A mulher de 30 anos não era nascida no 25 de Abril de 74; não ouviu radionovelas e não vibrou com o Festival da Canção. A mulher de 30 anos tropeçou em dois séculos e está aqui! Também opina,ainda não é anciã, mas já há quem a considere cota
tags

todas as tags

os meus preferidos

Da epifania televisiva de...

Hoje constatei que é dia ...

Leva-me pró contenente!!!

Discurso directo I e II (...

Os dias em que todos nós ...

voltei, voltei...

L`air du temps

considerações recentes

A adolescente dentro de m...

Trólóróloró

De fugida

Às vezes

Passeio I

Raindrops keep falling on...

O único artífice da fregu...

Isto cansa!

Títulos e preconceitos

Ah, pois é, dá vontade de...

coisas velhinhas

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

pesquisar neste blog
 
Novembro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
17
18
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


fizeram uma visita
eis os que tocaram à campainha
Site Meter
Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
A adolescente dentro de mim

fica fascinada com estas pérolas...

Details
 
Ghostgirl by Tonya Hurley  (ou em português, "A Rapariga Invisível" para não chocar as nossas pequeninas leitoras com um título que sugerisse qualquer coisa a fazer lembrar coisas chocantes e horríveis que não acontecem a pessoas felizes, tais como "fantasma"). Pois, a ideia é muito ineteressante, mas a estética burtoniana ainda mais: a moçoila morre, ao que parece engasgada com uma goma e morre (desculpem, vai para o céu)- vai-se a ver e aquilo é uma espécie de escola de Hoggart misturado com a quinta dimensão, agora que o limbo foi banido pelo Papa em vigor. A rapariga depara-se com as mesmas questões fiolosóficas de quando estava viva com a agravante que tem de frequentar uma escola de modo a passar de ano até chegar ao Além...
 
Acho que não consigo esperar até ao Natal...

tags:

publicado por amulherdetrintaanos às 20:39
link do post | opina, vá lá! | ver outras opiniões (1) | adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Trólóróloró

Já tenho computador!



publicado por amulherdetrintaanos às 22:03
link do post | opina, vá lá! | ver outras opiniões (2) | adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
De fugida

Sem net. Sem computador. Sem motherboard. Sem sentido para um escritório onde, de permeio, com os meus estimados livrinhos, já não existe a pequena janela para o mundo virtual.

 

Grande sniff.

 

Paz à sua alma de computador.

 

Expirou faz hoje quinze dias.

 

Oito anos de duração. Era velho, disseram-me no hospital dos computadores. Ali não há secção de cuidados paliativos. Ou vive ou morre. O meu computador morreu. Já nem há peças para o arranjo. Oito anos depois. Então e a televisão Salora dos meus progenitores que durou 20 longos anos e que, da última vez que foi vista, trabalhava que era um mimo? Essa é que era velha. Responderam-me que os computadores são diferentes. Oito anos e é um caso de estudo. As coisas que uma analfabeta informática descobre.

 

Vem outro a caminho. Modesto, é certo, mas que, realmente, em comparação com o idoso perecido é uma grande máquina. Consegue ter abertas 20 janelas ao mesmo tempo, diz-me o homem que tem o mundo a seus pés, vulgo, senhor-da-loja-de-informática-que-percebe-mais-daquilo-do-que-qualquer-um-dos-comuns-mortais-e-por-isso-é-dono-do-mundo-e-vende-nos-aquilo-que-quiser-pois-domina-tudo-e-fala-por-siglas-de-números-e-letras.

 

Só amanhã ou quarta, na melhor das hipóteses. Conto os dias.

 

De fugida porque a minha net laboral é limitada. De fugida porque das minhas coisas só o meu computador pode partilhar. De fugida porque não há pachorra para não se andar a passear virtualmente à vontade. De fugida e tão de fugida que nem consigo responder aos vossos comentários anteriores. Mas li-os, de fugida.

 

Fica pronta depressa ó máquina deste admirável mundo novo. E depressa que eu prometo ser a tua mais fiel utilizadora, ser uma bloguer melhor, mais assídua e assertiva. Vem depressa e eu prometo limpar o pó ao teu esqueleto semanalmente, não me irritar se a placa gráfica ficar desactualizada daqui a 6 meses- que fica, é garantido-tratar de ti com desvelo e apregoar as maravilhas funcionais a que me irás permitir aos sete ventos.

