A mulher de 30 anos não era nascida no 25 de Abril de 74; não ouviu radionovelas e não vibrou com o Festival da Canção. A mulher de 30 anos tropeçou em dois séculos e está aqui! Também opina, ainda não é anciã e agora é mãe

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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

A reunião de condomínio

Titiri, tiriri, tiriri (com entoação do sound trek do "Phyco")...

 

Não estivesse eu tão assoberbada de trabalho e seria mais assídua a postar aqui no blog.

 

Não estivesse eu tão consumida de energia e estaria com mais paciência para uma reunião de tão grande magnitude psicológica.

 

Não estivesse o meu par com compromissos académicos inadiáveis e tinha ele rumado, escada abaixo, ao encontro dessa pequena multidão tresloucada a que, e à falta de outra designação, nos habituámos a chamar de "vizinhos".

 

Ora uma reunião de condóminos na sua essência até podia ser uma coisa agradável. A gente levava uns bolinhos, umas cadeirinhas, sentava-se, comia, fumava um cigarrito e ia discutindo as questões prementes que se colocam a um prédio que, de novo, só mesmo a conduta de água do ano passado.

 

Mas não. É velho o prédio e são velhos e rabugentos os donos. Isto é como tudo na vida: a acção gera reacção e no meu prédio é só gerar acção para ver quem é mais mauzinho e tem a pior reacção para depois se agir novamente e, como no ditado, "com ferro queimas" e com outra coisa pior levas (que agora não se me está a vir à memória o resto ), as reuniões do meu prédio servem de terapia de grupo para duas coisas: fazer as pazes de anteriores discussões vicinais e, ao mesmo tempo, firmar novas discussões, fazendo rodar a quem se deixa de falar este ano.

 

Isto é uma coisa anual (aaallleluuuuiia) mas que deixa marcas para o ano inteiro e se vai arrastando, transformada em histórias míticas do prédio" ad eternum.

 

Estava eu a ver se não adormecia no sofá, à espera das 19h, para descer até ao hall quando abro os olhos e vejo que já passavam 10 minutos! Nem foi preciso espreitar, já se ouviam os gritos do sr. O., intercalados com a afónica voz da vizinha E. Lá vou eu, sem me pentear nem nada, em direcção à peixeirada (para o que uma pessoa está guardada!- como diz a minha avó a propósito de qualquer situação chata ou inesperada).

 

No átrio do prédio estavam o já citado sr. O., pessoa "muito calma" (cit.) mas que, por qualquer motivo inexplicável, fala a gritar fazendo uso e abuso do seu vozeirão de homem grande e boçal. Tem uns laivos de falsa modéstia que apimenta com os seus dotes escondidos de engenharia (estruturas e betão explicam todo o mal do prédio, da rua e da freguesia) e faz brio em usar palavras "caras" a meio das frases mais básicas e, sem querer, altera-lhes completamente o sentido, o que faz com que a característica que se lhe destaca é o facto de ninguém o entender bem e de cada vez que fala ou há alguém que pergunta "desculpe, não percebi" ou então ficamos calados com medo da interminável explicação, desconexa, mais uma vez.

 

Lado a lado, a dupla E., reformada e cusca de profissão actual e sua inseparável vizinha maravilha, a dona C., proprietária de um cabelo super oleoso que se resolvia facilmente com um tratamento dermatológico (digo eu, mas não sei), adepta do Benfica e da selecção nacional (em dia de jogo é vê-la à janela a discutir futebolada com a amiga cusca e vestida de vermelho, barrete e cachecol, mais os dois filhos menores a gritar "vamos ganhar, vamos ganhar" no hall comum). Fazem lembrar aqueles fadistas das desgarradas pois terminam as ideias e as frases de cada uma.

 

Estava também, hoje um pouco amorfo e cabisbaixo (a mulher não é vista há algum tempo...) a pessoa mais paciente do mundo (e o meu vizinho menos antipático), o administrador cinquentão do ano transacto. Pessoa pacata e afável que fala quando é mesmo necessário, não quer saber de histórias, nem da vida alheia e tem um sentido de humor muito próprio, embora numa reunião de condomínio ninguém o consiga apreciar devidamente ou perceber completamente.

 

Falta mencionar o sessentão sr. H. (se o zezecamarinha tivesse um irmão mais velho, seria ele) homem casado com uma esposa que só é vista a estender roupa e, de resto, vive enclausurada no lar. O H. tem uma história de vida muitooo misteriosa (dizem as más línguas que já cantou em casinos, já foi comerciante em "África" e é "pessoa de muitas posses"). Ora posses o H. pode ter, mas tento na língua, não tem. Para além de uma evidente tendência machista muito vincada e que a mim me causa hiper irritação (do género de me chamar "menina", mas ao meu par vai de "senhor", só para exemplificar) é um homofóbico de primeira água e um racista insuportável. Para ele todos os males do prédio se devem (não à engenharia e ao betão) mas aos dois homens "de leste" ("deléste" qualquer dia já é nacionalidade, pelo menos no meu prédio) e a um brasileiro que andaram há um ano (há um ano, senhores!!!) a mudar a conduta de água!

 

E estava eu. Rapariga ensonada e cansada, mas desempoeirada que ainda tentei entalar o pseudo engenheiro O. com umas perguntas técnicas mais complicadas e fi-lo gaguejar (yaaa!!!) e ainda dei um ar da minha graça a tentar acalmar o sr. H, dizendo "tenha calma que já não tem idade para se enervar assim" com ar de sonsinha só mesmo para chatear (penso que consegui pois fulminou-me com um olhar machãozão, mas que só na mulher dele deve surtir efeito... gargalhei interiormente, devo confessar).

