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Dia 7 - VÍCIO. Um vício, seja ele qual for, parte de uma coisa muita linda e que eu prezo muito, o livre arbítrio. O meu vício é a minha liberdade de escolha e o meu cigarro por dia traz-me saúde mental e muita alegria.
Dia 8 - PAVOR. Das osgas, habitantes estivais da parede do escritório da minha casa. Ontem estava uma colada na porta de entrada. Verdade.
Dia 9 - DESEJO. Viajar. Mais. O deserto da Síria ou a Mongólia.
Dia 10 - MOMENTO. Este. Agorinha. Já a seguir. Vou arrumar roupa de bébé. Saturday night fever.
Dia 11 - MEMÓRIA. A minha inserção na educação formal. O primeiro dia de infantário foi num externato muito chique em que todos os amiguinhos tinham "empregada" e eu fui perguntar à minha mãe o que era uma empregada. Nunca mais se sai do sistema depois deste dia.
Dia 12 - PESSOA. A minha pessoa é a minha mãe. Querida.
Dia 13 - EU(zinha) em modo envergonhado.
a minha super bébé acordou-me invariavelmente com um dos seus rasgados sorrisos. E depois chorou por comida.
Dia 5- Prazer
O bolo de bolacha da minha mãe
Dia 6- delícia
O sono profundo da minha filha. Não há nada mais zen do que observá-la a dormir.
E as eleições? Na Grécia. Será que é desta que deixam os percurssores da democracia exercitarem-na em paz?
E na França? A democracia vai-se revelar cheia de demagogia?
A saudade é como o céu. Sabemo-la perto, mas está além. Não subsiste sozinha, precisa de uma correspondência. A saudade é a nossa memória. Saudade é recordação. Saudade é lonjura. É o céu da nossa memória. Dizer "Eu não tenho saudades" pode querer dizer que se sente muita falta, da vivência para além da recordação.
E a ventania de hoje, hein?
O meu gato. Era uma ternura. Ternura a forma como habitou no nosso T3, fez dele a sua casa e me acompanhou 5 longas semanas de repouso forçado. Morreu o mês passado, o Gato Gaspar. Fica por isso a memória fotográfica da ternura. Ele e a minha barriga, em Novembro de 2011.
que eu sou proprietária de um telemóvel vintage e muito doente...
Uma foto por dia de dia 1 a 31 de Maio com respectivos temas.
1 - amor
2 - ternura
3 - paixão
4 - saudade
5 - prazer
6 - delícia
7 - vício
8 - pavor
9 - desejo
10 - momento
11 - memória
12 - pessoa
13 - eu
14 - rua
15 - flor
16 - comida
17 - amigo
18 - personagem
19 - casa
20 - passeio
21 - desenho
22 - infância
23 - herança
24 - hábito
25 - livro
26 - crença
27 - história
28 - talento
29 - sorriso
30 - cor
31- tema livre
O único supermercado a respeitar o direito ao feriado dos seus trabalhadores!
Shame on you gotinha doce...
Olha, diz que as fraldas de bébé, com IVA a 6%, não são dedutíveis no IRS!!!
Resposta que me deram: "Só são reembolsáveis para efeitos de IRS, as fraldas de incontinentes".
Um bébé é o quê? Se não fosse incontinente não usaria fraldas!
Este governo merecia era com um saco de fraldas usadas, mijadas e cheias de putrefactos cócós, depositadas em cima dele!
Este país incorre no risco de se tornar literalmente merdoso!
Amor é uma palavra aquém. Pequena demais para incluir todo o sentimento, crescente desde os últimos quatro meses. Toda a felicidade genuína trazida por ela até mim.
Ser mãe da minha filha é uma das melhores coisas experimentadas na vida. Outras experiências, situações e pessoas houve que me trouxeram felicidade, mas a palavra feliz só teve mesmo significado desde o nascimento dela. Não se explica, não é uma coisa egocêntrica, não é consumista, não é uma pseudo sensação momentânea, emerge de momentos corriqueiros como quando olho para ela a dormir e fico a olhar e a olhar e não me canso. E quando a cheiro e há uma sensação de reconhecimento, de estar no sítio certo. Ou quando ela sorri para mim tão genuinamente contente, tão ingénua, verdadeiramente feliz. Ela e eu.
Uma sensação latente esta felicidade, resistente a longos momentos de choro estridente, a cócós mal cheirosos e abundantes, a interrupções do meu sono. Um sentimento resistente este que tenho por ela. Grande como não sabia. E cresce, alarga, tal como a minha paciência, tão pequena que foi e tão elástica que se está a demonstrar.