 

Até lá sei que conto com a vossa solidariedade bloguista e neteira. Sei que me compreendem e que nem conseguiam imaginar o vosso quotidiano, assim, como o meu, desde há quinze dias. Entretanto já me doem os olhos de tanto ler e já estou farta do programa de aspirantes a modelos da Tyra. Hoje vou fazer tricot.


tags:

publicado por amulherdetrintaanos às 14:17
link do post | opina, vá lá! | ver outras opiniões (6) | adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Às vezes

uma pessoa está sossegadinha, metida na sua vida e, de repente, mas mesmo de repente, parece que o mundo inteiro se uniu para nos chatear. É um atrás do outro. Fogo!



publicado por amulherdetrintaanos às 10:53
link do post | opina, vá lá! | ver outras opiniões (6) | adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
Passeio I

daqui

 

Passear em Lisboa é banal. A menos que não se tenha Lisboa próxima. Ali à mão. Descobrir urbanidades dentro da urbe é sempre a mais valia de qualquer cidade. Para além dos epítetos. Um deles a de "espaços criativos" ou de "cidades criativas". Para quem pensar em cidades por defeito profissional, vale a pena. Para quem quiser somente passear, não vale de nada olhar para as coisas e para os seus rótulos, como se de enlatados se tratassem, e dizer: "Ah, eu hoje vou à cidade criativa!". Não é inteligível, não é prático, não é nada.

 

Pela primeira vez visitei o espaço, reformulado, primogénito da Fiação de Tecidos Lisbonense (meados do século XIX) e fiquei feliz da vida.

 

Lá está uma bela ideia com uns dois anos de prática que, apesar dos arranques e dos solavancos, começa a prometer tornar-se um nicho economicamente representativo de práticas, consumos e dinâmicas que fazem sentido numa cidade grande.

 

Pessoalmente, a recuperação, revitalização, reformulação do espaço é a grande novidade. Seria idealmente tão bom assumirmos o passado e as memórias dos nossos lugares, dando-lhes novas extensões sociológicas. 

 

Cheira a novo e cheira a fábrica e é impossível não tentarmos imaginar como seria há cem anos o mesmo espaço, os diferentes ruídos, os cheiros, o calor e a sujidade. Como seria a cidade que agora pisamos e que já foi pisada e por onde, na mesma calçada gasta, tantas solas já passaram, carregando as pessoas; pessoas e outras pessoas. Tão diferentes essas pegadas de há cem anos das solas de hoje. A cidade, contudo, é a mesma. Está ali o que foi e o que é. Guarda a memória ainda, mas não a usa como uma farpela demodé. Dá-lhe dignidade.


tags:

publicado por amulherdetrintaanos às 14:35
link do post | opina, vá lá! | ver outras opiniões (2) | adicionar aos favoritos

Terça-feira, 20 de Outubro de 2009
Raindrops keep falling on my head

 

Apetece-me muito... 

 



publicado por amulherdetrintaanos às 11:27
link do post | opina, vá lá! | ver outras opiniões (3) | adicionar aos favoritos

Terça-feira, 13 de Outubro de 2009
O único artífice da freguesia em que trabalho

Depois do reformado ferrador ter perecido, chama-se Inácio e é sapateiro. Usa um avental de couro e consegue equilibrar um cigarro na boca enquanto trabalha. Ah, valente!

 

Mas desabafo aqui que hoje fiquei chateada com este artesão de um ofício tão nobre, a quem encarrego, há muitos anos, de me dar novo alento ao calçado: 10 euros por duas solas (glup, perdão, "meias solas" - é meia sola quando não ocupa o pé todo)!!! Não tive direito de reclamar verbalmente, o senhor Inácio tinha o "ateliê" cheio de mulherio com botas nas mãos e depois de ter monopolizado a conversa que antecedeu a alta hospitalar das minhas botas mandou-me embora. Fiz as contas: o senhor Inácio e seu filho vão ficar ricos monetariamente porque de espírito já o devem ser: riem muito e ouvem a rádio palmela (que para quem não sabe é uma estopada contínua de pimbas+fado+pimbas+anos 80 em português popular) e estão sempre coradinhos (em parte o cheiro a cola diário deve dar umas deambulações psicotrópicas valentes). E depois falam dos sapatos que têm hospitalizados como se eles tivessem sentimentos. Exemplo:

 

- O que estas botas sofreram?! Parece que andaram à pancada (! com quem, pensava eu, com as sandálias que estão a seu lado no meu móvel, senhores?!), diz o senhor Inácio enquanto lhes dá um último toque com um pano encardido...