 

Discutia-se a requalificação do prédio e outros assuntos banais, mas que têm toda a razão de ser nalguma dimensão deste universo ou de outro paralelo: quem se esquece mais vezes de fechar a porta do prédio; a barata avistada há umas semanas nas escadas; quem atira espinhas para a varanda do 1º andar (urgh que nojo! Eu não sou!) e la crème de la crème: um saco que apareceu misteriosamente no átrio e que lá ficou quase um mês e a E. mais a C. até pensaram tomar a iniciativa de chamar aquela "polícia dos terroristas", mas depois procuraram nas páginas amarelas e não vinha o nº (onde?- pensava eu- na letra "p" de "polícia de terroristas"?!) e só finalmente quando a E. "apanhou" o carteiro é que lhe pediu para abrir o saco e contou a história e "até o senhor ficou com medo" e não o quis abrir e aconselhou a chamar a polícia!!! Isto é normal?! O saco lá ficou e foi o administrador quem o foi abrir. Aí a C. e a E. não o largaram para ver o que tinha dentro (e eu pensava "e então se a pseudo bomba rebentasse?") e vai-se a ver tinha papel de jornal e outros papéis, tudo amachucado. Este episódio deu para uma hora de converseta e discussão, pois o H. gritava que era alguém do prédio a gozar com ele (porquê ele? aquilo estava no r/c, pensava eu...) e que se descobrisse, "a coisa fia mais fino" (espectáculo, tanto cliché provoca-me ondas de irritação) e o "outro que não pagou 2 meses" e ninguém o adverte e a administração que não faz nada, nem muda lâmpadas...

 

Um filme! Isto foi uma curta metragem com duração de filme porque só jantei duas horas depois, não aprendi nada e estou aqui, desde então, a fazer contas para ver se consigo mudar-me nos próximos anos para um prédio com vizinhos normais!

 

 

 

 

publicado por amulherdetrintaanos às 21:58
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8 comentários:
De sonjita a 19 de Fevereiro de 2008 às 10:01
Agora percebo a tua revolta por causa da imigração... bem, há pessoas que se tem que ter muita paciência para lidar com elas. É respirar fundo e ir mas às vezes apetece é explodir e correr tudo ao pontapé hi hi hi
A "policia de terroristas" ehhhh, está boa está.
BJOka
De amulherdetrintaanos a 19 de Fevereiro de 2008 às 23:08
Bem... uf, hoje já estou mais calma , mas ontem estava mesmo irritada! è que nestas coisas sociais manda a boa educação que se mantenha algum nível e então, olha, lá tive de engolir em seco face a alguns comentários mais broncos e estava prestes a explodir. Mas também com aquela idade nem vale a pena nenhuma tentativa de o civilizar E, sim, ainda um dia depois, a história da polícia dos terroristas me faz rir. Bjinhos
De Tg a 19 de Fevereiro de 2008 às 22:34
Olá,
Vais me desculpar mas fartei-me de rir com a tua narração...não consegui evitar...mas compadeço-me da tua "situação"...bem isso são vizinhos daqueles que se poderiam encontrar em qualquer daquelas séries de nível duvidoso, em que ninguém acredita que tais figuras existam na vida real e no entanto...credo...ainda bem que é só uma vez por ano ;)
Posto isto só me resta desejar-te coragem para esqueceres o mais rapidamente possível este episódio...
Beijo
De amulherdetrintaanos a 19 de Fevereiro de 2008 às 23:14
Estás inteiramente desculpada e eu também já ultrapassei a experiência quase traumática. Ainda bem que a dita reunião serve para alguma coisa! Hoje até a mim me fez rir. Quem se riu ainda mais foi meu esposo face à minha narrativa (ainda em alta velocidade e muitos gestos à mistura) quando lhe contei! E essa da série é bem pensado porque parece mesmo ficção, não é?! Até posso ter exagerado nas características dos meus vizinhos, mas eles são mesmo assim e a história do saco?! Tudo verdade, parecia um filme polaco! A vida (também) é feita destas pequenas pérolas Bjinhos
De framboesa a 20 de Fevereiro de 2008 às 11:30
Se juntarmos os teus vizinhos aos meus e filmarmos uma reunião de condóminos para vender para hollywood...ficamos ricas!!!
e a minha é este domingo...c personagens estranhos com uma égua( faz sapateado a altas horas da noite), uma hiena ( ri alto, alto, alto), uns chipanzés (discussões de primeira...) e dois cavalos ( que correm pela casa como se de uma pista se tratasse...)
ai vai ser seca pah...e c o teu relato ainda fiquei mais angustiada...o dia aproximasse a passos rapidos...
De amulherdetrintaanos a 21 de Fevereiro de 2008 às 23:10
Bem, boa sorte! Uma pessoa tb parece q não tem mais nada do q fazer num domingo senão ir pró conbibio forçado!!! Marcam as reuniões assim... Boa sorte! Podes sempre levar para o lado antropológico e ir tirando notas e olha... guarda a ideia q isso ainda dá mesmo filme! Bjs
De Anónimo a 21 de Fevereiro de 2008 às 17:01
Agora imaginem ter de assistir, por motivos profissionais, a dezenas de reuniões dessas. Indescritível!
De amulherdetrintaanos a 21 de Fevereiro de 2008 às 23:13
Nem imagino! Deve ver-se o pior das pessoas, aquele lado q até elas têm vergonha, mas que ali fica tudo exposto! Estas situações levam as pessoas à alucinação completa! Nem percebo. Já não há vizinhos cm antigamente...

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