Não sei para onde vai este blog, mas sei que a mulher de trinta anos agora tem o seu rebento e já não é só uma mulher de trinta anos.
A ver.
Só quero saúde para o novo ano. E continuar a ter emprego. E se, para que os meus, e vossos, conterrâneos pudessem estar nesta situação, com saúde e emprego, eu tivesse de abdicar de mais um mês de ordenado (para além dos dois já levados), fá-lo-ia de bom grado. A minha lista de desejos para o próximo ano é altruísta: que todos possam ter aquilo que eu, neste momento, tenho.
Esta passagem de ano vai ser na nossa casa. Somos 7 crescidos e 3 crianças, menos uma amiga sem crianças que celebra a passagem com outros congéneres, mais uma amiga de uma amiga sem crianças que se juntou a nós porque se zangou com os amigos do namorado. Tudo muito caseiro. Muito adulto, muito responsável. Eu (uma refeição com pernas) alerta de três em três horas, o pai (casa de banho ambulante) especialista em mudança de fraldas. Vamos comer tacos e pizas mexicanas. O meu vizinho, tipo Scrooge, já começou a alertar os vizinhos do seu andar para o baixo potencial de ruído que tolera. O cd da leopoldina´continuará a bombar. E eu continuo muito feliz. Constipada, mas feliz.
Bom ano amiguinhos da blogosfera!!!
Nasceu uns dias antes do Natal sem ninguém esperar...
A coisa mais fofa do mundo inteiro...
e é minha filha!
A minha colega E. tentando enriquecer o meu repouso absoluto, quase a terminar (!!!) ensinou-me uma técnica para tricotar sem agulhas. Excelente ideia de prenda caseira. O resultado, materiais, cores, outros formatos fica dependente da vossa imaginação. Se experimentarem partilhem os resultados!
A few times in my life I’ve had moments of absolute clarity, when for a few brief seconds the silence drowns
out the noise and I can feel rather than think, and things seem so sharp and
the world seems so fresh. It’s as though it had all just come into existence. I
can never make these moments last. I cling to them, but like everything, they
fade. I’ve lived my life on these moments. They pull me back to the present,
and I realize that everything is exactly the way it’s meant to be.
E aguardo para que a minha primogénita se aguente mais umas semanas...
já fiz uma manta, a minha primeira!
Mas o Natal ainda não me bateu à porta...
Talvez porque tanto descanso me deixa cognitivamente lenta ou talvez porque moro num 4º andar e o espírito natalício anda lá fora, mais perto do r/c, demora a subir e neste prédio não há elevador.
Quiçá porque Dezembro sem idas à Baixa de Lisboa, ver iluminações de rua ou ir beber chocolates quentes nas pastelarias deste mundo, custa a entranhar.
Meanwhile, as poucas prendas encomendadas on-line estão atrasadas, o que me deixa com papel de embrulho, mas sem conteúdo. Se a coisa não se resolve embrulharei cartões de boas festas, o que é sempre uma coisa fofinha de se ofertar.
A árvore também está atrasada. A bem dizer está assim todos os anos até que a minha pessoa a vai buscar à última prateleira de uma despensa com um elevado pé direito. Este ano está fora de questão, ainda a criança nasce a meio do processo. Assim, as negociações domésticas apontam sábado como "o" dia.
Depois do apuramento deste país para o Europeu de futebol, a categoria de Património Imaterial da Humanidade, se atribuída pela UNESCO, a Portugal via Fado vem mesmo a calhar para desfocar as atenções da embrulhada económica portuguesóeuropeia em que estamos metidos e anesteciar um pouquito mais a todos nós, autoctones.
Levanta-se agora a grande questão: em que rua de Fátima irá aparecer a Virgem nos próximos meses?
Em 2006, em Nisa e com amigos muito alentejanos
Em 2007 no Museu da Electricidade
Em 2008 num passeio temático pelos sanatórios desactivados da vila do Caramulo... muito "American horror story"...
Em 2009 no jardim botânico da Faculdade de Ciências... love it
Em 2010, a várias mãos, grande avanço na peça do homem de trinta anos...
Manta "Espaço Casa", almofada "Gato Preto", livro "Livraria Escriba"na Cova da Piedade ("Foi Assim que aconteceu" de Teresa Font), gato "sem pedigree".
Não se consegue visualizar o styling das minhas unhas dos pés e ainda bem, pois é inexistente. Há algum tempo que não as alcanço e aquilo já viu dias melhores.