 

- Senhor Inácio, andaram mesmo, o meu gato afiou as unhas numa delas.

 

- Vê-se logo: olha-se para uma e para outra e sente-se a diferença (ele disse "sente-se", atenção, não foi "vê-se" ou "constata-se", não, ele "sente" a dor da minha bota)

 

- Pois, também por isso é que as deixei cá...

 

- Você não é a única: as pessoas hoje já não estimam o calçado... depois ergue as botas ao nível dos seus olhos (sempre com o cigarro ao canto da boca) e vaticina: ó muito me engano ou antes do Natal já cá estão outra vez!

 

Cheguei a casa e inspeccionei o trabalho, aquela última frase soava-me a meia sola mal colada de propósito, mas não, estão ali firmes e direitas. Não percebi: será que ele pensa que os meus pés tortos não são bons o suficiente para as minhas botas? Será que tem um grupo de defesa do calçado negligenciado? De qualquer modo é um homem que leva a sério a profissão: trata melhor as botas que alguns médicos os doentes.

 

São estes momentos de pura poesia popular o que me faz adorar o comércio local.

 

 

E pronto, consegui. Serei a única bloguer que hoje conseguiu não fazer um post sobre a pobre figura de si que uma actriz noveleira com aspirações a escritora fez num programa de mulheres galináceas noutro continente? Falta-lhes ali um Pedro Rolo Duarte (e eu que sou tão crítica ao modelo de programa que o dito jornalista modera... shame on me depois de ver o que vi).

 

Pronto, falo, falo, mas não me controlei.

 



publicado por amulherdetrintaanos às 20:24
link do post | opina, vá lá! | ver outras opiniões (6) | adicionar aos favoritos

Domingo, 11 de Outubro de 2009
Isto cansa!

Sou pessoa para nunca deixar de ir votar.

 

Sou uma pessoa fiel: eu continuo a votar na freguesia vizinha à minha, localidade onde me recenseei pela 1ª vez há (glup) 15 anos! E vou a pé. E hoje está calor, pá. Depois sigo o homem de trinta e três anos para a "escola" dele (que sendo uma pessoa bem mais organizada) está localizada na nossa freguesia.

 

Quatro quilómetros depois estou derreada.

 

Foste a pé? Ah, pois fui! A par com a sensação de dever cidadão também tenho aspirações saudáveis: com 33 anos é necessário começar a dar outros movimentos às pernas.

 

E agora estou a ouvir que um votante morreu em pleno acto cívico: aparentemente votar já não é tão saudável como parecia ser. Ops, o senhor votante enervou-se porque ouve um motim na sua sala de voto?! Em Mondim de Basto?! Furou a "greve" ao voto e foi vítima de uma turba? Este país é estranho e confunde muito as coisas: a liberdade individual é cerceada por uma noção de colectivo bem artificial, não? Impedir as pessoas de votar porque se quer a elevação a Concelho tem uma lógica um pouco distorcida, não? Democraticamente falando, claro está.



publicado por amulherdetrintaanos às 13:58
link do post | opina, vá lá! | ver outras opiniões (9) | adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009
Títulos e preconceitos

 

Interessante o facto do Comité do Prémio Nobel acabar a premiar premiados para quem o dito prémio parecia longe como tudo.

 

 

Não me posso pronunciar, pois não li nada da senhora e muito por culpa de um preconceito quase inato. Sou pessoa para estigmatizar premiados. Colocá-los num buraco negro de esquecimento porque me irrita a massificação das suas leituras. Irrita-me principalmente o facto de toda a gente desatar a comprar livros quase de atacado e, de permeio, os depositar numa estante sem nunca lhes pegar. Aconteceu isso com o Saramago. O homem valorizou e negligenciaram-se os seus livros. Do senhor da mercearia à senhora advogada, da senhora doméstica ao senhor de fraque toda a gente ensandeceu numa correria louca para ter um "saramago" e depois ninguém os lia. Eram "chatos" mas tinham um nobel por detrás. Pedantismo pop. E no topo? No topo o mega vendedor de ideias repetidas, o senhor rabbit. E depois de um Nobel? Depois de um Nobel todos se transformam em coelhos. E às vezes é pena. Só agora, uma quantidade de anos passados sobre o nobel da Toni Morrison, é que eu li as coisas dela. E da Doris, o mesmo.

