos e estaremos para sempre, inevitavelmente dependentes do que daí resultar. Nem quanto ao papel do aluno alguma vez o conseguiram definir... trabalha-se por projecto, deixa-se a liberdade criativa aos meninos... não agora não, eles já não precisam de aprender a tabuada a decorar... vá agora vão ensinar aos meninos com desenhos e experiências da vida real... mais autonomia aos alunos... mais criatividade... menos responsabilidade... a culpa de serem irresponsáveis é dos professores... Opá, hoje em dia os professores são culpados de todos os males do mundo pela opinião pública. É excessivo e injusto. E a culpa nem é da "educação", não, a culpa é da falta de abertura ao consenso por parte do governo que, manda no Ministério e cuja ministra obedece a um projecto pré definido. Por isso, não concordo na principal reivindicação que ontem ecoou mesmo alto onde se pedia a demissão da ministra, somente porque ofusca a melhor solução, a meu ver, a revisão do estatuto do docente e o método de avaliação. Isto não se revolve a demitir a ministra para ficar tudo tipo pantâno, parado em stand by (como na Saúde) só para amainar os ânimos (que bonita a palavra amainar, deve ser dos meus genes piscatórios) com outro ministro/a a fazer tempo até às eleições para depois passar a batata quente ao próximo governo do outro partido que, por sua vez, prometerá nas eleições a "mudança" e nunca a concretizará defacto, mas com uns pozinhos e toques diferentes, cumpre o que estava e quem se lixa é a opinião pública que anda distraída e aborrecida com outros decretos que saem mais caladinhos e a que a nossa comunicação social não dá destaque e que colocam, classe profissional atrás de classe profissional, reformados e deficientes, as pessoas que investiram na sua formação, vocês, os vossos filhos, os vossos pais com uma qualidade de vida terceiro mundista, sem emprego ou saída profissional, hiper qualificada (!) para nada...

 

Essa massa humana constituída por todos nós divide-se hoje entre o considerar que os professores e os outros funcionários públicos são uma "elite" e aqueles que, como eu, consideram que deveriam servir de barómetro e argumento usado pelo Estado para padronizar ordenados e regalias sociais ao tecido económico e empresarial do país, elevando qualidade vida, protecção social e garantia das necessidades básicas dos indíviduos que o sustentam : alimentação, educação, integração, apoio social e emprego. Para todos. Todos aqueles que estão neste país, descontam ou trabalham, nascem ou morrem ( e já agora era tempo de redefinir o Estatuto de Exilado e adaptá-lo a 2008, não?!).

 

Um exemplo: enquanto andam os professores a reivindicar, aos outros funcionários públicos reviram as categorias, adaptaram-nas e baixaram as remunerações "reais" drasticamente. Aumentaram categorias a um nível surrealista, de modo a que ninguém consiga lá chegar em tempo útil de vida (em média, 140 anos para chegar ao escalão máximo e isto só durante os anos de trabalho. Para quem entrar é super revigorante, pois deve querer dizer que a média de vida aumentará, pelo menos, até aos 140 anos!). No fim de tudo, as subidas de esclão passam a estar dependentes de um sistema de avaliação muito recente: depende da classificação de serviço que é uma avaliação com cotas. Os excelentes, a nota máxima, estão condicionados a 5% por categoria. Esta notícia saiu pela comunicação social direitinha à opinião pública como se o importante fosse a subida remuneratória dos últimos escalões (a que quase ninguém vai chegar). O perverso é que às categorias mais baixas dos diversos escalões foi-lhes reduzida em cerca de 12% a remuneração. Isto é aumentar a qualidade de vida onde?!

 

Isto está escrito tudo corridinho e tenho a sensação saramaguiana de não ter colocado muitas vírgulas... paciência.

publicado por amulherdetrintaanos às 22:40
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Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Discurso directo: o estilo e a forma

Ah? Ganda título! Agora a ver se o conteúdo lhe faz o devido merecimento...
 *
Ora bem, este fim de semana tive uma ideia maravilhosa e muito prática para um post e nem vou mencionar onde (incrível como nos lembramos de estórias para postar nos sítios e momentos mais inesperados).
 *
Isto vai ser uma incursão experimental e única numa temática que não é do meu domínio (tipo "moda motard, últimas tendências"), quer por uma ausência total de capacidade de sistematização sobre o tema, quer porque me faltam muitos e bons conhecimentos sobre o mesmo e assim deixo o “seu a seu dono” e que, neste caso, são os blogs especializados em moda.
*
Junta-se a esta minha ideia iluminada (que só deve fascinar a minha pessoa) o facto de vir aí um daqueles dias calendarizados bem tótós e cai mesmo bem. Por isso, homens e mulheres, se bem que a minha perspectiva sobre o assunto seja mais feminina, aguentem lá uma semana inteira com posts sobre... Mulheres e Motas!!!  E vai saindo tipo catarse porque isto são muitos anos a levar com o assunto e agora direi de minha justiça.
*
 Isto é uma excepção e irei discorrer sob uma matéria da qual percebo muitoooo (daí o “discurso directo”) num conhecimento adquirido através da prática e que relaciona duas coisas das quais percebo mais ou menos: mulheres e motas.
*
E porquê?
*
Porque vê-se cada erro crasso com pernas em cima de uma mota (geralmente à pendura) que até mete dó e vai daí pensei em partilhar com o mundo a minha experiência, quase decana, de “pendura” motard que é como quem diz “daquela que vai sentada atrás do motard, toda torta e de joelhos enregelados”.
*
Isto terá três partes (e este post não conta) caso eu tenha tempo. A ver se a coisa corre bem...
*

Como prova da minha vasta experiência motard, eu sou aquela pendura na segunda mota a contar da esquerda que está atrás da do rapaz da mota vermelha e respectiva pendura...
*
*
* ainda estão para perceber o que é que o título tem a ver com o tema? Também eu, mas saiu tão perfeitinho que não o vou alterar e é como tudo, encontra-se sempre uma maneira de se relacionar...
sinto-me: divertida e gargalhadeira
publicado por amulherdetrintaanos às 20:11
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