E agora que estava tão contente, mas tão contente, por mais uma mulher (e o nome herta é giro, pá) ser reconhecida num comité tão masculino, lá vou ter de resolver este meu preconceito comigo própria. As nossa editoras são sempre uma ajuda para pessoas como eu: com o tempo que levam a colocar no mercado escritor@s romenos terei tempo de me distanciar do prémio ganho.

 

E mais esta para vocês, portugueses parolos (que não me devem ler...), que classificam os grupos sociais a partir de tipologias individuais, estão ou não desconcertados pelo facto da herta não ter saia rodada, lenço no cabelo e andar a pedir esmola ou a vender pensos?! Pois, caramelos, como eu estou farta de dizer: os romenos não são todos as minorias nómadas que nos chegam até aqui- fiquem mais descansados- pelos vistos são como nós e também sabem escrever. Dah!

 

E informo solenemente: a mulher de trinta anos- euzinha- já tem mais três em cima da sua bonita e resplandescente pele. Estou a ponderar mudar o título para a mulher de trinta e três... Parabéns a mim que desde dia 2 estou a mergulhar ferozmente numa trintonice pegada.

 


tags:

publicado por amulherdetrintaanos às 14:39
link do post | opina, vá lá! | ver outras opiniões (11) | adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
Ah, pois é, dá vontade de dizer...

Viram aquela senhora que hoje se queixava no "Nós por Cá" sobre o facto de lhe terem trocado o B.I. na mesa de voto?

 

Podia ser eu.

 

Ia eu toda contente, depois de exercer o meu dever de cidadã, enfiar o boletim dobradinho em quatro na urna e o senhor da mesa devolve-me um B.I. Ora como eles são todos iguais, que as pessoas votantes da minha sala parecem ainda não ter aderido ao cartão único, eu agarro, muito agradecida, trauteando um "ora muito bom resto de dia" e vou-me embora. Não fora eu notar que a minha fotografia (diga-se, não a melhor, que estas fotos tipo passe parecem ser feitas para toda a gente parecer um gremlin) tinha sofrido uma mutação que deveras me assustou, tinha guardado aquilo e vinha para casa. No canto da fotografia, Deus meu, estava um careca. Não uma loira. Não uma morena. Não eu. Um careca.

 

Levei uns segundos a perceber. Segundos determinantes, diz a senhora que até hoje ficou com o B.I. de uma pessoa com outro nome e outra cara que não consegue contactar.

 

Em bom tempo me voltei e tentei explicar ao senhor da mesa que aquilo não era meu. Ora, uma pessoa tem de ser paciente; afinal, o pessoal da mesa está ali de bom grado, possuem uma consciência de coisa pública superior à do comum dos mortais, sacrificam o seu domigo, estão numa sala desconfortável, sentados em cadeiras de criança...

 

Entretanto já havia um António com o meu B.I. na mão, todo careca e todo contente a sair da sala. E eu, falando alto, dizia ansiosa "É aquele, é aquele senhor! Ele entrou quase ao mesmo tempo!" Agora, as pessoas são mesmo desconfiadas. Não é que o homem a quem o meu B.I. foi entregue defendia com unhas e dentes que o que tinha guardado era o seu?! Com má cara lá tirou a carteira das calças (moda inestética e pouco higiénica) e ficou com ar de palerma a olhar para mim, para o meu B.I. e para os senhores da mesa. A custo lá trocámos os ditos. Foi um momento bonito. Modéstia à parte, o António ficava mais bem servido, mesmo assim a minha fotografia era bem melhor.

 

Depois à saída uma criança berrava desalmadamente mercê de um pacote de pipocas que tinha sido entornado. Ainda ponderei comprar um pijama na senhora cigana que vendia, ao lado das pipocas, roupa a custo moderado, aos votantes que saíam, mas desisti.

 

Ah, o que eu adoro ir votar!

 

E depois deste sacrifício todo, toma lá com o Sócrates mais 4 anos que não é nada que já não estivesses à espera!



publicado por amulherdetrintaanos às 20:48
link do post | opina, vá lá! | ver outras opiniões (3) | adicionar aos favoritos